sábado, 13 de fevereiro de 2010
Campanha por mais livro e leitura na programação das Tvs
Carta Aberta:
O que falta para que o Brasil seja realmente um país de leitores?
Falta muito. Falta garantir a todos os brasileiros o acesso ao livro e às bibliotecas. Falta desvincular a leitura do rol de obrigações escolares, falta acreditar no poder do imaginário e da fantasia para transformar realidades. Falta o incentivo para que ler seja, acima de tudo, o que realmente é: um grande prazer! Falta, principalmente, fazer com o que a leitura esteja em toda a parte e que seja incluída no repertório de atividades das quais as pessoas não queiram abrir mão ou deixar em segundo plano. Na luta para que o Brasil se torne um país literário, estão unidos escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades das mais diversas áreas de atuação, anônimos... Várias ações se desenham e ganham força, na tentativa de ver a vontade de tantos se concretizar em ações. A semente plantada pelo Manifesto por um Brasil Literário, escrito e tornado público pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós começa a dar frutos. Uma grande campanha está sendo articulada com apoio e recursos institucionais e não são poucas as pessoas dispostas a dar vez e voz aos anseios de tornar o Brasil um país no qual se valorize com todas as letras a leitura literária, aquela que segundo Bartolomeu, "promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um - homens e mulheres - é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda ,bem dentro de si, um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo... E tudo, a literatura realiza, de maneira instransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: 'ele falou antes de mim' ou 'ele adivinhou o que eu queria dizer'."
Ainda temos um longo caminho a percorrer para que esse "tudo" que a literatura é capaz de realizar esteja ao alcance de todo cidadão brasileiro. E, com certeza, o caminho se tornaria bem mais curto com a ajuda do chamado quarto poder! Os meios de comunicação de massa são armas poderosas e especialmente a TV com sua enorme audiência poderia fazer muito pela literatura. Incluir o livro e a leitura em sua programação seja ela ficcional ou real, já seria um grande começo. Por enquanto são raríssimas, quando não ausentes, as cenas nos programas e nas novelas em que o livro aparece! Na ficção, sobram tentativas de imitar a realidade: personagens vivem dramas e cotidianos bem parecidos com o de muitos na vida real. E nunca ( ou quase nunca) lêem, frequentam bibliotecas, clubes de leitura, falam de livros, têm o rumo de suas vidas mudadas a partir do encontro com a literatura. Nunca presenteiam outras pessoas com livros. Na ficção das novelas e mesmo nos programas da Tv aberta, a literatura é praticamente ignorada. Crianças, jovens e adultos aparecem diante das câmeras nas mais diversas situações, influenciam comportamentos e hábitos ( não é à toa que o merchandising de produtos é cada vez mais presente na telinha) e infelizmente não incluem o mundo do livro e da literatura. Isso precisa mudar! É um pequeno passo que pode encurtar distâncias e fazer toda a diferença!
Essa é a carta que a Campanha por mais livro e leitura na programação das Tvs vai protocolar formalmente na direção da ABERT ( Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e encaminhar às diretorias de programação de todos os canais de Tv aberta no país. Vou acrescentar ao documento todos os comentários feitos nas postagens sobre a campanha e as matérias veiculadas na web e nos jornais sobre a Campanha. Quem quiser se manifestar ainda está em tempo!
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Casa de Autores no Correio Braziliense
Casa de Autores
Correio Braziliense
Diversão & Arte
Para a criançada ler
Brasília, DF - sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Fotos: Gustavo Moreno/CB/D.A Press e Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press
Maria Célia e Raquel vivem a dupla Racumim e Racutia (acima). Alto, Alessandra e a filha Bia mostram os livros feitos em família.

Muitos começam contando histórias para os filhos, outros trabalham em educação e há aqueles que buscam um novo estilo literário. No fim da história, todos são escritores infanto juvenis de primeira
Nahima Maciel
O livro infanto-juvenil foi o segmento mais produtivo no mercado de venda de livros no Brasil durante o ano de 2009. Uma pesquisa da Associação Nacional de Livrarias indica que a produção literária para crianças e adolescentes passou à frente da ficção e da religião. O segmento vende bem, mas também produz muito. A jornalista Alessandra Roscoe é um reflexo do fenômeno. Em 2006 publicou o primeiro livro e, desde então, assina cinco títulos disponíveis no mercado e tem mais seis para serem lançados este ano. Alessandra faz parte de um grupo de autores recém-chegados ao universo da literatura para jovens leitores. São escritores que descobriram o nicho nos últimos sete anos, gente que começou a escrever para o público mirim e não quer mais saber de outra coisa. Em Brasília, boa parte deles integra a Casa de Autores, instituição fundada pela livreira Íris Borges para reunir autores radicados na capital. A própria Íris, ao lado de cinco autores selecionados pelo Diversão & Arte, é estreante no mundo da literatura infanto juvenil. Veja abaixo o que há de novidade na produção brasiliense do gênero e quais são os novos nomes desse cenário.
Parceria em família
Foi a filha Beatriz quem motivou a jornalista Alessandra Roscoe a transpor para o papel as histórias contadas antes de dormir. A primeira, A menina que pescava estrelas, ganhou ilustrações da própria Bia, na época com 5 anos, e foi publicada em 2006. Pouco depois, a história da garota que roubava as estrelas do céu virou filme de animação e motivou a família a investir num segundo livro. O jardim encantado também nasceu da invenção de histórias que Alessandra conta todas as noites para Bia e os dois irmãos, Felipe e Luiza. Minhas histórias partem do meu dia a dia com as crianças. Felipe estava estudando os bichos de jardim e em processo de alfabetização. Um dia, fazendo com ele a tarefa de casa, criei o texto que explora a musicalidade das palavras e trabalha a questão da diferença. Então fiz a história da joaninha que tem só uma pintinha.
A fada emburrada, terceiro a ser publicado e campeão de vendas entre as histórias assinadas por Alessandra, começou a tomar forma quando Bia ficou emburrada durante um almoço de família e O jacaré de bilé, inspirado em Felipe, ganhou ilustrações de Ítalo Cajueiro. Este semestre será a vez de O menino que virou fantoche. O escritor de literatura infanto-juvenil ainda é considerado um escritor menor e isso é uma briga grande porque temos literatura infanto juvenil de altíssima qualidade. E literatura não tem idade , avalia Alessandra. Estou lançando seis livros em um ano e é absurda a quantidade de editoras especializadas em infanto juvenis no Brasil. É um bom produto, apesar de toda uma cultura da não leitura e de pai que compra brinquedo, celular e tênis mas acha caro dar R$ 30 em um livro. Para o aniversário de 50 anos da capital, Alessandra também lançou Brasília em figurinhas, álbum que conta a história da cidade com texto e autocolantes de fotografias. Foi adotado em várias escolas e a primeira edição, de dois mil exemplares, está esgotada. Para Luiza, Alessandra já tem prontas outras histórias.
Rato do acaso
Foi na Biblioteca Livre da Escola Classe 18, em Taguatinga, que Racumim e Racutia ganharam corpo e história. A dupla de professoras Maria Célia Madureira e Raquel Gonçalves Ferreira inventou os personagens para facilitar a aproximação entre as crianças e os livros. O sucesso levou os bichos para o papel. Célia e Raquel publicaram a primeira história de Racumim em 2005 com o título de Deu rato na biblioteca. Em seguida vieram Os amores de Racutia e O rato adormecido. Na verdade a gente nem tinha a intenção de escrever livros, começamos a montar histórias para poder apresentar na escola e incentivar as crianças a irem à biblioteca, porque biblioteca em escola pública não é biblioteca, é puxadinho , lembra Célia. Lançamos três livros, mas temos uns nove na gaveta. Enquanto as histórias não saem da gaveta, vestidas de Racumim e Racutia, Célia e Raquel encenam as narrativas inéditas na entrada da biblioteca e em outras escolas.
Inspiração escatológica
As histórias inventadas por Eduardo Loureiro não têm bailarinas, príncipes e princesas. Pode até ter gente de contos de fadas, mas eles nunca serão tão certinhos, limpinhos e organizados como os personagens clássicos. Os heróis de Loureiro falam de pum, meleca, morte e depressão. Várias das minhas histórias tratam de questões mais delicadas. São assuntos que vêm de uma forma natural, penso que a gente não deve criar um mundo cor de rosa para criança, a criança tem habilidade de lidar com tudo , acredita o autor, que publicou o primeiro livro, A concha e a borboleta, em 2000. Gosto de pensar que escrevo para a criança interna de todo mundo. Comecei fazendo textos que eram para adultos, mas com formatação infantil , avisa o professor de pedagogia e cronista cearense que veio morar em Brasília há três anos e guarda uma gaveta com 40 histórias inéditas em busca de uma editora.
Íris Borges entre seus pequenos leitores: “Sempre quis escrever livros sobre livros”
Outros novos nomes da literatura infanto juvenil brasiliense também buscam se consolidar num mercado que cresce e absorve novas linguagens e nuances, como Alexandre Lobão, Rosângela Rocha e Íris Borges:
Verdade com magia
A experiência da paternidade levou Alexandre Lobão em direção à literatura infanto-juvenil. Foi para a filha que ele criou A verdadeira história de Papai Noel, narrativa publicada em 2008 com a qual procurava responder à dúvida da menina sobre a real existência do velhinho. Inventei uma história e gostei. Depois escrevi dois outros livros usando a mesma experiência de pai. No ano passado foi a vez de Uhuru, a ficção histórica sobre escravidão e liberdade. Formado em ciência da computação e funcionário do Banco Central, Lobão escreve desde 1982, mas concentra suas histórias no universo adulto e juvenil. A incursão na literatura infantil veio com a necessidade de contar histórias para os filhos.
Formação
Depois de publicar quatro romances, Rosângela Rocha quis mudar o leme da própria escrita e decidiu investir na literatura infanto juvenil. Em 2008, A festa de Tati trouxe a história de uma menina com necessidades especiais. Rosângela queria levar as crianças a refletir sobre as diferenças, tema recorrente na literatura concebida para o público infantil. No ano passado, a autora resolveu visitar temas históricos com Dias de santos e heróis. Em 19 poemas, Rosângela conta a origem de certas datas cívicas e heróis brasileiros. Gostei muito e acho que não paro mais de escrever para criança , garante. Sempre tive uma inquietação (com literatura infanto juvenil) e tem horas que a gente fica desanimado. É muito importante a formação do leitor e sempre tive vontade de experimentar escrever para criança. Professora aposentada da Faculdade de Comunicação da UnB, Rosângela agora espera que alguma editora se interesse pelos outros quatro textos infanto juvenis concebidos no último ano.
No mundo dos livros Íris Borges nunca pensou em escrever para crianças. Há mais de três décadas se dedica à promoção do livro e da leitura em Brasília. Já esteve à frente da Feira do Livro, presidiu a Câmara do Livro do Distrito Federal e fundou a Casa de Autores. Mas um amigo editor lançou a provocação e Íris aceitou. A série Eu amo começou a ser publicada no ano passado e virou uma homenagem ao mundo do livro. É uma declaração de amor , revela a autora. Sempre quis escrever livros sobre livros. Em cinco volumes, a autora conta o processo de produção do livro desde a criação da narrativa até a publicação. Eu amo escritores, Eu amo ilustradores, Eu amo editoras, Eu amo bibliotecas e Eu amo livros conduz o leitor por esse universo. Este ano, Íris ainda lança Rosa morena, texto ilustrado por Jô Oliveira sobre uma menina que adora viver e está sempre alegre.
Correio Braziliense
Diversão & Arte
Para a criançada ler
Brasília, DF - sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Fotos: Gustavo Moreno/CB/D.A Press e Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press
Maria Célia e Raquel vivem a dupla Racumim e Racutia (acima). Alto, Alessandra e a filha Bia mostram os livros feitos em família.

Muitos começam contando histórias para os filhos, outros trabalham em educação e há aqueles que buscam um novo estilo literário. No fim da história, todos são escritores infanto juvenis de primeira
Nahima Maciel
O livro infanto-juvenil foi o segmento mais produtivo no mercado de venda de livros no Brasil durante o ano de 2009. Uma pesquisa da Associação Nacional de Livrarias indica que a produção literária para crianças e adolescentes passou à frente da ficção e da religião. O segmento vende bem, mas também produz muito. A jornalista Alessandra Roscoe é um reflexo do fenômeno. Em 2006 publicou o primeiro livro e, desde então, assina cinco títulos disponíveis no mercado e tem mais seis para serem lançados este ano. Alessandra faz parte de um grupo de autores recém-chegados ao universo da literatura para jovens leitores. São escritores que descobriram o nicho nos últimos sete anos, gente que começou a escrever para o público mirim e não quer mais saber de outra coisa. Em Brasília, boa parte deles integra a Casa de Autores, instituição fundada pela livreira Íris Borges para reunir autores radicados na capital. A própria Íris, ao lado de cinco autores selecionados pelo Diversão & Arte, é estreante no mundo da literatura infanto juvenil. Veja abaixo o que há de novidade na produção brasiliense do gênero e quais são os novos nomes desse cenário.
Parceria em família
Foi a filha Beatriz quem motivou a jornalista Alessandra Roscoe a transpor para o papel as histórias contadas antes de dormir. A primeira, A menina que pescava estrelas, ganhou ilustrações da própria Bia, na época com 5 anos, e foi publicada em 2006. Pouco depois, a história da garota que roubava as estrelas do céu virou filme de animação e motivou a família a investir num segundo livro. O jardim encantado também nasceu da invenção de histórias que Alessandra conta todas as noites para Bia e os dois irmãos, Felipe e Luiza. Minhas histórias partem do meu dia a dia com as crianças. Felipe estava estudando os bichos de jardim e em processo de alfabetização. Um dia, fazendo com ele a tarefa de casa, criei o texto que explora a musicalidade das palavras e trabalha a questão da diferença. Então fiz a história da joaninha que tem só uma pintinha.
A fada emburrada, terceiro a ser publicado e campeão de vendas entre as histórias assinadas por Alessandra, começou a tomar forma quando Bia ficou emburrada durante um almoço de família e O jacaré de bilé, inspirado em Felipe, ganhou ilustrações de Ítalo Cajueiro. Este semestre será a vez de O menino que virou fantoche. O escritor de literatura infanto-juvenil ainda é considerado um escritor menor e isso é uma briga grande porque temos literatura infanto juvenil de altíssima qualidade. E literatura não tem idade , avalia Alessandra. Estou lançando seis livros em um ano e é absurda a quantidade de editoras especializadas em infanto juvenis no Brasil. É um bom produto, apesar de toda uma cultura da não leitura e de pai que compra brinquedo, celular e tênis mas acha caro dar R$ 30 em um livro. Para o aniversário de 50 anos da capital, Alessandra também lançou Brasília em figurinhas, álbum que conta a história da cidade com texto e autocolantes de fotografias. Foi adotado em várias escolas e a primeira edição, de dois mil exemplares, está esgotada. Para Luiza, Alessandra já tem prontas outras histórias.
Rato do acaso
Foi na Biblioteca Livre da Escola Classe 18, em Taguatinga, que Racumim e Racutia ganharam corpo e história. A dupla de professoras Maria Célia Madureira e Raquel Gonçalves Ferreira inventou os personagens para facilitar a aproximação entre as crianças e os livros. O sucesso levou os bichos para o papel. Célia e Raquel publicaram a primeira história de Racumim em 2005 com o título de Deu rato na biblioteca. Em seguida vieram Os amores de Racutia e O rato adormecido. Na verdade a gente nem tinha a intenção de escrever livros, começamos a montar histórias para poder apresentar na escola e incentivar as crianças a irem à biblioteca, porque biblioteca em escola pública não é biblioteca, é puxadinho , lembra Célia. Lançamos três livros, mas temos uns nove na gaveta. Enquanto as histórias não saem da gaveta, vestidas de Racumim e Racutia, Célia e Raquel encenam as narrativas inéditas na entrada da biblioteca e em outras escolas.
Inspiração escatológica
As histórias inventadas por Eduardo Loureiro não têm bailarinas, príncipes e princesas. Pode até ter gente de contos de fadas, mas eles nunca serão tão certinhos, limpinhos e organizados como os personagens clássicos. Os heróis de Loureiro falam de pum, meleca, morte e depressão. Várias das minhas histórias tratam de questões mais delicadas. São assuntos que vêm de uma forma natural, penso que a gente não deve criar um mundo cor de rosa para criança, a criança tem habilidade de lidar com tudo , acredita o autor, que publicou o primeiro livro, A concha e a borboleta, em 2000. Gosto de pensar que escrevo para a criança interna de todo mundo. Comecei fazendo textos que eram para adultos, mas com formatação infantil , avisa o professor de pedagogia e cronista cearense que veio morar em Brasília há três anos e guarda uma gaveta com 40 histórias inéditas em busca de uma editora.
Íris Borges entre seus pequenos leitores: “Sempre quis escrever livros sobre livros”
Outros novos nomes da literatura infanto juvenil brasiliense também buscam se consolidar num mercado que cresce e absorve novas linguagens e nuances, como Alexandre Lobão, Rosângela Rocha e Íris Borges:
Verdade com magia
A experiência da paternidade levou Alexandre Lobão em direção à literatura infanto-juvenil. Foi para a filha que ele criou A verdadeira história de Papai Noel, narrativa publicada em 2008 com a qual procurava responder à dúvida da menina sobre a real existência do velhinho. Inventei uma história e gostei. Depois escrevi dois outros livros usando a mesma experiência de pai. No ano passado foi a vez de Uhuru, a ficção histórica sobre escravidão e liberdade. Formado em ciência da computação e funcionário do Banco Central, Lobão escreve desde 1982, mas concentra suas histórias no universo adulto e juvenil. A incursão na literatura infantil veio com a necessidade de contar histórias para os filhos.
Formação
Depois de publicar quatro romances, Rosângela Rocha quis mudar o leme da própria escrita e decidiu investir na literatura infanto juvenil. Em 2008, A festa de Tati trouxe a história de uma menina com necessidades especiais. Rosângela queria levar as crianças a refletir sobre as diferenças, tema recorrente na literatura concebida para o público infantil. No ano passado, a autora resolveu visitar temas históricos com Dias de santos e heróis. Em 19 poemas, Rosângela conta a origem de certas datas cívicas e heróis brasileiros. Gostei muito e acho que não paro mais de escrever para criança , garante. Sempre tive uma inquietação (com literatura infanto juvenil) e tem horas que a gente fica desanimado. É muito importante a formação do leitor e sempre tive vontade de experimentar escrever para criança. Professora aposentada da Faculdade de Comunicação da UnB, Rosângela agora espera que alguma editora se interesse pelos outros quatro textos infanto juvenis concebidos no último ano.
No mundo dos livros Íris Borges nunca pensou em escrever para crianças. Há mais de três décadas se dedica à promoção do livro e da leitura em Brasília. Já esteve à frente da Feira do Livro, presidiu a Câmara do Livro do Distrito Federal e fundou a Casa de Autores. Mas um amigo editor lançou a provocação e Íris aceitou. A série Eu amo começou a ser publicada no ano passado e virou uma homenagem ao mundo do livro. É uma declaração de amor , revela a autora. Sempre quis escrever livros sobre livros. Em cinco volumes, a autora conta o processo de produção do livro desde a criação da narrativa até a publicação. Eu amo escritores, Eu amo ilustradores, Eu amo editoras, Eu amo bibliotecas e Eu amo livros conduz o leitor por esse universo. Este ano, Íris ainda lança Rosa morena, texto ilustrado por Jô Oliveira sobre uma menina que adora viver e está sempre alegre.
Espaço Jô Oliveira
A imagem da Logomarca Ruarte estava com definição muito baixa, por isso resolvemos trocar, mas ainda em clima carnavalesco, Jô nos presenteia com o Guerreiro do Maracatu Rural!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Brasília, outros 50 anos!
Artistas e fazedores de cultura da cidade decidiram juntar forças e mais do que abominar os desmandos que ultimamente têm colocado Brasília mais uma vez no foco de graves denúncias de corrupção e desgoverno, fazer uma festa digna dos 50 anos da Capital. Intitulado movimento Brasília, outros 50 anos, eu acredito, uma festa do povo de Brasília, o aglomerado de talentos locais promete agitar e garantir uma programação paralela à oficial e já questionada Festa dos 50 anos. Rênio Quintas, Célia Porto, Vladimir Carvalho, Nicholas Berhr, Tânia Quaresma e muitos outros músicos, escritores, poetas, atores já se deram as mãos e trabalham em busca de recursos próprios e apoios para dar à cidade a Festa de Cinquentenário que ela realmente merece.
Contos,cantos e encantos defende essa causa!
Para saber mais sobre a iniciativa basta entrar no blog do movimento: aqui
Contos,cantos e encantos defende essa causa!
Para saber mais sobre a iniciativa basta entrar no blog do movimento: aqui
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Minha História de amor pelos livros
A Cíntia Moreira nasceu em São José dos Campos e hoje vive em Jacareí, também no interior de São Paulo. Tem 35 anos, é especialista em Arteterapia e trabalha com educação. Mandou para o Concurso uma bela carta falando de seu amor pelos livros em todos os sentidos:
"Ai adoro cheiro de livro novo! A livraria é um paraíso! Aquele tanto de cores, a sensação boa do toque na capa lisinha, livre de marcas ou manchinhas de manteiga. As folhas sem orelhas, prontas pra uma nova aventura, convite a um mundo de descobertas. As ilustrações- reveladoras ou instigantes. Um autor novo ou um velho conhecido. Não resisto...
Ai, adoro livro velho! O sebo é um paraíso! O cheiro e as páginas amareladas. Aquele mundo de histórias que já passaram pelas mãos e pelos olhos de alguém, as marcas deixadas pelas incontáveis leituras. Sempre dou uma volta pelo sebo como se mergulhasse em um grande baú de histórias, imagino os antigos donos, o motivo da dispensa do livro, histórias alegres, tristes, de amor, de intrigas, de saudades. Não resisto... "
Para ler a carta completa com a história da Cíntia clique aqui
Vários depoimentos estão chegando. Aos poucos estarão aqui para serem apreciados por todos! O concurso segue recebendo por e-mail alessandraroscoe@uol.com.br os relatos de histórias de amor aos livros. A melhor história será presenteada com um kit de livros.
"Ai adoro cheiro de livro novo! A livraria é um paraíso! Aquele tanto de cores, a sensação boa do toque na capa lisinha, livre de marcas ou manchinhas de manteiga. As folhas sem orelhas, prontas pra uma nova aventura, convite a um mundo de descobertas. As ilustrações- reveladoras ou instigantes. Um autor novo ou um velho conhecido. Não resisto...
Ai, adoro livro velho! O sebo é um paraíso! O cheiro e as páginas amareladas. Aquele mundo de histórias que já passaram pelas mãos e pelos olhos de alguém, as marcas deixadas pelas incontáveis leituras. Sempre dou uma volta pelo sebo como se mergulhasse em um grande baú de histórias, imagino os antigos donos, o motivo da dispensa do livro, histórias alegres, tristes, de amor, de intrigas, de saudades. Não resisto... "
Para ler a carta completa com a história da Cíntia clique aqui
Vários depoimentos estão chegando. Aos poucos estarão aqui para serem apreciados por todos! O concurso segue recebendo por e-mail alessandraroscoe@uol.com.br os relatos de histórias de amor aos livros. A melhor história será presenteada com um kit de livros.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Movimento por um Brasil Literário inicia mais uma grande ação!
O Movimento Brasil Literário http://www.brasilliterario.org.br/ surgiu em 2009 durante a Flip - Festa Literária de Paraty com a leitura de um manifesto escrito pelo poeta Bartolomeu Campos de Queirós. A ideia é divulgar a importância da leitura literária e de seu incentivo sempre! As mudanças que a leitura pode fazer na vida de uma pessoa e de uma sociedade vão entrar em cena a partir de agora na nova ação do Movimento que desde sua criação, de forma independente vem ganhando apoiadores e defensores. Contos,cantos e Encantos luta também por um Brasil Literário e acredita na causa!
Nos próximos meses o Movimento por um Brasil literário irá colher depoimentos de brasileiros de diversos estados sobre a relação de suas vidas com livros de literatura. “Queremos mostrar como brasileiros de diferentes pontos do país se identificam, se unem por meio do livro, da leitura literária”, explica Duto Sperry, diretor da campanha. “Cada um vai falar sobre sua experiência com a leitura e as vivências que o livro lhes proporcionou. O objetivo é que cada vez mais gente tenha assegurado o direito à leitura de literatura”, completa.
As filmagens começam no final do mês. Conforme a equipe de produção for chegando aos municípios, haverá uma mobilização em torno do tema. Os vídeos recém-editados estarão disponíveis no site, para que todos possam acompanhar essa caravana por um país que lê. Os depoimentos captados farão parte também de um documentário cujo lançamento acontecerá durante a Festa Literária de Paraty, em agosto de 2010.
A campanha está em fase de captação de recursos e conta com o apoio do Instituto C&A para iniciar os trabalhos.
No site do movimento é possível assinar o Manifesto. Aqui, faremos a a partir de agora um chamamento mensal para que mais e mais pessoas se juntem ao Movimento.
Nos próximos meses o Movimento por um Brasil literário irá colher depoimentos de brasileiros de diversos estados sobre a relação de suas vidas com livros de literatura. “Queremos mostrar como brasileiros de diferentes pontos do país se identificam, se unem por meio do livro, da leitura literária”, explica Duto Sperry, diretor da campanha. “Cada um vai falar sobre sua experiência com a leitura e as vivências que o livro lhes proporcionou. O objetivo é que cada vez mais gente tenha assegurado o direito à leitura de literatura”, completa.
As filmagens começam no final do mês. Conforme a equipe de produção for chegando aos municípios, haverá uma mobilização em torno do tema. Os vídeos recém-editados estarão disponíveis no site, para que todos possam acompanhar essa caravana por um país que lê. Os depoimentos captados farão parte também de um documentário cujo lançamento acontecerá durante a Festa Literária de Paraty, em agosto de 2010.
A campanha está em fase de captação de recursos e conta com o apoio do Instituto C&A para iniciar os trabalhos.
No site do movimento é possível assinar o Manifesto. Aqui, faremos a a partir de agora um chamamento mensal para que mais e mais pessoas se juntem ao Movimento.
Dica de Leitura
O que são as lembranças senão formas de reviver coisas que vivemos e que passamos? Neste delicado livro de Luciano Pontes com ilustrações de Rosinha, publicado pela Larousse Junior o autor e a ilustradora nos pegam pela mão e nos conduzem a um passeio pelos mistérios da memória. A história de uma menina chamada Lembrança reforça em nós, em todos nós a presença contínua das nossas próprias lembranças e o neologismo que dá título ao livro, deslembrar, é impregnado de poesia. Quando ensina que há lembranças que nos fazem felizes e repletos e outras que nos entristecem, a menina Lembrança, mais do que esquecer o que não quer sentir de novo, prefere deslembrar.
O livro também conta que todo mundo tem uma menina Lembrança por perto, até eu e você! E pra que ela fique sempre viva e cresça cada vez mais, basta lembrar, lembrar e lembrar. Ah! E se a coisa não estiver do seu jeito que você quer, é só deslembrar!
O livro também conta que todo mundo tem uma menina Lembrança por perto, até eu e você! E pra que ela fique sempre viva e cresça cada vez mais, basta lembrar, lembrar e lembrar. Ah! E se a coisa não estiver do seu jeito que você quer, é só deslembrar!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Espaço Jô Oliveira
"Aless,
Este é um livro com uma grande coletânea de cordéis sobre o presidente Lula.
A editora IMEPH é de Fortaleza e o autor responsável por este trabalho é de Natal.
Fiquei muito feliz por ter sido convidado para fazer a ilustração da capa.
O livro tem mais de 500 páginas e eu acabei de vê-lo na Livraria Saraiva!"
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Mais um resultado positivo!
A Campanha por mais livro e leitura na programação das tvs abertas marcou mais um ponto! Vai ao ar nesta quinta-feira no fim do capítulo de hoje da novela Viver a vida mais um depoimento que tem o livro como ponto de partida para a superação! Fui avisada por e-mail pela diretora da emissora, Maria Rodrigues, responsável pelos depoimentos finais e reais que encerram diariamente o folhetim global, de que hoje será veiculada a história de um ex-presidiário que teve a vida mudada por causa dos livros. Fico muito feliz. Àqueles que me perguntam sempre porque tenho feito tanta propaganda da novela de Manoel Carlos e mesmo de alguns outros programas da Globo, explico: a campanha Por mais livro e leitura na tv está no ar desde 18 de novembro último. Foram disparados e-mails para todas as emissoras, ganhei vigilantes de plantão e só me chegam notícias de citações e aparições de livros na Globo. Agradeço a todos que têm ajudado a divulgar a iniciativa e àqueles que mais do que apoiarem a ideia estão nos dando vez e voz!
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Concurso Contos,cantos encantos "'Minha história de amor pelos livros"
"Meu encontro com Lygia Bojunga Nunes
Aconteceu de forma simples e ao mesmo tempo fantástica. Sempre ouvi falar da Lygia, e lembro de ter lido trechos dela em livros didáticos quando ainda era pequena. Depois que cresci, ouvia falar de "A Bolsa Amarela (1976)", mas o interesse pra ler não foi intenso.
Minha tia Bel estava lendo o livro, na aula de matemática, depois teve que se separar do livro por conta das férias. Como trabalho em uma escola, fiquei de encontrar o livro pra ela na biblioteca.
Descobri-o. Em vez de levá-lo à minha tia, fiquei quieta e li, li no ônibus, voltando pra casa. Quando cheguei a casa, já havia lido e desejava mais. Voltei à biblioteca no outro dia e descobri os tesouros da Lygia guardados ali no pó, alguns novinhos, outros já lidos, folheados.
Mais que depressa separei todos e levei pra casa para ler..."
Jaqueline Flores dos Santos
O relato da Jaqueline foi encaminhado para o "Concurso Cultural Contos,cantos e encantos: Minha história de amor pelos livros" e já está concorrendo. Para ler a carta completa clique aqui
Para participar é só enviar por e-mail alessandraroscoe@uol.com.br um relato sobre seu amor pelos livros e pela leitura. A melhor história vai receber um kit de livros de presente!
Aconteceu de forma simples e ao mesmo tempo fantástica. Sempre ouvi falar da Lygia, e lembro de ter lido trechos dela em livros didáticos quando ainda era pequena. Depois que cresci, ouvia falar de "A Bolsa Amarela (1976)", mas o interesse pra ler não foi intenso.
Minha tia Bel estava lendo o livro, na aula de matemática, depois teve que se separar do livro por conta das férias. Como trabalho em uma escola, fiquei de encontrar o livro pra ela na biblioteca.
Descobri-o. Em vez de levá-lo à minha tia, fiquei quieta e li, li no ônibus, voltando pra casa. Quando cheguei a casa, já havia lido e desejava mais. Voltei à biblioteca no outro dia e descobri os tesouros da Lygia guardados ali no pó, alguns novinhos, outros já lidos, folheados.
Mais que depressa separei todos e levei pra casa para ler..."
Jaqueline Flores dos Santos
O relato da Jaqueline foi encaminhado para o "Concurso Cultural Contos,cantos e encantos: Minha história de amor pelos livros" e já está concorrendo. Para ler a carta completa clique aqui
Para participar é só enviar por e-mail alessandraroscoe@uol.com.br um relato sobre seu amor pelos livros e pela leitura. A melhor história vai receber um kit de livros de presente!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Dica de Leitura
Silvana Tavano é poeta de palavras lapidadas, sabe contar uma história com doçura e delicadeza. Mas neste Como Começa, da Editora Callis, com lindíssimas ilustrações de Elma tudo começa e termina com encantamento!
O livro não tem uma história com começo, meio, fim e personagens se aventurando, tece no fio da imaginação, um milhão de histórias possíveis e impossíveis. Silvana e Elma nos convidam a uma viagem pela fantasia e ensionam que cada coisa tem um jeito de começar...
E tem mesmo! Saber onde começa isso e termina aquilo não é tão importante como começar a pensar! Esse é o grande recado aos leitores. O livro é maravilhoso, daqueles que a gente lê, relê e nunca se cansa de estar perto dele, de falar dele, de mostrá-lo, exibi-lo a todo instante. Depois de algumas releituras, a gente fica se perguntando onde começa o nosso deslumbre com tudo o que impregna as páginas de Como começa? Não saberia responder, talvez saiba de muitos jeitos, mas sempre com a retina repleta de poesia!
Pois depois de embarcar nas páginas do livro o que menos importa é ter uma única resposta, ou mesmo qualquer resposta. A sensação que fica é a de que nenhuma resposta valerá tanto quanto a alegria de ter feito a pergunta!
domingo, 31 de janeiro de 2010
Letrinha aqui e acolá.
"Miudinhos daqui , miudinhos de lá o que quero saber e quantas histórias vocês irão me contar.
Miudinhos daqui e de acolá , tem alguém que saiba o canto do sabiá ?
Miudinhos , miudinhos quero ouvir um continho.
Miudinhos , miudinhos me emprestem um livrinho ?"
E assim um contador de histórias de além mar segue por aí pescando histórias . Sabem como chamá-lo para contar suas histórias para a gente ?
Fechem os olhos , ponham a mão no coração contem até três e pronto !
Miudinhos daqui e de acolá , tem alguém que saiba o canto do sabiá ?
Miudinhos , miudinhos quero ouvir um continho.
Miudinhos , miudinhos me emprestem um livrinho ?"
E assim um contador de histórias de além mar segue por aí pescando histórias . Sabem como chamá-lo para contar suas histórias para a gente ?
Fechem os olhos , ponham a mão no coração contem até três e pronto !
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Espaço Jô Oliveira
"Salve, Aless
Estou planejando ilustrar um texto do poeta cearense, Arievaldo Viana,
Se trata de " Branca de Neve " em cordel.
Sou apaixonado pelos Contos de Fadas que escutei quando era criança.
O interessante é que levei um bom tempo para descobrir que aquelas
histórias que
ouvia contar não eram brasileiras. Até hoje, para mim, todas elas têm
um colorido nordestino. Pode?
Abraço,
Jô Oliveira"
Pode sim, Jô! Fico muito honrada em ver a ilustração em primeiríssima mão e tenho certeza de que todos aqueles que visitam o blog também se sentem assim!
Obrigada, mestre Jô!
Estou planejando ilustrar um texto do poeta cearense, Arievaldo Viana,
Se trata de " Branca de Neve " em cordel.
Sou apaixonado pelos Contos de Fadas que escutei quando era criança.
O interessante é que levei um bom tempo para descobrir que aquelas
histórias que
ouvia contar não eram brasileiras. Até hoje, para mim, todas elas têm
um colorido nordestino. Pode?
Abraço,
Jô Oliveira"
Pode sim, Jô! Fico muito honrada em ver a ilustração em primeiríssima mão e tenho certeza de que todos aqueles que visitam o blog também se sentem assim!
Obrigada, mestre Jô!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Divulgando...
O Ministério da Cultura convoca e é hora de participar!
Convocação para Assembléia Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Distrito Federal
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Articulação Institucional, e a Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, de acordo com as orientações da Resolução nº 2 de 02 de dezembro e alterações, convidam todos os agentes envolvidos nas cadeias produtiva e criativa do livro e mediadora da leitura do DF para participarem da Assembléia Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Distrito Federal.
Os objetivos do encontro são: avaliar o Plano Nacional de Livro e Leitura, eleger três delegados da sociedade civil, obter a indicação da Secretaria de Estado da Cultura para delegado para a Pré- Conferência de Livro, Leitura e Literatura, e propor estratégias do setor, baseadas nos eixos temáticos da II Conferência Nacional de Cultura.
Lembramos que, de acordo com a referida portaria, para participar na condição de delegado(a), deverá o(a) interessado fazer o registro de sua candidatura no site www.cultura.gov.br/cnpc, no campo “inscrição de candidatura para delegação da pré-conferência setorial”.
Para maiores informações, entrar em contato pelos telefones 61-3325 6209 e 61-2024-2628 e pelo e-mail scdfassessoria@gmail.com.
A sua presença será fundamental para definir os rumos das políticas públicas culturais do Brasil.
Contamos com sua participação!
Data: 30 de janeiro de 2010
Horário: 09h00min às 18h00min
Local: Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, Setor Cultural Sul, lote 2, 2º andar
Apoio:
Biblioteca Nacional de Brasília
Convocação para Assembléia Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Distrito Federal
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Articulação Institucional, e a Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, de acordo com as orientações da Resolução nº 2 de 02 de dezembro e alterações, convidam todos os agentes envolvidos nas cadeias produtiva e criativa do livro e mediadora da leitura do DF para participarem da Assembléia Setorial de Livro, Leitura e Literatura do Distrito Federal.
Os objetivos do encontro são: avaliar o Plano Nacional de Livro e Leitura, eleger três delegados da sociedade civil, obter a indicação da Secretaria de Estado da Cultura para delegado para a Pré- Conferência de Livro, Leitura e Literatura, e propor estratégias do setor, baseadas nos eixos temáticos da II Conferência Nacional de Cultura.
Lembramos que, de acordo com a referida portaria, para participar na condição de delegado(a), deverá o(a) interessado fazer o registro de sua candidatura no site www.cultura.gov.br/cnpc, no campo “inscrição de candidatura para delegação da pré-conferência setorial”.
Para maiores informações, entrar em contato pelos telefones 61-3325 6209 e 61-2024-2628 e pelo e-mail scdfassessoria@gmail.com.
A sua presença será fundamental para definir os rumos das políticas públicas culturais do Brasil.
Contamos com sua participação!
Data: 30 de janeiro de 2010
Horário: 09h00min às 18h00min
Local: Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, Setor Cultural Sul, lote 2, 2º andar
Apoio:
Biblioteca Nacional de Brasília
Campanha por mais livro e leitura na programação das TVs abertas
Nelson Motta está “em êxtase literário” desde que descobriu que dois participantes do “BBB 10” apareceram no programa lendo seu livro Vale tudo — O som e a fúria de Tim Maia “É a glória do escritor”, brincou. “As livrarias estão sentindo os efeitos, muita gente quer dar uma olhadinha. BBB é cultura!”
A notinha saiu na coluna Gente Boa do jornal O Globo e não deixa de ser um reflexo do que acreditamos nós: a TV faz milagres. Pode e deve incentivar a cultura e, especificamente, a leitura.
Fonte: Publishnews
A notinha saiu na coluna Gente Boa do jornal O Globo e não deixa de ser um reflexo do que acreditamos nós: a TV faz milagres. Pode e deve incentivar a cultura e, especificamente, a leitura.
Fonte: Publishnews
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Campanha por mais livro e leitura na programação das Tvs
Mais uma personagem apareceu lendo em cena na trama global das 20 horas. Desta vez foi a Helena interpretada por Thaís Araújo. Engraçado é que desde que iniciei a campanha por mais livro e leitura na programação das TVs ganhei um time de informantes sempre antenados que à menor citação literária ou cena em que o livro apareça, seja nas novelas, nos programas ou nas notícias tratam de mandar e-mail. Ainda é muito pequeno o espaço dado à leitura nas TVs, mas quando as novelas e numa das emissoras de maior audiência do país começam a mostrar personagens lendo e lendo por prazer, é sinal de algo começa a mudar. Tomara que mude mesmo e que cenas como a do encontro de uma das famosas e tantas Helenas de Manoel Carlos com a leitura se repitam a ponto de não mais terem de ser comentadas como algo fora do comum. O recado que tenho tentado dar e que percebo, algumas emissoras já entenderam, é um só: num país como o nosso, com a força que tem a televisão e com tão baixos índices de leitura, o veículo pode fazer muito e com pequenas atitudes. A Campanha ganhou o apoio da rede de livrarias Cultura que ajuda na divulgação e que já envolveu funcionários de vários estados. O Movimento Brasil Literário também se alinha com a proposta e aos poucos uma rede pró leitura vem se formando com os diversos apoios que nos chegam diariamente.
Agradeço a todos.
Agradeço a todos.
Dica de Leitura
Porque sempre é tempo de poesia a dica de leitura de hoje é poética e inspiradora. Poesia fora da estante, da Editora Projeto é uma antologia de poesia para crianças que reúne 30 escritores brasileiros. O livro é resultado de uma pesquisa feita por especialistas da PUC do Rio Grande do Sul, coordenada por Vera Aguiar e realizada por Simone Assumpção e Sissa Jacoby. O livro ganhou ilustrações de Laura Castilhos e faz um delicioso mergulho pelos encantos da nossa poesia. Dividem as páginas versos de Mário de Andrade, Vinícius de Moraes, Mário Quintana, Roseana Murray, Tatiana Belinky, Paulo Leminsky, Elias José e muitos outros.
"Tudo pode ser motivo de poesia. Até uma porta. Mas é preciso que o poeta descubra em cada coisa um sentido novo. E a porta que nasce da poesia abre o mundo da imaginação para a gente."
As autoras contam ainda que a ideia do livro surgiu da certeza de que a poesia não tem idade.
Quer saber mais? Ah então trate de conferir o livro. Quem sabe depois da leitura você não vai desempoeirar seus livros de poesia, tirá-los todos da estante ou até inventar seus próprios versos?
Vou querer saber, combinado?!
sábado, 23 de janeiro de 2010
Agenda boa em Brasília!
Boa pedida para o fim de semana é o Festival de Mamulengo que agita o Complexo Cultural da República ( Museu e Biblioteca Nacional). Bonequeiros e mamulengos do país todo fazem a festa com muitos espetáculos, oficinas e debates. Tudo de graça. É pra não perder!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Espaço Jô Oliveira
Tem livro novo e em quadrinhos! E nós do Contos,cantos e encantos veremos a capa e a apresentação em primeira mão! Salve Jô!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
E por falar em concursos e prêmios...
Por enquanto só duas histórias de amor aos livros chegaram para o novo Concurso do blog. As partcipações estão abertas a quem quiser, sem limite de idade. Para participar, basta enviar o relato de sua história sobre paixão por ler, encontro com os livros e a leitura, personagens literários que mudaram de alguma forma seu jeito de ver o mundo... Enfim, vale qualquer relato, desde que tenha a literatura como fio da meada. O melhor relato ganhará um kit de livros de presente. As histórias devem ser encaminhadas até o dia 10 de julho de 2010 para o e-mail: alessandraroscoe@uol.com.br
O que você está esperando?
O que você está esperando?
Concurso de poesia
Esta notícia é para os mais crescidinhos e que gostam de poesia. O Portal Amigos do Livro http://www.amigosdolivro.com.br/ e a GSC Eventos Especiais http://www.feiradolivropocosdecaldas.com.br/ organizam o I Concurso de Poesias Amigos do Livro/Flipoços – 2010. A iniciativa é direcionada para autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes no Brasil, com tema livre e inscrições gratuitas. O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira. Os 40 vencedores serão divulgados durante a Feira do Livro de Poços de Caldas, que acontece de 24 de abril a 2 de maio na cidade mineira. A premiação será a divulgação da poesia em uma antologia com lançamento previsto para a Bienal do Livro de São Paulo, em agosto. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 de março, somente pela Internet, no Portal Concursos e Prêmios Literários http://www.concursosliterarios.com.br/.
Fonte: Publishnews
Fonte: Publishnews
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Dica de Leitura
A moça tecelã de Marina Colasanti é a dica de hoje. O belo e inspirado conto sobre uma moça que tece no fio de sua história tudo o que deseja e vê, como num passe de mágica, todas as suas vontades tecidas em bordado tornarem-se reais é uma história encantadora e nesta versão da Global, ilustrada com bordados da família Dumont, ganha ainda mais beleza e encantamento! A moça da história descobre que tudo o que borda se realiza, borda então seu destino e com a mesma facilidade com que descobre ter nos dedos a magia para realizar seus sonhos, percebe que a felicidade se esconde nas coisas simples. Depois de conquistar um prícipe, castelos e reinos, entende que sua alegria não estava em nada daquilo e passa então a puxar o fio de cada bordado grandioso para fazer sua vida retomar a simplicidade do início. A moça tecelã é uma história deliciosa, tecida com delicadeza e muita poesia!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Espaço Jô Oliveira
Ninguém melhor que o artista para apresentar sua obra. Sendo assim, com a palavra: Jô Oliveira:
Essa ilustração saiu num folheto sobre cordel.
São alguns dos personagens mais populares da nossa literatura de cordel.
Cancão de Fogo, o Imperador Carlos Magno, a Imperatriz Porcina,
Lampião, o Diabo, Padre Cícero, o Dragão, o Boi Surubim e o Pavão
Misterioso.
Beijos,
Jô Oliveira"
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Dica de Leitura do blog agora também no site da Biblioteca Nacional de Brasília!
Agora, a cada 15 dias uma das Dicas de leitura de Contos,cantos e encantos estará também no espaço criança do site da Biblioteca Nacional de Brasília, duas já estão por lá para quem quiser conferir. O endereço do site é http://www.bnb.df.gov.br/ é só procurar em Produtos e serviços para você, BNB criança, Dicas de Leitura. Bom passeio e boas leituras!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Dica de Leitura
Para criar passarinho, é daqueles livros inesquecíveis que temos a vontade de abraçar muitas e muitas vezes. É poesia do mais alto quilate, aliás como tudo que passa pela alma do escritor Bartolomeu Campos de Queirós. É daqueles livros que não conseguimos ver sozinhos. Aprendi com o próprio Bartolomeu que "beleza é tudo aquilo que a gente não consegue ver sozinho", quando uma coisa é bonita demais, de tão grande não cabe dentro da gente, temos vontade de mostrar, de dividir, de fazer com que outras pessoas que amamos e mesmo as que nem conhecemos sintam a mesma plenitude que nós sentimos quando estamos diante de algo belo!
A primeira edição era da Miguilin com ilustrações maravilhosas de Walter Lara. Podíamos ouvri os passarinhos a cantar de tão inspiradoras que eram as imagens de pássaros traçadas pelo Walter. Não tenho a edição antiga, mas encontrei uma nova, com outra cara, outra proposta e o mesmo texto do Bartô, sempre imperdível pra quem ama a prosa poética e filosófica desse mineiro incomparável!
Para criar passarinho, agora tem nova edição, lançada em 2009 pela Global e com projeto gráfico de Guto Lacaz. Um livro encantador e desconcertante de tão belo! Devo confessar que sinto falta dos pássaros do Walter Lara, mas a saudade também é poética e só de ter a chance de dividir novamente a poesia do Bartolomeu com quem quiser, já me encho de felicidade!
"Para bem criar passarinho é conveniente amar as quedas
de cachoeiras, as águas evoluindo nos rios e barulhos
de chuva sobre as telhas, imitando grãos em peneira.
Isso se faz possível se houver liber dade para as buscas,
tempo para a solidão e saudades mansas de
outros lugares ainda por conhecer."
Bartolomeu Campos de Queirós em Para criar passarinho
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Espaço Jô Oliveira
Em 2010 será comemorado o centenário de Maria Bonita, a
companheira do cangaceiro Lampião.
A chegada de Maria Bonita ao bando de Lampião foi um fato positivo na
saga do bandoleiro.
Maria Bonita e Lampião São ainda hoje um grande mito nacional.
A imagem do Jô, que publicamos aqui é uma gravura em linóleo, muito semelhante à
xilogravura e foi feita quando ele era estudante na Hungria!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Histórias de paixão pelos livros
Se você tem uma história bacana sobre amor aos livros, a gente quer saber! Escreva, conte aqui, compartilhe com a gente! Contos, cantos e encantos vai premiar os três melhores relatos, com livros, é claro!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A Fada vai ter que desemburrar!
A fada é emburrada, mas só me traz alegrias: foi parar em todos os locais de atendimento a crianças do Instituto Ayrton Senna, virou "The Sulky Fairy" no catálogo da Apex e agora entrou para a lista dos livros de leitura indispensável do Educar para crescer, recomendado para crianças de oito anos. O site, com a ajuda de professores e especialistas, escolhe obras para indicar a leitura. Monta listas divididas por faixa etária e recomenda para cada uma delas a leitura de um título por mês. Fiquei muito honrada de estar na lista ao lado de escritores tão importantes e acho que com tanto incentivo a Ninfa vai ter mesmo que desemburrar de vez!
Aqui, você encontra a lista completa:
http://educarparacrescer.abril.com.br/livros/
Aqui, você encontra a lista completa:
http://educarparacrescer.abril.com.br/livros/
Dica de Leitura
Que peninha da Dolores! Cheia de dores a dona serpente, na verdade muito carente, tinha dor de cabeça, dor de barriga, dor de dente e até calo no pé! Calo no pé? Alguém na floresta ficou sem entender como podia ter a serpente um calo no pé, se serpente nem tem pé! De tantas mazelas que sofria a cobra, ganhou por lá o apelido de Dolores Dolorida e só é curada de tanta ferida quando é, de propósito esquecida para o grande baile organizado pelos bichos. Trata de esquecer suas dores, a serpente Dolores e se enfeita toda para curtir a festança. Queria na verdade carinho e atenção e com tanta bajulação de todos que vinham tentar curar suas dores, achou que pra ser uma serpente querida, precisava viver doente, estar sempre dolorida!
Na floresta , Dolores era mesmo mimada, mas a bicharada já não aguentava tanta doença! Da coruja à formiga, tinha sempre algum bicho inventando remédio e cuidando das infinitas dores da serpente dolorida!
E por mais que levassem cuidados, as dores de Dolores não desapareciam!
Talvez Dolores não tenha lido o poeta Mário Quintana que uma vez escreveu: "Se eu pudesse, pegava a dor, colocava a dor dentro de um envelope e mandava de volta para o remetente."
Talvez até tivesse lido, mas a serpente gostava mesmo é de estar doente, só pra chamar a atenção, ser assim, uma espécie de atração...
No fundo, não estava doente a serpente, vivia era muito carente! Dolores Dolorida é uma deliciosa história escrita pela Vera Cotrim e ilustrada com delicadeza pela Tatiana Paiva. O livro é da Editora Rocco, indicado para os pequenos leitores. Mas eu posso garantir que vai ter marmanjo se encolhendo pra dar risada com as dores da Dolores!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Espaço Jô Oliveira
Aproveito os traços certeiros do Jô para desejar a todos um super 2010 com muitos motivos para sorrir! Que neste ano que se inicia, a vida possa também nos sorrir muito. Desejo de coração, boas histórias, imaginação de sobra, paz para encontrar os silêncios e música para inspirar todo o resto!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Dica de Leitura
Na última dica de leitura do ano, ofereço a todos um presente: inspirada por um dos mais incríveis poetas de nossa literatura, Mário Quintana, selecionei a primeira obra dele escrita para os pequenos e encerro com chave de ouro, desejando na verdade abrir portas para quem não descobriu o encanto das letras de Quintana!
A deliciosa estréia de Quintana na literatura infantil traz uma divertida brincadeira com as letras do alfabeto. O batalhão das letras foi a primeira obra do poeta voltada para as crianças. Publicada em 1948, inovou e foi considerada diferente da literatura produzida para o público infantil na época, por utilizar palavras do vocabulário adulto. Brincando com os versos e de maneira poética e atrativa, o autor apresenta as 26 letras do alfabeto em quadras, referindo-se às suas formas, ou fazendo brincadeiras engraçadas. As crianças adoram todos os poemas, mas se divertem principalmente com a maneira delicada de Quintana conversar com elas. A quadra da letra X é certeza de risadas sempre;
"Com X se escreve xícara
Com X se escreve xixi
Não faças xixi na xícara
O que irão dizer de ti?"
domingo, 27 de dezembro de 2009
Por mais livro e leitura na programação das Tvs
Fico repleta de esperança e não qualquer esperança, ao perceber, na programação da Rede Globo, que tem indiscutível audiência em todo o Brasil, algumas cenas nas novelas, depoimentos e mesmo matérias jornalísitcas tendo a leitura como foco. Só pra citar alguns momentos: no folhetim das sete da noite, uma das personagens centrais apareceu em cena sendo presenteada com um livro de receitas, falou sobre a felicidade de receber aquele presente e da importância da leitura em sua vida e do gosto que sempre cultivou pelo ato de ler. Na novela das oito, duas personagens já apareceram com livro nas mãos, uma contando história para o filho e outra, uma modelo, no ensaio fotográfico, como se estivesse lendo. Nos depoimentos reais que encerram a novela, pelo menos três nas últimas semanas falaram da importância do letramento e tiveram a batalha contra o analfabetismo como ponto de partida para as histórias de superação. Num deles, até a famosa frase de Monteiro Lobato de que "um país se faz com homens e livros" foi citada. Mas no capítulo de sábado 26/12 da novela Viver a Vida de Manoel Carlos um momento emocionou. Foi durante a comemoração do Natal na família de Luciana, personagem vivida por Aline Morais, que ficou tetraplégica depois de um acidente, a avó da garota, interpretada por Lolita Rodrigues declamou um poema de Mário Quintana. A poesia deu o tom da cena e foi encerrada pela personagem de Lilian Cabral, porque Lolita Rodrigues com a voz embargada não conseguiu falar os últimos versos.
Ainda na útlima semana, uma matéria do talentoso jornalista Marcelo Canelas narrou a história de uma presidiária que está prestes a deixar a cadeia depois de cumprir pena por tráfico de drogas. Segundo Canelas, a mulher que descobriu na prisão a sua liberdade conta que ganhou asas ao ser designada para trabalhar na biblioteca do presídio. Leu os clássicos de Machado de Assis e de tantos outros, conheceu poesias e histórias às vezes distantes, às vezes muito próximas da sua própria história. Encontrou atrás das grades a paixão pela literatura. Há pouco mais de um mês tenho disparado e-mails e telefonemas para diretores de programas de várias emissoras, jornalistas, artistas e formadores de opinião. Muitos apoios chegam de onde menos espero e, sinceramente, fico feliz de ver que numa das maiores e mais respeitadas emissoras de Tv do país alguma coisa parece estar mudando. Podem ser pequenos gestos, mas são importantíssimos e demonstram a boa vontade de tantos com uma causa que não é só minha.
Ah, sim! A poesia do Quintana?
Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Texto de Mário Quintana extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.
Ainda na útlima semana, uma matéria do talentoso jornalista Marcelo Canelas narrou a história de uma presidiária que está prestes a deixar a cadeia depois de cumprir pena por tráfico de drogas. Segundo Canelas, a mulher que descobriu na prisão a sua liberdade conta que ganhou asas ao ser designada para trabalhar na biblioteca do presídio. Leu os clássicos de Machado de Assis e de tantos outros, conheceu poesias e histórias às vezes distantes, às vezes muito próximas da sua própria história. Encontrou atrás das grades a paixão pela literatura. Há pouco mais de um mês tenho disparado e-mails e telefonemas para diretores de programas de várias emissoras, jornalistas, artistas e formadores de opinião. Muitos apoios chegam de onde menos espero e, sinceramente, fico feliz de ver que numa das maiores e mais respeitadas emissoras de Tv do país alguma coisa parece estar mudando. Podem ser pequenos gestos, mas são importantíssimos e demonstram a boa vontade de tantos com uma causa que não é só minha.
Ah, sim! A poesia do Quintana?
Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Texto de Mário Quintana extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Espaço Jô Oliveira
Com esta imagem de Jô Oliveira, Contos,cantos e encantos deseja a todos um feliz Natal, cheio de paz, tolerância e realizações!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Por mais livro e leitura na Tv
O que falta para que o Brasil seja realmente um país de leitores?
Falta muito. Falta garantir a todos os brasileiros o acesso ao livro e às bibliotecas. Falta desvincular a leitura do rol de obrigações escolares, falta acreditar no poder do imaginário e da fantasia para transformar realidades. Falta o incentivo para que ler seja, acima de tudo, o que realmente é: um grande prazer! Falta, principalmente, fazer com o que a leitura esteja em toda a parte e que seja incluída no repertório de atividades das quais as pessoas não queiram abrir mão ou deixar em segundo plano. Na luta para que o Brasil se torne um país literário, estão unidos escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades das mais diversas áreas de atuação, anônimos... Várias ações se desenham e ganham força, na tentativa de ver a vontade de tantos se concretizar em ações. A semente plantada pelo Manifesto por um Brasil Literário, escrito e tornado público pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós começa a dar frutos. Uma grande campanha está sendo articulada com apoio e recursos institucionais e não são poucas as pessoas dispostas a dar vez e voz aos anseios de tornar o Brasil um país no qual se valorize com todas as letras a leitura literária, aquela que segundo Bartolomeu, "promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um - homens e mulheres - é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda ,bem dentro de si, um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo... E tudo, a literatura realiza, de maneira instransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: 'ele falou antes de mim' ou 'ele adivinhou o que eu queria dizer'."
Ainda temos um longo caminho a percorrer para que esse "tudo" que a literatura é capaz de realizar esteja ao alcance de todo cidadão brasileiro. E, com certeza, o caminho se tornaria bem mais curto com a ajuda do chamado quarto poder! Os meios de comunicação de massa são armas poderosas e especialmente a TV com sua enorme audiência poderia fazer muito pela literatura. Incluir o livro e a leitura em sua programação seja ela ficcional ou real, já seria um grande começo. Por enquanto são raríssimas, quando não ausentes, as cenas nos programas e nas novelas em que o livro aparece! Na ficção, sobram tentativas de imitar a realidade: personagens vivem dramas e cotidianos bem parecidos com o de muitos na vida real. E nunca ( ou quase nunca) lêem, frequentam bibliotecas, clubes de leitura, falam de livros, têm o rumo de suas vidas mudadas a partir do encontro com a literatura. Nunca presenteiam outras pessoas com livros. Na ficção das novelas e mesmo nos programas da Tv aberta, a literatura é praticamente ignorada. Crianças, jovens e adultos aparecem diante das câmeras nas mais diversas situações, influenciam comportamentos e hábitos ( não é à toa que o merchandising de produtos é cada vez mais presente na telinha) e infelizmente não incluem o mundo do livro e da literatura. Isso precisa mudar! É um pequeno passo que pode encurtar distâncias e fazer toda a diferença!
Alessandra Roscoe
Falta muito. Falta garantir a todos os brasileiros o acesso ao livro e às bibliotecas. Falta desvincular a leitura do rol de obrigações escolares, falta acreditar no poder do imaginário e da fantasia para transformar realidades. Falta o incentivo para que ler seja, acima de tudo, o que realmente é: um grande prazer! Falta, principalmente, fazer com o que a leitura esteja em toda a parte e que seja incluída no repertório de atividades das quais as pessoas não queiram abrir mão ou deixar em segundo plano. Na luta para que o Brasil se torne um país literário, estão unidos escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades das mais diversas áreas de atuação, anônimos... Várias ações se desenham e ganham força, na tentativa de ver a vontade de tantos se concretizar em ações. A semente plantada pelo Manifesto por um Brasil Literário, escrito e tornado público pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós começa a dar frutos. Uma grande campanha está sendo articulada com apoio e recursos institucionais e não são poucas as pessoas dispostas a dar vez e voz aos anseios de tornar o Brasil um país no qual se valorize com todas as letras a leitura literária, aquela que segundo Bartolomeu, "promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um - homens e mulheres - é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda ,bem dentro de si, um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo... E tudo, a literatura realiza, de maneira instransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: 'ele falou antes de mim' ou 'ele adivinhou o que eu queria dizer'."
Ainda temos um longo caminho a percorrer para que esse "tudo" que a literatura é capaz de realizar esteja ao alcance de todo cidadão brasileiro. E, com certeza, o caminho se tornaria bem mais curto com a ajuda do chamado quarto poder! Os meios de comunicação de massa são armas poderosas e especialmente a TV com sua enorme audiência poderia fazer muito pela literatura. Incluir o livro e a leitura em sua programação seja ela ficcional ou real, já seria um grande começo. Por enquanto são raríssimas, quando não ausentes, as cenas nos programas e nas novelas em que o livro aparece! Na ficção, sobram tentativas de imitar a realidade: personagens vivem dramas e cotidianos bem parecidos com o de muitos na vida real. E nunca ( ou quase nunca) lêem, frequentam bibliotecas, clubes de leitura, falam de livros, têm o rumo de suas vidas mudadas a partir do encontro com a literatura. Nunca presenteiam outras pessoas com livros. Na ficção das novelas e mesmo nos programas da Tv aberta, a literatura é praticamente ignorada. Crianças, jovens e adultos aparecem diante das câmeras nas mais diversas situações, influenciam comportamentos e hábitos ( não é à toa que o merchandising de produtos é cada vez mais presente na telinha) e infelizmente não incluem o mundo do livro e da literatura. Isso precisa mudar! É um pequeno passo que pode encurtar distâncias e fazer toda a diferença!
Alessandra Roscoe
Dica de Leitura
Infinitas vezes descobrimos na literatura a capacidade de nos embarcar para viagens incríveis! Folheando páginas e impregnando a retina com imagens diversas, podemos ir aonde a imaginação deixar. Tempo de voo, de Batolomeu Campos de Queirós, com ilustrações de Afonso Ruano, publicado pela Edições SM é certeza de um passeio inesquecível. O livro acaba de ser eleito merecidamente pela Fundação Biblioteca Nacional como o melhor livro de Literatura Infantil e Juvenil do ano de 2009. Bartolomeu, para quem ainda não conhece, é daqueles que planta palavras com tanto esmero que em tudo que escreve faz brotar maravilhas, encantamento. Tem poesia nos olhos e um jeito simples e arrebatador de enxergar beleza em tudo! Bartô é mestre e neste livro nos oferece suas próprias asas. As ilustrações são outro presente.

A partir do diálogo entre um homem e um menino, o autor proporciona uma bela reflexão sobre a passagem do tempo, sobre infância e envelhecimento, sobre realidade e fantasia, sobre memórias e sonhos, vida e morte. No livro, o tempo assume várias formas e nos convida a vivê-lo com toda a intensidade!

A partir do diálogo entre um homem e um menino, o autor proporciona uma bela reflexão sobre a passagem do tempo, sobre infância e envelhecimento, sobre realidade e fantasia, sobre memórias e sonhos, vida e morte. No livro, o tempo assume várias formas e nos convida a vivê-lo com toda a intensidade!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Carta de uma professora de Brasília para a escritora Lucília Garcez
A comovente carta da professora Gina, endereçada à escritora Lucília Garcez é um exemplo do quanto a leitura pode mudar vidas. São 19 páginas de um relato surpreendente do encontro de Gina com Riobaldo, ele mesmo! O personagem de Guimarães Rosa. Para quem quiser se deliciar, deixo o link para a leitura da carta:
Que sirva de estímulo e inspiração!
Espaço Jô Oliveira

Esse é o João Grilo quando criança,
personagem muito famoso do cordel nordestino.
A história das estrepolias do Joãozinho, na sala de aula, foi escrita pelo famoso cordelista,
Arievaldo Viana. O livro ainda não foi lançado.
O personagem tem na mão direita roletes de cana-de-açúcar.
Iguaria popular entre as crianças pobres do Nordeste.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Carta do escritor Bartolomeu Campos de Queirós
A carta que transcrevo abaixo foi enviada pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós, autor do Manifesto por um Brasil Literário a todas as pessoas que assinaram o manifesto e que fazem parte da enorme corrente pró-literatura em que se transformou o Movimento por um Brasil Literário (www.brasilliterario.org.br). Que sirva de reflexão para todos e que nos alimente com a certeza de que quando milhares de pessoas sonham o mesmo sonho, ele começa a se realizar!
Belo Horizonte, 8 de dezembro de 2009
Alessandra,
Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença – e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.
A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".
Alessandra, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, Alessandra, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.
Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.
Quando pensamos, Alessandra, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Alessandra, o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu
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Belo Horizonte, 8 de dezembro de 2009
Alessandra,
Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença – e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.
A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".
Alessandra, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, Alessandra, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.
Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.
Quando pensamos, Alessandra, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Alessandra, o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Campanha Por mais livro e leitura na programação das Tvs
A Campanha tem recebido muitas mensagens de apoio e muitos são os que encaminham e-mails querendo saber como colaborar. Primeiro: falar da campanha, ajudar a divulgar, deixar comentários de apoio para que possam ser anexados ao documento que será entregue em todas as emissoras. Como o fim de ano é corrido pra muita gente, decidimos esperar a poeira das festas baixar. Enquanto isso, continuamos disparando e-mails para artistas, jornalistas, diretores e produtores de programas em várias emissoras e já podemos contabilizar apoios importantes. Aqueles que quiserem encaminhar depoimentos sobre a leitura em suas vidas, artigos, desenhos, charges podem fazê-lo por e-mail (alessandraroscoe@uol.com.br). Para ter sua assinatura no documento basta deixar um comentário em uma das postagens sobre a Campanha, iniciada aqui no blog no dia 18 de novembro. É com imensa felicidade que recebo diariamente, vindas de toda parte do país e até de alguns países vizinhos, as mensagens e sugestões sobre como fazer nossa mobilização crescer e atingir seu objetivo, o de fazer com que a TV garanta espaço em sua programação para o livro e a leitura. Hoje recebi a comunicação de que mais um capítulo da novela global das 20 horas foi encerrada com um depoimento verdadeiro, que teve a superação do analfabetismo como ponto de partida para uma mudança de vida! Esperamos que não só a TV Globo, mas todas as emissoras percebam o quanto podem fazer por um país leitor e com atitudes muito simples.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Dica de Leitura
A Dica de hoje é uma verdadeira declaração de amor aos livros e com ar de novidade! Não vou indicar apenas um, mas cinco livros! Todos da Coleção Eu Amo, publicada pelo Instituto Callis e que marca a estréia da livreira e agente literária Íris Borges, criadora da Casa de Autores, como escritora. A coleção já nasceu famosa, lançada primeiramente em espanhol na Feira de Guadalajara.`Por aqui, o lançamento será em Brasília, na Biblioteca Demonstrativa, na terça-feira, dia 15/12/2009 com a presença da autora e da editora Miriam Gabbai. Eu Amo, traz cinco títulos: Eu amo livros, Eu amo escritores,Eu amo ilustradores, Eu amo editoras e Eu amo Bibliotecas. Todos com belíssimo projeto gráfico de André Neves. A Coleção narra com muitos dados a paixão da autora pelo mundo dos livros e faz um mergulho em referências da literatura. Vai, com certeza, encantar graúdos e miúdos!
Íris Borges e Miriam Gabbai no lançamento da coleção na Feira de Guadalajara, no México
Foto: Divulgação
Boa dica para um presente de natal diferenciado. Os livros serão lançados amanhã a partir das 19 horas, na Biblioteca Demonstrativa de Brasília, que fica na 506 sul.
Íris Borges e Miriam Gabbai no lançamento da coleção na Feira de Guadalajara, no México Foto: Divulgação
Boa dica para um presente de natal diferenciado. Os livros serão lançados amanhã a partir das 19 horas, na Biblioteca Demonstrativa de Brasília, que fica na 506 sul.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Campanha Por mais livro e leitura na programação das Tvs abertas
As adesões continuam crescendo e coincidência ou não, pelo menos no horário nobre da Rede Globo, que tem enorme audiência,o prazer de ler começa a entrar em cena. Muito timidamente, mas, em Viver a Vida, novela das 20h da Globo, além de cenas com personagens lendo ou com livro nas mãos, o depoimento real que encerrou o capítulo do dia 11/12/2009 foi sobre a superação do analfabetismo e a descoberta do prazer de ler por uma senhora aos 52 anos de idade.
Transcrevo do portal da superação da novela, o resumo do depopimento de Liderci Machado que pode ser assistido na íntegra no endereço eletrônico: www.globo.com/viveravida/portal-da-superacao/
Foto portal da Superação www.globo.com/viveravida
"Liderci nasceu em uma família muita humilde. Morava com seus pais e mais nove irmãos em um ambiente de brigas constantes. A casa era de barro e tinha que ser refeita com as mãos a cada chuva que caía. Com cinco anos já ajudava a mãe nos trabalhos domésticos. Seu pai trabalhava na lavoura e ganhava pouco. Sua maior vontade era estudar, mas sua vida escolar durou só uma semana por vontade de sua mãe. Aos 13 anos, começou a trabalhar como babá e depois como diarista. Liderci teve três filhas, que criou com muito amor e sacrifício. Apesar das filhas bem criadas e encaminhadas, Liderci se sentia triste por ser analfabeta. Aos 52 anos, com a ajuda de um patrão, Liderci se alfabetizou e ganhou uma bolsa para estudar teatro. Liderci nunca mais pegou ônibus errado por não saber ler, já estrelou em dois monólogos e adora poder ler histórias para seus netos."
Viver a Vida deu um passo importante no sentido de dar mais espaço para o livro e a leitura, mas ainda estamos longe de utilizar com todo o seu potencial a força da mídia para ajudar a formar leitores. A esperança é que nas novelas, e nos outros programas, em todas as emissoras, o prazer de ler seja incentivado!
Transcrevo do portal da superação da novela, o resumo do depopimento de Liderci Machado que pode ser assistido na íntegra no endereço eletrônico: www.globo.com/viveravida/portal-da-superacao/
Foto portal da Superação www.globo.com/viveravida"Liderci nasceu em uma família muita humilde. Morava com seus pais e mais nove irmãos em um ambiente de brigas constantes. A casa era de barro e tinha que ser refeita com as mãos a cada chuva que caía. Com cinco anos já ajudava a mãe nos trabalhos domésticos. Seu pai trabalhava na lavoura e ganhava pouco. Sua maior vontade era estudar, mas sua vida escolar durou só uma semana por vontade de sua mãe. Aos 13 anos, começou a trabalhar como babá e depois como diarista. Liderci teve três filhas, que criou com muito amor e sacrifício. Apesar das filhas bem criadas e encaminhadas, Liderci se sentia triste por ser analfabeta. Aos 52 anos, com a ajuda de um patrão, Liderci se alfabetizou e ganhou uma bolsa para estudar teatro. Liderci nunca mais pegou ônibus errado por não saber ler, já estrelou em dois monólogos e adora poder ler histórias para seus netos."
Viver a Vida deu um passo importante no sentido de dar mais espaço para o livro e a leitura, mas ainda estamos longe de utilizar com todo o seu potencial a força da mídia para ajudar a formar leitores. A esperança é que nas novelas, e nos outros programas, em todas as emissoras, o prazer de ler seja incentivado!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Espaço Jô Oliveira
Nesta época do ano é comum remexer nas gavetas, nos papéis que vamos juntando ao longo do ano, da vida... Vez ou outra nos surpreendemos com uma foto amarelada, uma carta( muita gente nem sabe o que é isso, na era do e-mail!), um poema rabiscado num canto de caderno ou no caso do internacional Jô Oliveira um Lampião quase mitológico falando Grego!
Um tesouro que publicamos hoje até com o recadinho do autor:
"Olá Aless,
Esta história em quadrinhos foi publicada na Grécia em 1979!
É incrível ver Lampião falando grego!
Pelo menos eu acho.
Beijos,
Jô Oliveira"
Nós também achamos, Jô
Depois você traduz pra gente!

Um tesouro que publicamos hoje até com o recadinho do autor:
"Olá Aless,
Esta história em quadrinhos foi publicada na Grécia em 1979!
É incrível ver Lampião falando grego!
Pelo menos eu acho.
Beijos,
Jô Oliveira"
Nós também achamos, Jô
Depois você traduz pra gente!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Uma ávore de Natal Inspiradora!

Vejam que bacana: uma árvore só de livros! Ela existe mesmo e foi montada na biblioteca da Presidência da República em Brasília, pelas mediadoras de leitura e contadoras de história do grupo Tra-la-lá, formado por servidores voluntários. Além da ideia genial, o grupo resolveu criar um desafio literário para os servidores. Com o intuito de fazê-los visitar a biblioteca para conhecer a árvore, vai presentear com um kit de livros aquele que acertar a quantidade de livros usada para montar a árvore!
Campanha Por mais livros... Repercussão Nacional!
Já saiu no blog do Pró-Leitura, no jornal O Norte de Minas, e agora no blog Os Elos do Conto da escritora Helô Bacichette.
Os Elos do Conto: Campanha por mais livros
A Rede de livrarias Cultura fará a divulgação em todas as suas lojas e no fim de semana a Campanha estará também nas páginas da Gazeta de Caxias, de Caxias do Sul!
Aqueles que quiserem escrever artigos ou enviar sugestões para o documento que está sendo elaborado pode mandar via comentários aqui no blog, no caso dos artigos podem ser encaminhados para o e-mail: alessandraroscoe@uol.com.br
Participem!
Os Elos do Conto: Campanha por mais livros
A Rede de livrarias Cultura fará a divulgação em todas as suas lojas e no fim de semana a Campanha estará também nas páginas da Gazeta de Caxias, de Caxias do Sul!
Aqueles que quiserem escrever artigos ou enviar sugestões para o documento que está sendo elaborado pode mandar via comentários aqui no blog, no caso dos artigos podem ser encaminhados para o e-mail: alessandraroscoe@uol.com.br
Participem!
Festa para comemorar um ano da Biblioteca Nacional de Brasília
Contos, cantos e encantos comemora também! Além de fazer parte da programação de aniversário com roda de histórias e cantigas, projeto "Experimente a palavra" e autógrafos de meus livros, tive a honra de ser convidada para fazer, no novo site da BNB, a sessão de Dicas de Leitura para as crianças. Agora, além da Dica aqui do blog que é postada às segundas-feiras estarei indicando livros bacanas para a garotada também no site da Biblioteca Nacional de Brasília!
Biblioteca Nacional de Brasília comemora um ano de portas abertas
fonte: Clica Brasília últimas Notícias
Terça-feira, 08 de dezembro de 2009
No próximo dia 12 de dezembro, a Biblioteca Nacional de Brasília completa um ano da abertura de suas atividades à comunidade. Para comemorar, uma série de eventos culturais e educativos. A festa começa sexta-feira (11) e vai até domingo (13). Na programação, roda de histórias, espetáculos de dança, projeção de filmes, palestras e workshops. Para acompanhar as atrações, a presença de diversos escritores e artistas da cidade como Lucília Garcez, João Ferreira e Wilson Pereira, Alessandra Roscoe, Márcia Oliveira e Rosângela Rocha, além do escritor, jornalista e fotógrafo venezuelano Nelson González e da bailarina chinesa Zou Mi, entre outros.
O diretor da BNB, Antonio Miranda, fará a abertura dos festejos, às 10 horas de sexta-feira, onde será lançado o novo layout do site da Biblioteca. Em seguida, no espaço da Cafeteria, a professora da UnB Zou Mi fará duas apresentações de dança chinesa. Enquanto isso, as crianças poderão conferir, entre das 10h às 11h, uma aulinha de desenho digital no Espaço Infantil. Na parte da tarde, as palestras roubam a cena no Auditório, sob os temas literatura venezuelana, prática de yoga e projeto Mala do Livro, e também na Sala de Cursos onde será abordado o papel da família e da escola na formação da criança leitora.
No sábado haverá espetáculo de dança com os alunos da UnB, oficina de leitura (com Lucília Garcez) e palestra de incentivo à leitura (com Rosângela Rocha). O forte da programação neste dia do aniversário da Biblioteca são as atividades dedicadas às crianças. Na parte da tarde, por exemplo, três escritores de literatura infantil, Wilson Pereira, Alessandra Roscoe e Tatiana Oliveira, vão contar histórias para a meninada, público que também será privilegiado pela programação do dia seguinte, domingo (13). De manhã, lançamento de livro de autores mirins na Praça da Língua Portuguesa (pilotis da BNB), e de tarde, mais rodas de histórias, com as escritoras Tatiana de Oliveira e Márcia de Oliveira.
Veja abaixo a programação completa dos três dias de celebração do aniversário da Biblioteca Nacional de Brasília
Dia: 11/12/2009 - Sexta-feira
10h às 12h - Solenidade oficial em comemoração ao aniversário de um ano da BNB
Lançamento do novo portal da BNB
Apresentação cultural: Dança Chinesa com Zou Mi*
Local: Auditório (2º andar) *Zou Mi, bailarina, formada em Arte na universidade de Henan (China), mestre em Artes Cênicas pela UnB
10h às 11h - Desenho Digital
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)
11h às 12h - Brincadeiras Literárias
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)
15h às 16h - Roda de Histórias
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)
15h às 16h - Palestra: A Mala do Livro
Palestrante: Maria José
Local: Auditório (2º andar)
15h às 16h - Elaboratório Poético
Autor: Wilson Pereira*
Público: Crianças de 09 e 10 anos
Local: Sala de Cursos (térreo) *Poeta, contista, cronista, ensaísta e autor de textos infantis
16h às 17h - Máquina de Quadrinhos
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)
Agência Brasília, com informações da Secretaria de Cultura
Biblioteca Nacional de Brasília comemora um ano de portas abertas
fonte: Clica Brasília últimas Notícias
Terça-feira, 08 de dezembro de 2009
No próximo dia 12 de dezembro, a Biblioteca Nacional de Brasília completa um ano da abertura de suas atividades à comunidade. Para comemorar, uma série de eventos culturais e educativos. A festa começa sexta-feira (11) e vai até domingo (13). Na programação, roda de histórias, espetáculos de dança, projeção de filmes, palestras e workshops. Para acompanhar as atrações, a presença de diversos escritores e artistas da cidade como Lucília Garcez, João Ferreira e Wilson Pereira, Alessandra Roscoe, Márcia Oliveira e Rosângela Rocha, além do escritor, jornalista e fotógrafo venezuelano Nelson González e da bailarina chinesa Zou Mi, entre outros.
O diretor da BNB, Antonio Miranda, fará a abertura dos festejos, às 10 horas de sexta-feira, onde será lançado o novo layout do site da Biblioteca. Em seguida, no espaço da Cafeteria, a professora da UnB Zou Mi fará duas apresentações de dança chinesa. Enquanto isso, as crianças poderão conferir, entre das 10h às 11h, uma aulinha de desenho digital no Espaço Infantil. Na parte da tarde, as palestras roubam a cena no Auditório, sob os temas literatura venezuelana, prática de yoga e projeto Mala do Livro, e também na Sala de Cursos onde será abordado o papel da família e da escola na formação da criança leitora.
No sábado haverá espetáculo de dança com os alunos da UnB, oficina de leitura (com Lucília Garcez) e palestra de incentivo à leitura (com Rosângela Rocha). O forte da programação neste dia do aniversário da Biblioteca são as atividades dedicadas às crianças. Na parte da tarde, por exemplo, três escritores de literatura infantil, Wilson Pereira, Alessandra Roscoe e Tatiana Oliveira, vão contar histórias para a meninada, público que também será privilegiado pela programação do dia seguinte, domingo (13). De manhã, lançamento de livro de autores mirins na Praça da Língua Portuguesa (pilotis da BNB), e de tarde, mais rodas de histórias, com as escritoras Tatiana de Oliveira e Márcia de Oliveira.
Veja abaixo a programação completa dos três dias de celebração do aniversário da Biblioteca Nacional de Brasília
Dia: 11/12/2009 - Sexta-feira
10h às 12h - Solenidade oficial em comemoração ao aniversário de um ano da BNB
Lançamento do novo portal da BNB
Apresentação cultural: Dança Chinesa com Zou Mi*
Local: Auditório (2º andar) *Zou Mi, bailarina, formada em Arte na universidade de Henan (China), mestre em Artes Cênicas pela UnB
10h às 11h - Desenho Digital
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)
11h às 12h - Brincadeiras Literárias
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)
15h às 16h - Roda de Histórias
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)
15h às 16h - Palestra: A Mala do Livro
Palestrante: Maria José
Local: Auditório (2º andar)
15h às 16h - Elaboratório Poético
Autor: Wilson Pereira*
Público: Crianças de 09 e 10 anos
Local: Sala de Cursos (térreo) *Poeta, contista, cronista, ensaísta e autor de textos infantis
16h às 17h - Máquina de Quadrinhos
Instrutor: Monitores da BNB
Local: Espaço Infantil (térreo)
Agência Brasília, com informações da Secretaria de Cultura
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Campanha Por mais livro... No blog do Pró-Leitura!
Está lá, no blog do Pró-Leitura! http://blogs.cultura.gov.br/pro-leitura/
Livro e leitura ganham TV como aliada
A indignação de ver desprezado um grande meio de incentivo à leitura como a TV fez com que a jornalista e escritora Alessandra Pontes Roscoe iniciasse uma campanha pública por mais livro e leitura na programação das TVs abertas. Responsável pelo blog: http://contoscantoseencantos.blogspot.com , ela já conseguiu mobilizar escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades ligadas ao livro, artistas e jornalistas, na tentativa de incluir a leitura também nas novelas e programas televisivos.
A ideia é aproveitar a enorme audiência da TV e seu grande poder de influenciar comportamentos para mostrar que o livro pode transformar realidades. Sugestões estão sendo recolhidas para a elaboração de um documento que será entregue à direção das emissoras e à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV – ABERT. A campanha pede espaço na TV para que pessoas apareçam lendo, falando de livros, presenteando outras pessoas com livros. Nas novelas, fazer com que personagens incluam a literatura em seus repertórios de atividades.
Em um país não-leitor como o Brasil, a força da mídia pode ser utilizada em todo o seu potencial para também formar leitores e incentivar o hábito da leitura. Desde o dia 18 de novembro a campanha tenta buscar mais apoios e reunir sugestões para o documento. Quem quiser participar pode acessar o blog: http://contoscantoseencantos.blogspot.com e deixar comentários, sugestões e, claro, ajudar a divulgar a iniciativa. Alessandra Roscoe trabalhou por vários anos como repórter na TV, hoje é colaboradora de uma revista de circulação nacional e, com cinco livros publicados, dedica-se à Literatura Infanto-Juvenil. Recentemente participou do programa “Inclusão” da TV Senado, falando sobre a importância da leitura na primeira infância.
(Texto: MDM)
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Data: 7 de dezembro de 2009
Autor: marcosalexandremdm
Categorias: notícias
Tags: campanha pública, incentivo à leitura, Livro leitura literatura tv campanha
Livro e leitura ganham TV como aliada
A indignação de ver desprezado um grande meio de incentivo à leitura como a TV fez com que a jornalista e escritora Alessandra Pontes Roscoe iniciasse uma campanha pública por mais livro e leitura na programação das TVs abertas. Responsável pelo blog: http://contoscantoseencantos.blogspot.com , ela já conseguiu mobilizar escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades ligadas ao livro, artistas e jornalistas, na tentativa de incluir a leitura também nas novelas e programas televisivos.
A ideia é aproveitar a enorme audiência da TV e seu grande poder de influenciar comportamentos para mostrar que o livro pode transformar realidades. Sugestões estão sendo recolhidas para a elaboração de um documento que será entregue à direção das emissoras e à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV – ABERT. A campanha pede espaço na TV para que pessoas apareçam lendo, falando de livros, presenteando outras pessoas com livros. Nas novelas, fazer com que personagens incluam a literatura em seus repertórios de atividades.
Em um país não-leitor como o Brasil, a força da mídia pode ser utilizada em todo o seu potencial para também formar leitores e incentivar o hábito da leitura. Desde o dia 18 de novembro a campanha tenta buscar mais apoios e reunir sugestões para o documento. Quem quiser participar pode acessar o blog: http://contoscantoseencantos.blogspot.com e deixar comentários, sugestões e, claro, ajudar a divulgar a iniciativa. Alessandra Roscoe trabalhou por vários anos como repórter na TV, hoje é colaboradora de uma revista de circulação nacional e, com cinco livros publicados, dedica-se à Literatura Infanto-Juvenil. Recentemente participou do programa “Inclusão” da TV Senado, falando sobre a importância da leitura na primeira infância.
(Texto: MDM)
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Data: 7 de dezembro de 2009
Autor: marcosalexandremdm
Categorias: notícias
Tags: campanha pública, incentivo à leitura, Livro leitura literatura tv campanha
Dica de Leitura

Essa é uma história que não foi contada, nem cantada, nem falada e nem escrita... Como isso pode acontecer? No livro VENTO, a história foi soprada por Elma, que criou as situações e as ilustrou. VENTO é um livro sem texto, só de imagens, para que as crianças, e também os adultos, exercitem a imaginação, possibilitando a chegada de muitos outros ventos. É um carinho soprado em lindas imagens que nos fazem voar com a história e que impregnam o olhar de um jeito muito especial! O livro é da editora Global e é mesmo um presente que chega como sussuro embalado em nuvens.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Campanha Por mais livro e leitura na programação das TVs
A Campanha Por mais livros e leitura na programação das tvs era só uma ideia, uma vontade. Fiz aqui blog, no dia 18/11, uma postagem sobre a alegria de ver crianças e professores empenhados com o estudo da nossa língua, incentivados por um programa de televisão e falei também da tristeza em não ver as emissoras apostarem no livro e na leitura como potenciais transformadores da nossa realidade não-leitora. No mesmo dia, eu, a escritora e jornalista Dad Squarizi e a escritora Lucília Garcez, ambas, como eu, integrantes do grupo Casa de Autores, conversávamos sobre o enorme poder das novelas na influência de comportamentos. No dia seguinte, por conta da abertura da Feira do livro de Brasília, Dad publicou um belo artigo que transcrevo aqui com autorização dela.
E só para esclarecer, a campanha não se limita às novelas e nem mesmo à uma única emissora. O documento que estamos elaborando com apoio de várias pessoas e organizações ligadas ao livro, será entregue à diretoria da ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV. O fato é que a mobilização surgiu depois de encontros com pessoas que trabalham na Rede Globo, especificamente na teledramaturgia.
Coincidência ou não, ontem, eu que, por falta de tempo, pouco assisto novela, vi trechos de Viver a vida, novela de Manoel Carlos, trama das 20h. Quase pulei de alegria ao ver um livro como objeto de cena durante um ensaio fotográfico na novela: a modelo segurava um livro e posava para as fotos como se estivesse lendo! A jornalista Cris Rogério da Revista Crescer, da Editora Abril e do site Ler Para Crescer contou que a cena não foi a única com livros na mesma novela. Disse que a personagem da atriz Christine Fernandes também apareceu em um dos capítulos com um livro na mão lendo uma história para o filho dormir. Que sirva de modelo. Acho mesmo que a tv pode fazer muito mais e espero que a campanha consiga sensibilizar aqueles que decidem o que entra e o que não entra em cena na tv.
Com a palavra,
Dad Squarizi:
De livros e novelas
Correio Braziliense, 19/11/2009
Dad Squarisi
“Um país se faz com homens e livros”, repetia Monteiro Lobato. E completava: “Os livros não mudam o mundo. Mudam os homens. Os homens é que mudam o mundo”. Ele acreditava no poder revolucionário da palavra escrita. Sonhava inundar o Brasil de textos variados. País atrasado, até então o Brasil importava livros. Lobato fundou a Editora Nacional. Imprimia as obras em papel inferior, de custo baixo. As tiragens grandes tornavam o produto acessível ao grande público.
Hoje gigantescas feiras se espalham Pindorama afora. A de Brasília começa amanhã.Mas somos país de não leitores. A Pesquisa Retaros da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, chegou a conclusão alarmante: excluídos os livros didáticos, o brasileiro lê 1,3 livro por ano. Em países desenvolvidos, a média gira em torno de 10. Num ranking de 30 nações, figuramos em 27º lugar.
Razões para a distância? Uma delas: alfabetização tardia. Com o atraso, o país universalizou o acesso ao ensino fundamental depois da experiência eletrônica. Foi mau começo. Outra: o preço do livro. Cobrar R$ 30 ou R$ 40 por obra torna-a inacessível para boa parte da população. Forma-se, então, o círculo vicioso. Tiragem pequena encarece o produto. Preço alto afugenta o consumidor. Mais uma: a desvalorização da leitura pela sociedade.
Como mudar o cenário? Leitura é habilidade. Requer treino. Primeiro passo: dar acesso ao livro. O preço, no caso, conta. Mas não só. Precisa-se de mediadores. Professores e bibliotecários têm papel fundamental no processo. Eles recomendam, discutem, orientam o caminho a seguir. Daí a importância da qualificação desses profissionais. Segundo passo: a valorização do livro. Impõe-se mudar a cultura.
A tevê pode desempenhar papel-chave na virada. Valem dois exemplos extraídos de novelas. Um: em Laços de Família, Vera Fischer e Reinaldo Gianecchini vestiram roupão ao saírem do banheiro. No dia seguinte, esgotou-se o estoque de roupões no comércio. O outro: a Pinacoteca de São Paulo promoveu a exposição de Rodin. A receptividade foi tímida. Toni Ramos e Natália do vale passaram um capítulo entre as obras. Desde então, as filas de entrada dobraram esquinas. Em suma: a tevê modifica comportamentos. Que tal a LEITURA fazer parte da vida de personagens como atividade prazerosa?
E só para esclarecer, a campanha não se limita às novelas e nem mesmo à uma única emissora. O documento que estamos elaborando com apoio de várias pessoas e organizações ligadas ao livro, será entregue à diretoria da ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV. O fato é que a mobilização surgiu depois de encontros com pessoas que trabalham na Rede Globo, especificamente na teledramaturgia.
Coincidência ou não, ontem, eu que, por falta de tempo, pouco assisto novela, vi trechos de Viver a vida, novela de Manoel Carlos, trama das 20h. Quase pulei de alegria ao ver um livro como objeto de cena durante um ensaio fotográfico na novela: a modelo segurava um livro e posava para as fotos como se estivesse lendo! A jornalista Cris Rogério da Revista Crescer, da Editora Abril e do site Ler Para Crescer contou que a cena não foi a única com livros na mesma novela. Disse que a personagem da atriz Christine Fernandes também apareceu em um dos capítulos com um livro na mão lendo uma história para o filho dormir. Que sirva de modelo. Acho mesmo que a tv pode fazer muito mais e espero que a campanha consiga sensibilizar aqueles que decidem o que entra e o que não entra em cena na tv.
Com a palavra,
Dad Squarizi:
De livros e novelas
Correio Braziliense, 19/11/2009
Dad Squarisi
“Um país se faz com homens e livros”, repetia Monteiro Lobato. E completava: “Os livros não mudam o mundo. Mudam os homens. Os homens é que mudam o mundo”. Ele acreditava no poder revolucionário da palavra escrita. Sonhava inundar o Brasil de textos variados. País atrasado, até então o Brasil importava livros. Lobato fundou a Editora Nacional. Imprimia as obras em papel inferior, de custo baixo. As tiragens grandes tornavam o produto acessível ao grande público.
Hoje gigantescas feiras se espalham Pindorama afora. A de Brasília começa amanhã.Mas somos país de não leitores. A Pesquisa Retaros da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, chegou a conclusão alarmante: excluídos os livros didáticos, o brasileiro lê 1,3 livro por ano. Em países desenvolvidos, a média gira em torno de 10. Num ranking de 30 nações, figuramos em 27º lugar.
Razões para a distância? Uma delas: alfabetização tardia. Com o atraso, o país universalizou o acesso ao ensino fundamental depois da experiência eletrônica. Foi mau começo. Outra: o preço do livro. Cobrar R$ 30 ou R$ 40 por obra torna-a inacessível para boa parte da população. Forma-se, então, o círculo vicioso. Tiragem pequena encarece o produto. Preço alto afugenta o consumidor. Mais uma: a desvalorização da leitura pela sociedade.
Como mudar o cenário? Leitura é habilidade. Requer treino. Primeiro passo: dar acesso ao livro. O preço, no caso, conta. Mas não só. Precisa-se de mediadores. Professores e bibliotecários têm papel fundamental no processo. Eles recomendam, discutem, orientam o caminho a seguir. Daí a importância da qualificação desses profissionais. Segundo passo: a valorização do livro. Impõe-se mudar a cultura.
A tevê pode desempenhar papel-chave na virada. Valem dois exemplos extraídos de novelas. Um: em Laços de Família, Vera Fischer e Reinaldo Gianecchini vestiram roupão ao saírem do banheiro. No dia seguinte, esgotou-se o estoque de roupões no comércio. O outro: a Pinacoteca de São Paulo promoveu a exposição de Rodin. A receptividade foi tímida. Toni Ramos e Natália do vale passaram um capítulo entre as obras. Desde então, as filas de entrada dobraram esquinas. Em suma: a tevê modifica comportamentos. Que tal a LEITURA fazer parte da vida de personagens como atividade prazerosa?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Espaço Jô Oliveira
Hoje também uma ilustração que estava na gaveta: segundo o próprio Jô: "uma tentativa de ilustrar contos das Mil e uma noites com cara nordestina", ainda um projeto!quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Os Tapetes Contadores de Histórias de volta à Brasília com espetáculo cênico-musical baseado na poesia de Manoel de Barros.

É neste fim de semana e só neste fim de semana a apresentação do grupo Os Tapetes Contadores de História baseada na obra do grande poeta Manoel de Barros. O espetáculo musical faz parte do projeto Contos Clássicos e será apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil apenas de sexta a domingo ( 4 a 6 de dezembro).
Passarinho à toa é uma mistura de teatro, dança e música, tendo a poesia de Manoel de Barros como fio condutor.
Simplesmente imperdível!
Passarinho à toa
Sexta: 16 horas
Sábado e domingo: 15h30 e 18h00
CCBB - Brasília
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Por mais livros na TV
Peço a todos que estão encaminhando mensagens para o meu e-mail que registrem seu apoio aqui no blog em forma de comentário. A campanha está crescendo e espero que consigamos resultados práticos.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Por mais livros e leitura na programação da tv!
Quando falei aqui sobre a vontade de ver na programação da tv pessoas lendo, comentando livros, presenteando outras pessoas com livros, não imaginei que a ideia pudesse crescer e ganhar apoio. Pois cresceu e vem agregando incentivos a ponto de virar campanha aberta! A primeira a apoiar a inciativa foi a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil - AEILIJ, que tem representações nos estados. Autores, ilustradores, editores, distribuidores de livros, jornalistas e pessoas que atuam no meio televisivo também querem somar forças. Um país que tanto fala em mudar seus rumos pela educação e que não coloca o livro e a leitura, não em lugar de honra, mas no dia-a-dia de todos, não pode transformar nada!
O primeiro passo foi dado: conseguimos um canal com as Redes Sociais que tratam de inserir, mesmo nas tramas ficcionais, a pitada de realidade com o olhar da responsabilidade social e que pode fazer toda a diferença. Vamos elaborar um documento com sugestões de inclusão do livro nas novelas e programas. Na TV Globo, por exemplo, as conversas são para tentar incluir momentos de leitura no próprio enredo da novela das oito:" Viver a vida" e ainda nos depoimentos que encerram os capítulos, Afinal, quem lida com o mundo do livro sabe que não são poucas as histórias de pessoas que tiveram suas vidas mudadas a partir do encontro com a leitura. As adesões à campanha são muito benvindas. Aceitaremos sugestões, assinaturas de apoio, artigos, que podem ser enviados aqui pelos comentários do blog, com nome, profissão e cidade, estado, país ou para o e-mail: alessandraroscoe@uol.com.br para que estejam no documento que será encaminhado à direção das emissoras de tv. A campanha Por mais espaço para a literatura já está nas ruas e na web.
Participem!
O primeiro passo foi dado: conseguimos um canal com as Redes Sociais que tratam de inserir, mesmo nas tramas ficcionais, a pitada de realidade com o olhar da responsabilidade social e que pode fazer toda a diferença. Vamos elaborar um documento com sugestões de inclusão do livro nas novelas e programas. Na TV Globo, por exemplo, as conversas são para tentar incluir momentos de leitura no próprio enredo da novela das oito:" Viver a vida" e ainda nos depoimentos que encerram os capítulos, Afinal, quem lida com o mundo do livro sabe que não são poucas as histórias de pessoas que tiveram suas vidas mudadas a partir do encontro com a leitura. As adesões à campanha são muito benvindas. Aceitaremos sugestões, assinaturas de apoio, artigos, que podem ser enviados aqui pelos comentários do blog, com nome, profissão e cidade, estado, país ou para o e-mail: alessandraroscoe@uol.com.br para que estejam no documento que será encaminhado à direção das emissoras de tv. A campanha Por mais espaço para a literatura já está nas ruas e na web.
Participem!
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