Fui convidada a apreciar ainda em fase de experimentação o novo portal da Biblioteca Nacional de Brasília, que se tornará público no próximo dia 12 de dezembro quando a Biblioteca completa um ano. A ideia de quem está fazendo o portal é criar um canal constante de troca de informações com cada público que frequenta a BNB ( crianças, jovens, comunidade, concurseiros, idosos...). Hoje o portal foi disponibilizado para os usuários da Biblioteca poderem acessar e opinar neste quase um mês de testes. Quem pegar a senha para usar os computadores disponíveis no espaço poderá "experimentar" o portal e também deixar por lá suas sugestões. Passei por várias páginas, mas fiquei mesmo foi naquela dedicada às crianças.
Adorei! Ainda em fase de elaboração, a página já nos permite vários passeios agradáveis e interessantes. Até dicas de saúde e alimentação saudável, os pequenos irão encontrar por lá, além é claro, de dicas de livros, vídeos e audiolivros. Quem passar pela Biblioteca Nacional não pode deixar de visitar o portal, que em dezembro passa a ser de todos os internautas! Quem sabe não conseguimos importar de Portugal aquele projeto bárbaro de fazer com que a garotada passe uma noite na Biblioteca, folheando livros, fazendo viagens virtuais e bem reais, ouvindo e guardando boas histórias. Sei que a "febre" das noites do pijama e dos acantonamentos atrai o público infantil e já é sucesso em escolas e colônias de férias, num ambiente encantador cheio de surpresas que saltam das estantes ou mesmo que ficam lá quietinhas dentro dos livros, esperando para serem descobertas, a diversão será ainda mais encantadora!
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Mobilização Mundial por uma grande causa!
A mobilização mundial ocorre desde 2000 em vários países.Este ano a data será lembrada em 125 países por cerca de 800 organizações. No Brasil, entre as organizações participantes, encontra-se o Instituto Zero a Seis e o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência- LAPREV.
O objetivo do DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO DO ABUSO INFANTIL é ajudar para que a prevenção do abuso contra as crianças e adolescentes seja uma prioridade internacional. A proposta da campanha é envolver educadores, profissionais da saúde, da justiça, alunos e crianças, com o propósito de conscientizar e informar o maior número de pessoas possível para que tornar mais eficazes os mecanismos de prevenção da violência e do abuso infantil.
O objetivo do DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO DO ABUSO INFANTIL é ajudar para que a prevenção do abuso contra as crianças e adolescentes seja uma prioridade internacional. A proposta da campanha é envolver educadores, profissionais da saúde, da justiça, alunos e crianças, com o propósito de conscientizar e informar o maior número de pessoas possível para que tornar mais eficazes os mecanismos de prevenção da violência e do abuso infantil.
O Instituto Zero a Seis é responsável no Brasil pela organização e pela programação desta importante data, na qual será realizada uma videoconferência incluindo 15 universidades públicas de diferentes estados do país, bem como de países como Portugal, Argentina e Moçambique, com a presença em São Paulo da pesquisadora Sue Foley, da Austrália (grande estudiosa da violência contra bebês e trazida especialmente para estes encontros). Ao longo do dia, haverá conferências, debates, atividades artístico-culturais, técnicas, políticas e científicas. As atividades vão acontecer em São Paulo, mas poderão ser acompanhadas em todo o Brasil. No mesmo dia será lançada também uma campanha internacional relativa à Violência Contra o Bebê, para o Brasil, Portugal e todos os países de língua espanhola da America Latina.
sábado, 31 de outubro de 2009
Exposições bem diferentes!
A Semana de Valorização da Infância terminou. Foram vários dias de debates, conferências, palestras, cursos e oficinas que colocaram a Infância em pauta no Senado Federal. Uma pena que assunto tão importante como a valorização da infância no processo de construção da paz não tenha importado a mídia e oficinas maravilhosas, gratuitas, como a ministrada pelos Doutores da Alegria, sequer chegaram ao conhecimento de muita gente interessada que, se fosse informada teria ido.
A Semana terminou, a programação intensa e muito bem montada também. O saldo foi muito positivo: uma série de reflexões que proporcionou aos participantes uma visão bem ampla e diversificada do quanto já se faz e do quanto ainda é preciso fazer pela infãncia em nosso país. Quem não viu nada e não participou de nada, ainda tem uma chance de se encantar com um pouquinho do que aconteceu pelo Senado nos últimos dias, pois duas exposições continuam em Brasília até a próxima sexta-feira, com visitação aberta no fim de semana. A primeira é Infância e Paz - O Brincar na Construção da Paz. Pinturas em tecidos gigantes do artista plástico Toni Lucena sobre fotos de Ianê Heusi.
Foto: divulgação
A outra mostra reúne obras do acervo do Museu da Infância da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC. Com entrada gratuita, as duas exposições podem ser conferidas até 05/11, de 9 às 17h, no Salão Negro do Senado Federal.
A Semana terminou, a programação intensa e muito bem montada também. O saldo foi muito positivo: uma série de reflexões que proporcionou aos participantes uma visão bem ampla e diversificada do quanto já se faz e do quanto ainda é preciso fazer pela infãncia em nosso país. Quem não viu nada e não participou de nada, ainda tem uma chance de se encantar com um pouquinho do que aconteceu pelo Senado nos últimos dias, pois duas exposições continuam em Brasília até a próxima sexta-feira, com visitação aberta no fim de semana. A primeira é Infância e Paz - O Brincar na Construção da Paz. Pinturas em tecidos gigantes do artista plástico Toni Lucena sobre fotos de Ianê Heusi.
Foto: divulgaçãoA outra mostra reúne obras do acervo do Museu da Infância da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC. Com entrada gratuita, as duas exposições podem ser conferidas até 05/11, de 9 às 17h, no Salão Negro do Senado Federal.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
A menina que pescava estrelas, pescando em mais um Festival!
Eu, Beatriz e a 'Mariana', nossa pescadora de estrelas, estamos muito felizes. O filme, baseado em nossa história foi selecionado pelo Festival Internacional de Cinema Infantil e já começou a rodar o país. Tem chances até de pescar um prêmio: o de melhor animação na mostra Prêmio Brasil de Cinema Infantil, que será decidido na quarta-feira 02/09 no Rio de Janeiro, por um júri infanto-juvenil.
O curta-metragem em 35 mm, dirigido por Ítalo Cajueiro conta a história da menina que pesca as estrelas do céu e guarda no armário, mas fala também da história da história, de como eu e Bia iniciamos nossa parceria na literatura...
O filme fala dos sonhos e da fantasia, mas também mostra com sensibilidade e delicadeza outro momento nosso que ocorreu quando fazíamos o livro. Perdemos uma pessoa querida e usei a metáfora da estrela, que às vezes nem existe mais e continua brilhando, pra falar da morte, do sentimento de perda e da saudade. Bia se entristeceu muito, não conseguia entender porque pessoas cheias de vida deixam de existir de uma hora pra outra. Olhava o céu e dizia que ele era lindo, mas muito triste, se ela imaginasse que as estrelas podiam ser como as pessoas que não existem mais aqui.
Superamos a perda na vida real e na fantasia nossa Mariana também, quando decide que não pode ser a única dona do brilho da noite! Ítalo Cajueiro, Elvis Cleber, Rodrigo Mafra e toda a equipe do filme, conseguiram captar toda a singeleza da história que se escondia por trás da história. Tavinho Moura traduziu tudo em belíssimos acordes e nos embala, ora numa folia iluminada, ora numa ciranda encantada!
O curta-metragem em 35 mm, dirigido por Ítalo Cajueiro conta a história da menina que pesca as estrelas do céu e guarda no armário, mas fala também da história da história, de como eu e Bia iniciamos nossa parceria na literatura...
O filme fala dos sonhos e da fantasia, mas também mostra com sensibilidade e delicadeza outro momento nosso que ocorreu quando fazíamos o livro. Perdemos uma pessoa querida e usei a metáfora da estrela, que às vezes nem existe mais e continua brilhando, pra falar da morte, do sentimento de perda e da saudade. Bia se entristeceu muito, não conseguia entender porque pessoas cheias de vida deixam de existir de uma hora pra outra. Olhava o céu e dizia que ele era lindo, mas muito triste, se ela imaginasse que as estrelas podiam ser como as pessoas que não existem mais aqui.
Superamos a perda na vida real e na fantasia nossa Mariana também, quando decide que não pode ser a única dona do brilho da noite! Ítalo Cajueiro, Elvis Cleber, Rodrigo Mafra e toda a equipe do filme, conseguiram captar toda a singeleza da história que se escondia por trás da história. Tavinho Moura traduziu tudo em belíssimos acordes e nos embala, ora numa folia iluminada, ora numa ciranda encantada!Sei que sou suspeita para falar, mas o filme é lindo!
Mais uma edição do Festival Internacional de Cinema Infantil

Durante os meses de Agosto a Novembro acontece a 7° edição do Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI) que levará mais de 50 filmes para as salas de cinema da Rede Cinemark em nove cidades brasileiras, reunindo títulos inéditos e clássicos, curtas-metragens nacionais e internacionais e programas de TV, além das oficinas de cinema, animação e debates.
O FICI 2009 acontece nas seguintes cidades e datas:
O FICI 2009 acontece nas seguintes cidades e datas:
Rio de Janeiro e Niterói
de 28 de Agosto a 6 de Setembro
Brasília
de 4 a 13 de Setembro
de 4 a 13 de Setembro
São Paulo e Campinas
de 11 a 20 de setembro
de 11 a 20 de setembro
Belo Horizonte
De 18 a 27 de Setembro
De 18 a 27 de Setembro
Recife
De 9 a 18 de Outubro
De 9 a 18 de Outubro
Salvador e Aracaju
De 23 de Outubro a 1° de Novembro
De 23 de Outubro a 1° de Novembro
Em todas as cidades, o curta de animação baseado em meu livro e da Beatriz: A menina que pescava estrelas será exibido!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Brincadeira é, sim, coisa muito séria!
Brincadeira de Roda Árvore da Vida: Grupo Conto e CenaO direito da criança de brincar está em estatutos, cartilhas, documentos e cartas no mundo inteiro, sem falar nos discursos de tanta gente, mas na prática é muito, muito diferente! Depois de participar em nome da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil do I Encontro Nacional dos Pontinhos de Cultura - Espaço de Brincar nos dias 13,14 e 15 últimos aqui em Brasília, vi que as conquistas em prol das políticas públicas para valorizar e garantir o desenvolvimento e a permanência de uma cultura voltada para a infância já existem, mas o caminho a percorrer é longo e os desafios, inúmeros! Muitas são as pessoas empenhadas em fazer com que a criança tenha voz e vez, mas também são enormes as dificuldades. Durante os três dias do encontro, tive oportunidade de conhecer projetos e iniciativas que já ganharam apoio institucional para fazer valer o direito de brincar - existem atualmente 215 pontinhos de cultura em todo o país, são espaços, muitas vezes improvisados num fundo de garagem até, mas que garantem o exercício da infância, simplesmente ao permiter que as crianças brinques e por meio de suas brincadeiras se expressem, se encantem e nos encantem!
Adorei ouvir as reivindicações das crianças de São José dos Campos, em São Paulo, quando no Pontinho de Cultura da Cia Cultural Bola de Meia souberam que o grupo viria à Brasília para "conversar" com as pessoas que "mandam no Brasil". A meninada de lá tratou de fazer uma conferência e mandou, bem mandado o seu recado: entre pedidos de mais tempo e condições para poderem exercer plenamente o direito de brincar, uma pérola: "Podiam inventar um "disque-vó" pra quando a mãe da gente está muito chata e não deixa a gente fazer nada, a gente poder ligar. Aí, vinha a vó pra fazer bolinho, dar carinho brincar com a gente, deixar tudo..." Eu que ainda não sou vó e faço bem o estilo, mãe mandona senti que o puxão de orelha foi pra mim também. Cheguei ao encontro com a missão de, em nome dos escritores e ilustradores de literatura infantil e juvenil, defender também a leitura, o livro como espaço de sonhar, de brincar, ou seja, sem as tantas cargas que escolas, educadores, pais e, principalmente o mercado exigem daquilo que deve existir primordialmente como prazer. Livro não tem que ensinar nada, história pra criança ou pra jovem ou pra adulto tem que ser boa de ler, de ver, de degustar e pronto!E ponto! Ninguém vai ao cinema pra preencher ficha de filme, porque com os livros tem de ser diferente? Não precisei falar nada, todos que estavam no Encontro falavam a mesma língua, brincamos, cantamos, nos divertimos, traçamos metas e diretrizes para que o Plano Nacional de Cultura contemple o lúdico e o espaço verdadeiro da infância. Saímos de lá com a certeza de que há muita gente e até gente no Governo empenhada em brigar pela Cultura da Infância e para a Infância.
Espero que tudo o que vimos e ouvimos por lá se concretize em ações!
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