terça-feira, 10 de novembro de 2009

Um outro passo em meio ao descompasso...


Fosse possível um suspiro, um respiro, uma pausa no turbilhão de coisas que fazemos e repetimos sempre, suspiraria, respiraria e me daria de presente uma pausa de muitos compassos. Fosse possível descompassar a vida para não passar com passos perdidos por tanta vida e por tantos caminhos, descompassaria ou simplesmente passaria.

Passaria, passarinho!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Há 20 anos caía o Muro de Berlim!

Hoje completa 20 anos a queda do Muro de Berlim! Muitos dos leitores do blog nem eram nascidos, mas sabem o que é um muro e o quanto ele impede. Aquele, que foi festivamente derrubado no dia 9 de novembro de 1989 dividiu a Alemanha ( em Alemanha oriental - comunista e Ocidental - capitalista) por anos e anos, impôs limites, cerceou liberdades, foi símbolo intransponível da intransigência de uma época. A vida é feita de escolhas e eu torço muito para que a humanidade aprenda com os erros de antes e saiba escolher os caminhos de ser feliz, de respeitar as diferenças, sejam elas de qualquer espécie.
Que mais e mais muros possam ser derrubados dentro e fora de nós!

Dica de leitura

A dica de hoje traz a história do porquinho Bonifácio, um filhotinho de suínos bem diferente, pois não gostava de lama e sujeira como a maioria dos porcos. Para o desespero de seus pais, Boni, desejou até ter nascido pato só pra viver nadando. Quis ser porco de estimação e tinha assim um nojinho de chafurdar na lama sem razão nenhuma, só por ser porco que causava estranheza em eus irmãos. A Marilia Pirillo foi quem escreveu e ilustrou a história do Bonifácio, ela nasceu no Rio Grande do Sul e hoje mora no Rio de Janeiro! Tem vários outros livros publicados e um blog sempre cheio de novidades www.mariliapirillo.com
Acho que vou ter que pedir à Marilia pra mandar o verdadeiro Boni aqui pra casa pra dar uma forcinha pra turma daqui, que anda fugindo do banho! A gente troca só um pouquinho, tá? Eu fico com o Bonifácio e mando meus porquinhos, ops, meus meninos! Que tal?
Claro que muita gente deve achar que mãe parece sempre escolher a hora errada pra mandar tomar banho, não é? No livro, acontece o contrário, o porquinho todo limpinho chega no chiqueiro e todos ficam esperando pra vê-lo se lambuzar, coisa que ele não gosta nem um pouco.
A história é muito divertida! O livro saiu pela Martins Fontes e com certeza merece um lugarzinho bem especial na estante! O meu tem o autógrafo da Marilia e um carimbo do Boni fofíssimo!

Bonifácio, o porquinho
Texto e ilustrações: Marília Pirillo
Editora: Martins Fontes
2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Espaço Jô Oliveira

Hoje é sexta-feira e, por aqui, sexta-feira é dia de Jô Oliveira. O Ano já está quase terminando mas já foi eternizado na arte, na arte do Jô que fez o selo aí embaixo pra comemorar o Ano do Boi no calendário lunar chinês!


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ainda em tempo: Lançamento da nova edição do Jardim Encantado na Centopeia do Terraço Shopping!

Bom mesmo é ver nossas histórias ganhando as asas de outras imaginações...


O público dividiu o pequeno espaço do corredor lateral da loja Centopeia pra ouvir a história do Jardim Encantado, contada no novo Tapete em forma de livro gigante, idealizado pela sempre parceira Claudinha Weber ( aliás, ainda estou devendo mais fotos e detalhes do lindo material que faz a história da Joaninha de uma só pintinha, literalmente saltar das páginas do livro!) e executado em parceria pela própria Cláudia e pela Valdelice Braga Nascimento, que costurou a história e ajudou a dar forma ao "livrão"


Cada página é um tapete diferente...

A meninada mergulha numa versão em 3D da história e passeia também pelo Jardim junto
com todos os personagens!

A joaninha que adora vermelho aqui até se olha no espelho!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mais Jardim!

E outra turminha animada também passeou pelo Jardim Encantado que eu descrevi com palavras e a Bia com imagens: o livro foi lido e recontado, reilustrado pelos alunos da Educação Infantil do Centro Educacional Maria Auxiliadora - CEMA!

Joaninha de uma só pintinha em seu cogumelo!


Ilustradores com a mão na massa...


Show de talentos, a Bia que se cuide!


Hora de ler a história na rodinha.


E, claro, posar para a foto com o livro nas mãos.

Meu beijo especial para os pequenos artistas e para toda a equipe do Cema!

O Jardim Encantado ganhou vida!

A história da Joaninha que tem só uma pintinha ganhou vida e saltou das páginas do livro com a divertida encenação feita pelas crianças do Maternal 3 do Centro de Educação Infantil da Associação dos Servidores do Senado Federal - Ceiassefe. Sob a direção da "Tia Claudinha" os bichinhos do Jardim Encantado dançaram, cantaram e contaram uma linda versão da história!
Claro que eu fui lá conferir, né?




Cenários, figurinos e personagens encantados! Parabéns a todos! Eu adorei!

Um encontro com Tatiana Belinky!

Foi no fim da tarde de uma quinta-feira que fui à casa da queridíssima Tatiana Belinky, entregar a caixa-presente com todos os desenhos e os limeriques feitos para o concurso do blog que homenageou a escritora. Ela adorou receber tudo, conversamos um bocado, tomamos café, rimos um tanto e trocamos livros. Conheci alguns de seus gatos e o Max, um cachorro muito atrapalhado e divertido, como a sua dona, Tatiana! Aos 90 anos, Tatiana é uma menina! Menina marôta, tagarela e de uma simpatia sem igual.

Aqui, dona Tati atacando de grafóloga, pegou meu caderninho e decidiu analisar minha personalidade pelas indicações de como eu escrevo. Explicou que estudou muitos anos grafologia e ainda se diverte com a caligrafia dos amigos. Aliás, ela me confessou que escreve todos os dias e à mão!
Folheou a nova edição do livro meu e da Bia: A Menina que Pescava Estrelas e disse ter adorado os desenhos e o título. Avisou que mandaria o seu parecer sobre a história depois que lesse. Estou esperando, é claro!
A capa da caixa-presente com a ilustração do André Neves e o limerique do Leo Cunha e no colo alguns dos trabalhos vencedores do Concurso!

Tatiana é apaixonante, tem um jeito moleca e a sabedoria de quem se liga à vida pelas paixões, entre elas, a Literatura!
A escritora foi amiga de Monteiro Lobato, fez a primeira adaptação dos textos dele para a TV e nunca escondeu ser uma apaixonada pela Emília. As duas são mesmo bem parecidas! Falantes, criativas e cheias de vivacidade! No dia em que nos encontramos, Tatiana havia visitado uma escola, depois da conversa com 200 crianças, vários autógrafos e muitas fotos, ela ainda queria mais, nossa conversa também rendeu boa prosa, uma prosa repleta da poesia que é a própria Tatiana!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dica de Leitura

O Livro O Lobo com texto de Graziela Bozano Hetzel, ilustrações de Elisabeth Teixeira e bela edição da Manati é daquelas surpresas boas que nos deixam com a alma leve! Estava desde junho quietinho esperando na estante. Veio na sacola, aliás na mala, do Salão FNLIJ e não teve pressa. Ontem no momento "aletramento materno" em que sempre sussuro uma história ou apresento um livro para Luiza, ele me pulou nas mãos... Que delícia! Tem um livro dentro do livro, um infinito de emoções sopradas, narradas e até caladas. Outra infinidade de maravilhas traçadas com delicadeza nos desenhos cheios de encantamento. Ainda estou emocionada com o livro!



Dentro do livro mora um lobo cinzento e moram outras histórias. Dentro do livro mora a fantasia, com o vento, a lua e a pradaria. Dentro do livro mora o sonho e uma menina chamada Lília. Dentro do livro mora a música e o silêncio; a presença e uma ausência. Dentro do livro mora um lindo livro!

Poesia no blog da AEI-LIJ Paulista

Os queridos colegas da AEI-LIJ Paulista (Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil - Regional SP) em homenagem ao mês da criança publicaram por lá um poeminha que escrevi aos nove anos de idade. O blog está lindo recheado de delícias literárias! Uma grande honra estar por lá com meus versos! Quer conferir? Abaixo o link para o quadro Canto e Encanto da Poesia, que na edição de outubro divido com uma poesia de Regina Sormani.

AEILIJ PAULISTA: Homenagem ao mês da criança

sábado, 31 de outubro de 2009

Exposições bem diferentes!

A Semana de Valorização da Infância terminou. Foram vários dias de debates, conferências, palestras, cursos e oficinas que colocaram a Infância em pauta no Senado Federal. Uma pena que assunto tão importante como a valorização da infância no processo de construção da paz não tenha importado a mídia e oficinas maravilhosas, gratuitas, como a ministrada pelos Doutores da Alegria, sequer chegaram ao conhecimento de muita gente interessada que, se fosse informada teria ido.
A Semana terminou, a programação intensa e muito bem montada também. O saldo foi muito positivo: uma série de reflexões que proporcionou aos participantes uma visão bem ampla e diversificada do quanto já se faz e do quanto ainda é preciso fazer pela infãncia em nosso país. Quem não viu nada e não participou de nada, ainda tem uma chance de se encantar com um pouquinho do que aconteceu pelo Senado nos últimos dias, pois duas exposições continuam em Brasília até a próxima sexta-feira, com visitação aberta no fim de semana. A primeira é Infância e Paz - O Brincar na Construção da Paz. Pinturas em tecidos gigantes do artista plástico Toni Lucena sobre fotos de Ianê Heusi.

Foto: divulgação

A outra mostra reúne obras do acervo do Museu da Infância da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC. Com entrada gratuita, as duas exposições podem ser conferidas até 05/11, de 9 às 17h, no Salão Negro do Senado Federal.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Espaço Jô Oliveira

A semana voou e hoje já é sexta-feira outra vez! E sexta-feira por aqui tem sempre o talento e as cores de Jô Oliveira.
A tela aí de baixo foi pintada com tinta acrílica e faz parte da decoração da Gibiteca Jô Oliveira, na Biblioteca Demonstrativa de Brasília.

Lançamento da Coleção Bem-Me-Quer em Brasília!

Foto: Ana Paula Bernardes - Roedores de Livros

Pensando em diversidade e respeito como duas palavras que não podem existir separadas e que se completam em seus conceitos, foi criada pelo Instituto dos Direitos da Criança e do Adolescente - Indica a Coleção de livros Bem-Me-Quer. São nove histórias e um audiolivro que falam em respeito à diversidade e que tratam a diversidade com respeito. A ideia é sensibilizar crianças, adolescentes e jovens para as muitas questões que envolvem preconceito e discriminação. São sete os temas tratados: classe social, deficiência, gênero, orientação sexual, raça/etnia, regionalismo e religião. O lançamento em Brasília será daqui a pouco às 19 horas na Biblioteca Nacional, em frente ao Museu da República.

A coleção por si só é diversa. Nove autores, nove ilustradores das mais diversas regiões, inclusive estrangeiros, dão um tom especial às obras. São eles: Ana Raquel, Jonas Ribeiro, Flávia Lins e Silva, Eliana Carneiro, Gilles Eduar, Adriana Falcão, Anna Cláudia Ramos, Márcia Cristina Silva, Chico Salles, Raquel Echenique, Leícia Gotlibowski, Maurenilson Freire, José C. Lobo e Jô Oliveira. O projeto gráfico é do designer Alex Chacon. Com tanta gente, cada livro tem um tom, um traço, uma letra. Cordel, narrativas, poesia, aventuras, descobertas, conflitos, superação e compreensão são temas tratados para estimular os leitores a perceberem a riqueza de ser diferente.
O décimo item da Coleção é um presente maior para a imaginação. Trata-se de um audiolivro com todas as histórias contadas por profissionais e musicadas pelo violonista Jorge Brasil. Um toque de sensibilidade para as pessoas com deficiência visual, mas que pode ser ouvido por todos sem distinção.
Toda a coleção é bem bacana, mas dois dos nove títulos chamam a atenção pela maneira como construíram a história: Em Como Somos, com texto da carioca Flávia Lins e Silva e Ilustrações da argentina Leicia Gotlibowski, a Sídrome de Down é tratada de forma curiosa e sensível. A história é narrada pela ótica de um garoto que ganha uma irmã portadora da síndrome e por não entender suas características físicas e seu tempo, imagina que ela veio do Japão ou do outro lado do mundo! No título Roda Gigante, com texto de Adriana Fal~cão e Ilustrações de José Carlos Lollo o que atrai é o belo projeto gráfico e a concepção do uso das cores para falar de religião!
O projeto tem apoio da Fundação Itaú. Todas as bibliotecas do país irão receber uma coleção com os nove livros e o audiolivro.

Ainda é preciso fazer muito, mas temos o que comemorar!

A data foi ontem: 29 de outubro, Dia Nacional do Livro, mas em tempos de Manifesto por um Brasil Literário, em que muitos se unem na tentativa de fazer do páis, um país leitor é sempre hora de celebrar o livro, a leitura e o universo que envolve a literatura. Ler por prazer, ler por encantamento, por paixão e não por obrigação! Esse precisa ser o norte de qualquer ação em prol da leitura. Hoje é preciso ressignificar o ato de ter um livro nas mãos. Sempre que se fala em formação de leitores, em incentivo à leitura, fala-se em criar atrativos. Ora, um bom livro é o próprio atrativo! Só precisa estar disponível para o grande encontro, ou seja, precisa chegar às mãos do leitor. Espalhadas pelo país, várias iniciativas vêm trazendo resultados ao posibilitar que mais e mais pessoas possam abrir um livro e se deixar levar pela história. Clubes,agentes de leitura que percorrem sertões e cidades em bicicletas, bibliotecas em ônibus, açougue, banheiros ou baús, malas e sacolas, aventais de livros que chegam para gente de todas as raças, credos e classes sociais. Mas ainda é pouco, as ações precisam se multiplicar, garantir que os livros sejam alados e cheguem sempre ao leitor, a todo leitor, mesmo àquele que ainda não se descobriu um.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Agora os encantos!

Primeiramente, peço perdão aos leitores assíduos que visitam o blogue diariamente em busca de novidades, pois as postagens nem sempre têm sido diárias. Ando "internada" no Seminário Infância e Paz, que acontece no Senado até a próxima sexta-feira com intensa e maravilhosa programação e ainda entre uma palestra e outra, uma oficina e uma conferência não deixei de visitar escolas e cumprir agendas com os grupos dos quais faço parte. Na terça e na quarta participei de oficinas de brincar, coisa muito séria e que vem mudando a rotina nos hospitais do país. O primeiro encontro foi com a turma do Viva e deixe viver www.vivaedeixeviver.org.br contadores de história que transformam enfermarias, ambulatórios e até UTIs em vários hospitais brasileiros. Quarta foi a vez de uma oficina intensiva de "Besteirologia", com Wellington Nogueira, criador do Doutores da Alegria www.doutoresdaalegria.org.br, que entre bolinhas de sabão, percussão feita com seringas e luvas cirúrgicas, prescrições de fantasia e muita alegria, ao lado dos não menos especialistas, Fernando e Soraia, expurgaram a sisudez em pleno Senado Federal, extrapolaram expectativas e foram obrigados a atender de improviso um caso crônico de riso solto!
Como são quase três da manhã e a quinta-feira já não é mais amanhã, despeço-me na mais que honrada compania de um iluminado trio de "beisteirologistas", que aliás só pude mostrar aqui, graças à gentileza da Crishna Morelo, autora da foto.

Espaço Jô Oliveira

Com alguns dias de atraso, mas ainda em tempo!

Ilustração para o livro "A Árvore dos Gingongos" de Celestina Fernandes


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dica de Leitura

Já pensou o quanto fazemos e repetimos coisas o tempo todo, todos os dias? A tal rotina tem lá suas vantagens, mas cansa e cansa muito. Nesta deliciosa história, como todas as inventadas pelo Ilam Brenman, é possível aprender que há infinitas possibilidades de fazer o que temos que fazer, não precisamos fazer sempre tudo igualzinho. A história do Ilam foi ilustrada pela Ana Terra e ganhou uma linda edição pela Jujuba www.jujubabooks.com.br , editora que nos convida a saborear a literatura e que investe com paixão e arte no encantamento do leitor. Já na ficha catalográfica, o pequeno leitor é convidado a mergulhar no mundo do livro: aqueles termos todos: copyright, direitos autorais, CIP, ISBN são “traduzidos” de forma bem divertida e explicativa para a meninada!



Mas legal mesmo é a história da Fernanda, menina que parecia um relógio, fazia sempre tudo igual, na mesma hora, do mesmo jeito: acordava, fazia xixi, tomava um leite quentinho, brigava com o pai na hora de escolher a roupa para ir à escola e, no carro, pedia para ouvir o mesmo CD de música indiana. Na escola também repetia tudo do mesmo jeito e na volta pra casa também nada mudava. Mas um belo dia, Fernanda decide não ir pra cama... E a história muda de rumo!
Ilam é psicólogo, pai de duas filhas e autor de mais de 20 livros, entre eles o divertido Até as princesas soltam pum! Para saber mais sobre o autor é só visitar o site: www.ilam.com.br



Ana Terra, que fez as ilustrações, conta no livro que também não quis ir pra cama enquanto não terminou os desenhos da história. Ela tem jeito de moleca e talento de sobra com os traços e as tintas, quer ver? www.anaterrailustra.blogspot.com



Justificativa.

Após uma semana de ausência volto para justificar o sumiço: estava em São Paulo, longe da internet e perto, muito perto dos leitores de lá. Fui para uma maratona de visitas a escolas, passei também por algumas editoras e, finalmente, entreguei em mãos os trabalhos do Concurso em homenagem à Tatiana Belinky, para a queridíssima homenageada. Passei um fim de tarde incrível ao lado dela e, claro, assim que conseguir organizar a vida ( foram quatro dias fora!) colocarei fotos e relatos por aqui. A coluna de sexta dedicada ao Jô Oliveira também chegará com atraso, mas chegará e a dica de leitura de hoje também virá, um pouquinho mais tarde, mas ainda hoje!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Letras que dão vida

É assim : por um motivo ,ou , outro sentamos na frente do computador , ou , escrevemos num pedaço de folha qualquer aquilo que nos vem à mente repentinamente . Esse aquilo pode se tornar uma bela poesia , uma linda história , um divertido conto , ou um relato . Enfim . Deixo as "outras" tantas categorias no rol dos etcs.
No meio de tantas letras vamos nos encontrando , nos perdendo , nos dividindo e integrando. Vamos nutrindo vidas , nos nutrindo , respirando e folheando incontáveis páginas de nosso cotidiano. Hoje é um dia comum , uma terça-feira nublada , meio quente , meio fresca , indecisa . Hoje é dia 20/10/2009 . Agora são precisamente 19:40. Nesse relógio do tempo vou contando meus minutos e trazendo à minha roda de bençãos inúmeros seres que dela fizeram , fazem e provavelmente farão parte. Há 40 anos atrás muitos seres vieram ao mundo , um deles esbarrou em mim há uns 20 /25 anos atrás. Dessa esbarrada muitos frutos nasceram , um deles , talvez o mais precioso foi nossa amizade. Somos pessoas comuns , nascidas em famílias comuns e vivemos num mundo comumente paradoxal . A diferença é que resolvemos regar a mesma árvore e ela vem crescendo cada vez mais bela , mais forte , mais frondosa e mais generosa. Um dia alguém me ensinou que precisamos regar as plantas assim como os relacionamentos que mantemos. Não entendo nada de jardinagem , mas nesse jardim afetivo pelo menos uma planta tem destaque : a nossa árvore.
Lê , trago no coração o desejo de que na sua caminhada literário/existencial você colha tantos frutos quanto puder e que sejam suculentos , doces , nutritivos para você e para todos os seres.
Que assim seja.
Parabéns miss Lê , bem-vinda ao clube !!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ideia a ser imitada aqui do outro lado do oceano!

A matéria que reproduzo abaixo na íntegra foi publicada na edição 225 da Revista Nova Escola no mês de setembro. Achei bárbara a ideia e resolvi plantar aqui também a semente. A meninada que sempre se encanta com a famosa "Noite do Pijama" seja em casa de amigos ou na escola, vai poder juntar o bom com o melhor ainda e saborear além da liberdade de dormir fora de casa, a alegria de explorar o mundo dos livros e das histórias. Em tempos de Manifesto por um Brasil Literário http://www.brasilliterario.org.br , movimento que vem ganhando força a cada dia, proporcionar o encontro dos pequenos leitores com os livros e de maneira tão lúdica é uma excelente pedida!

Passando a noite em uma biblioteca em Portugal

Dormir na morada dos livros: uma aventura vivida por uma turma de portugueses
por Taynar Costa (novaescola@atleitor.com.br), de Seixal, Portugal





CONTOS PARA SONHAR A bibliotecária Susana conta histórias para o grupo que passou
a noite entre as estantes. Foto: Luciana Cristovam

No fim da tarde de um sábado de maio, os funcionários da Biblioteca Municipal de Seixal, a 30 quilômetros de Lisboa, organizavam as estantes de livros. Embora esse fosse o procedimento-padrão antes de encerrar o expediente, naquele dia a arrumação tinha outro motivo: receber um grupo de 20 meninos e meninas, entre 8 e 11 anos, que iriam passar a noite ao lado dos livros. Oito e meia da noite era a hora marcada para começar a exploração de um ambiente repleto de saberes, com muita leitura e contação de histórias, e que só terminaria na manhã seguinte.

Ao chegar, para que todos se conhecessem, nada de apresentações formais. Os pequenos preencheram os crachás uns dos outros. Enquanto Diogo, o mais velho do grupo, fazia o de Beatriz, ela revelou uma de suas leituras preferidas: a poesia portuguesa de José Jorge Letria. Sabe por quê? "Porque ele me faz sentir bem", explicou, do alto de seus 8 anos.

Mais sobre bibliotecas

Reportagens

Biblioteca não é depósito de livros
Como organizar uma biblioteca
Com todos já devidamente identificados, começou uma correria pelo ambiente. Como se estivessem em uma caça ao tesouro, as crianças seguiam pistas e procuravam por respostas para as questões escritas em fichas que tinham em mãos. Tratava-se de um desafio -- ou melhor, um peddy-paper, como se diz em Portugal -- para descobrir como é organizada e funciona uma biblioteca.

Regras decifradas e normas esclarecidas, hora de vestir o pijama, arrumar os sacos de dormir e ouvir histórias para embalar o sono e, quem sabe, alimentar os sonhos. Caprichando na entonação, a bibliotecária Susana Filipe leu O Incrível Rapaz Que Comia Livros, obra escrita pelo australiano Oliver Jeffers. Quando a leitura terminou, Tomáz, 11 anos, lá no fundo da sala, gritou: "Mais uma, mais uma! Pode contar mais 1,5 bilhão de histórias!" Pedido atendido: com as luzes apagadas, Susana leu A Grande Questão, do alemão Wolf Erlbruch. Um a um, os pequenos adormeceram.

No dia seguinte, assim que acordaram, as meninas correram a se enfeitar com presilhas e tiaras. Os meninos lotaram as mãos com gel para domar os cabelos rebeldes. Tudo muito rápido porque ninguém queria desperdiçar um só minuto da programação de domingo. Depois do desjejum, mais uma história - dessa vez, de autoria da brasileira Ana Maria Machado: O Pavão do Abre-e-Fecha. O enredo alimentou o desejo da turma de se perder entre as estantes da biblioteca à procura de novos títulos. "É importante que as crianças também possam escolher livremente para que a leitura seja significativa", disse a bibliotecária Carla Gomes. Ao seu lado, a funcionária Maria Elizabete Ferreira, que também passou a noite em claro velando o sono da garotada, confessou que para ela a recompensa do projeto está guardada para o futuro. "Esperamos que, depois de crescidos, todos esses estudantes se lembrem dessa noite e saibam que uma biblioteca é um espaço de aprendizagem."

Pelos corredores do prédio, enquanto os pequenos arrumavam as mochilas para voltar para casa, era possível ouvir suas vozes, ecoando "Vitória, vitória, acabou-se a história!", uma frase típica portuguesa que marca o fim dos contos infantis neste lado do oceano.

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
A Grande Questão, Wolf Erlbruch, 48 págs., Ed. Cosac Naify, tel. (11) 3218-1444, 35 reais
O Incrível Rapaz Que Comia Livros, Oliver Jeffers, 32 págs., Ed. Orfeu Negro, 14,90 euros
O Pavão do Abre-e-Fecha, Ana Maria Machado, 24 págs., Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 19,90 reais

Dica de Leitura

A dica de leitura de hoje é o livro Rima ou combina, da divertida Marta Lagarta com ilustrações de Suppa, publicado pela Editora Ática. Um livro que brinca com o som das palavras e com as rimas. Marta nos envolve com seu jeito gostoso de fazer poemas e de contar histórias. Acho que ela é, na verdade, aranha disfarçada de lagarta, pois com o fio da imaginação vai tecendo poesia e bordando alegria em cada verso, em cada página. Faz uma danada de uma confusão quando mistura na mesma teia as coisas que rimam e combinam, com tantas outras que só rimam e outras que só combinam, algumas que nem combinam e ainda as que nem rimam. O livro é diversão do começo ao fim! Mistura de um tudo e faz o pensamento voar longe. Marta Lagarta brinca com a linguagem, com o imaginário e planta sorrisos em tudo o que escreve!



"Meia rima com sereia.
Rima, mas não combina.

Luva não rima com pé
Não rima nem combina."

(Rima ou combina?)

Gostaram? Eu adorei! No livro que tem casca e miolo, mas não é pão, como ensina a Lagarta, tem mais, muito mais.

Ah! E se tem uma coisa que combina bastante no Rima ou Combina?, é a palavra da Lagarta com as cores da Suppa! As ilustrações também brincam o tempo todo e nos deixam com aquela vontade de esticar a história, de não querer que o livro acabe.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Espaço Jô Oliveira

Hoje, mais uma capa de livro ilustrado por Jô Oliveira, este aí da coleção Bem-me-quer que será lançada em Brasília no próximo dia 30, tem texto de Chico Salles e ilustrações de Jô. A coleção tem dez títulos, foi patrocinada pelo Itaú Cultural e reúne escritores e ilustradores de várias linguagens para tratar de valores. Além dos livros, a coleção traz um CD com todas as histórias e algumas músicas, ainda vou falar com mais detalhes aqui sobre os livros, por enquanto fiquem com as cores de A cor do ovo:

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Escritor mirim



E no mês das crianças, Contos, cantos e encantos não podia deixar de homenageá-las. O carinho vai para toda a criançada e em especial para aquelas que adoram histórias e tratam de inventar as suas e dar asas à imaginação. O Pedro, que na foto está ao lado do Roedor de Livros e escritor Tino Freitas, nos encantou com seu livro O Mega Nariz, premiado numa das edições do concurso que a Escola Classe 18 de Taguatinga realiza anualmente. A história é muito legal e o Pedro também!

Dica de Leitura

A Dica de Leitura de hoje é o livro que o Roger Mello lançou aqui em Brasília no último sábado: Carvoeirinhos, da Companhia das Letrinhas.
Só mesmo a sensibilidade de um poeta dos traços e cores como é o Roger, pra conseguir falar com tanta beleza sobre a triste realidade que é o trabalho infantil, ainda tão comum em tantos lugares deste nosso Brasil imenso! A história não é documental e é inusitadamente narrada por um marimbondo que constrói sua casinha perto de um carvoeiro. De maneira delicada, Roger consegue abordar tema tão árduo e nos faz viajar pelas páginas da história de um menino que não vive de brincadeiras e trabalha duro fazendo fornos. As imagens são lindas e também poéticas e nos fazem refletir sobre a realidade cinzenta das crianças que têm a infância roubada todos os dias.





sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Motivo para comemorar!

O ano de 2009 será um marco para todos os brasileiros que acreditam na importância da leitura literária e nos livros. Pela primeira vez será comemorado oficialmente o Dia Nacional da Leitura, no próximo dia 12 de outubro, e também a Semana da Leitura e Literatura. O principal articular dessa iniciativa é o Instituto Ecofuturo, que vem realizando, desde 2006, atividades com o objetivo de sensibilizar a sociedade sobre a importância dos livros e da leitura. Tudo começou quando o Instituto realizou a “Primavera Ler é Preciso”, viabilizando cursos e leituras públicas para centenas de pessoas em São Paulo e Pernambuco. A entidade ainda produziu e distribuiu um Passaporte da Leitura, com dicas simples sobre como tornar a leitura um hábito. Daí, para a realização da 2ª Primavera foi um pulo. E as atividades aumentaram, com leituras públicas durante o Corredor Literário, na capital paulista, exposição de um livro gigante e a criação de um site para a coleta de assinaturas em prol da criação do Dia da Leitura. Primeiro, a data foi instituída em São Paulo, e agora ganha o País, com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva através da Lei nº 11.899. Uma grande conquista, como garante quem está à frente do movimento da leitura no Brasil.

Fonte: Publishnews

Roger Mello lança livro em Brasília!

"Roger Mello é Ilustrador e escritor brasiliense que hoje vive no Rio de Janeiro. Com vários trabalhos premiados, tornou-se hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), recebeu oito vezes o prêmio Jabuti e o prêmio Espace-enfants em 2002, na Suíça. Três de seus livros – “A flor do lado de lá”, “Todo cuidado é pouco!”e “Meninos do mangue” – constam da “lista de livros que toda criança deve ler antes de virar adulto”, elaborada por especialistas em literatura infantil e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, em 2007. Por sua obra como ilustrador, a FNLIJ o indicou para a edição de 2010 do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil.
O Lançamento do novo livro de Roger Mello, pela
Companhia das Letrinhas, Carvoeirinhos será dia 10 de outubro, sábado, às 16 horas, na Livraria Cultura do Shopping Casapark.
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Espaço Jô Oliveira

Esta menina bonita aí de baixo é a Rosa Morena, personagem criada por Íris Borges para seu livro, que sairá em breve pela editora Callis. Imaginada por Íris e personificada por Jô Oliveira, Rosa Morena, com certeza encantará muita gente!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Museu Itinerante de Bonecos




Estarei nos dias 10,11 e 12 de outubro ( sábado, domingo e segunda próxmos) contando e cantando histórias no Centro Comunitário Athos Bulcão da Universidade de Brasília, no projeto: Experimente a palavra. Muita coisa bacana vai acontecer por lá durante a permanência do Museu de Bonecos. Serão oficinas de teatro, de bonecos, deanimação com sombras, exposições de bonequeiros e vários espetáculos. Tudo gratuito!


A programação completa das Atividades do Museu Itinerante de Bonecos, você pode conferir aqui:






Entrevista para a Revista Virtual de Literatura Capítulo 1

http://issuu.com/marinafs/docs/capitulo1

Este é o link para a matéria sobre jornalista escritor, escrita pela Marcela Heitor para a Revista de Literatura on line Capítulo 1. Eu e Beatriz estamos por lá!

Casa de Autores na Feira do Livro de Valparaíso em Goiás

Terminou hoje a Feira Literária de Valparaíso, cidade goiana que fica no entorno do Distrito Federal e que abrigou nos últimos três dias escritores e contadores de história de vários cantos.
Casa de Autores, que mal chegou da Feira de Unaí - MG, realizada há uma semana desembarcou na cidade e fez bonito por lá!

No encontro com alunos de várias escolas, os melhores momentos de uma feira que já plantou a semente da leitura e que agora espera que os moradores da cidade e as escolas não deixem de regar. As carinhas felizes aí de baixo foram para o poeta aventureiro...

Vaqueiro voador: João Bosco Bezerra Bonfim!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ontem, hoje e amanhã! Ou, uns versinhos sobre a nossa eterna falta de tempo!


Quem será que acelerou os ponteiros do tempo?

Eles só andam para frente, não voltam atrás,

Não andam de lado, nem permitem contratempo.

Na sinfonia alucinada de horas, dias, meses e anos, quando percebemos: zaz traz... o futuro ficou pra trás.


Lá se foi o tal presente, que só existe mesmo é na lembrança

porque agora já não é mais... virou passado...

ou então saudade: do tempo de criança, de tanta "imaginância" , de uma tonta esperança!

De poder acreditar que mesmo sem o tempo que o tempo não dá, nunca se perde o que é sonhado.


Ontem medo do escuro,

hoje semente para o futuro,

amanhã um porto seguro.


Ontem brincadeira na rua,

hoje cabeça na lua,

amanhã um par de asas até para quem não flutua.


Ontem um quarto de brinquedos,

hoje gaveta de segredos,

amanhã um canto sem tantos medos.


Ontem incontida natureza,

hoje tanta incerteza,

amanhã uma certa leveza!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Dica de Leitura

A dica de leitura de hoje vem multiplicada, pois a indicação não é de um, mas de vários livros: a coleção com a reedição das peças teatrais de Maria Clara Machado são um tesouro pra se guardar na estante e saborear sempre que for possível. Seja no Teatro ou no cinema, os personagens encantadores de Maria Clara Machado povoaram e ainda povoam a infância de muita gente. Agora, os apaixonados pela obra da escritora mineira que morreu em 2001 e deixou um grande legado não só para a literatura, como para o teatro infantil ( fundou em 1951 o Tablado, grupo de teatro que iniciou como amador e hoje ainda é referência na formação de atores), poderão mergulhar nas páginas escritas por Maria Clara. Já está nas livrarias uma edição completa com seis volumes que traz os textos das 29 peças teatrais da escritora. A reedição, da Nova Fronteira, traz novas fotos, imagens e cartazes antigos, adaptações e até partituras musicais, além de depoimentos de pessoas ligadas à Maria Clara, ou que passaram por seus cursos no Tablado. Pluft, o Fantasminha, um dos clássicos mais famosos de sua bibliografia também ganhou nova edição com belas ilustrações de Graça Lima. Imperdível!




domingo, 4 de outubro de 2009

Lançamento recheado de histórias!

É hoje, daqui a pouquinho, às 16 horas, lá no Terraço Shopping! Eu, Beatriz e toda a turma do Jardim Encantado estaremos na Centopeia para uma tarde com muitas histórias, brincadeiras e cantigas! Será muito divertido e você não pode faltar.

A nova edição do livro ganhou também um novo tapete de história em forma de livro gigante, ideia concebida e executada pela talentosa Claudia de Carvalho Weber, a Claudinha. Além da estreia do novo tapete, estarão expostos na Centopeia hoje o "Livrão" do Jardim feito pelas meninas do Grupo Tra - la - lá , a mala de histórias, e os desenhos originais do livro.
Quem aparecer por lá, poderá conhecer também o livro Brasília em Figurinhas que conta a história e a pré-história da capital do país.

sábado, 3 de outubro de 2009

Espaço Jô Oliveira

Casamento na roça é uma pintura sobre tela em homenagem ao mestre Vitalino. Jô Oliveira sempre com suas cores e seus traços resgatando e divulgando a nossa rica cultura popular!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sofia ia

Quando meu casulo se rompeu me enchi de alegria.
Abri minhas asas e sorri para o dia.
Ensaiei um canto de euforia.
Mas alguém me disse:
aqui não se voa sem alforria.
Não entendi o que ela dizia.
Respirei fundo e disse que eu iria.
Mas alguém me disse:
aqui não se voa sem alforria.
Firme eu disse que voaria.
Isso eu não negaria,
pois tenho muita sabedoria.
Afinal, sou a borboleta Sofia!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Chegou meu mais recente livro: Brasília em figurinhas, da Franco Editora, uma viagem pela história e pré-história da cidade planejada, construída no Cerrado, capital do nosso país e patrimônio histórico e cultural da humanidade. Aproveito a presença do Editor Fernando Franco em Brasília que veio também para prestigiar o lançamento da nova edição do livro O Jardim Encantado, agora da Franco Editora para apresentar aos leitores em primeira mão nosso olhar sobre Brasília.
O primeiro lançamento será no dia 02/10 às 20 horas no Fest-livros do Indi, no Lago Norte. No domingo com roda de histórias e cantigas, lançamento festivo em homenagem à semana da criança na Centopéia, que fica no Terraço Shopping.


Espero vocês!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dica de Leitura

Este é daqueles livros inesquecíveis para ser desgustado não uma, mas várias vezes. Acabei de reler quase que de uma só vez. A invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick, da Edições SM é cinematográfico.
Devorei-o sem conseguir parar até chegar ao fim... O livro é uma "novela gráfica" e se a espessura pode até intimidar os leitores menos intrépidos, a sensação de desconforto acaba assim que se mergulha na história já nas primeiras páginas. A história é envolvente e fascinante para leitores pequenos e grandes. É uma obra única, inclassificável. A invenção de Hugo Cabret - novela em palavras e imagens é um livro infanto-juvenil, ao qual os adultos não resistem. É uma lindíssima obra de arte, com design, textos e ilustrações também de Selznick. É leitura visual para se contemplar, se perder nos detalhes. Com uma escrita simples e muito bem estruturada, A invenção de Hugo Cabret acontece a um ritmo eletrizante, entre textos curtos e longos, entre páginas simples, duplas ou seguidas de ilustrações, sempre a carvão, sempre a preto e branco, tal como nos primórdios do cinema! No site, dedicado à obra e ao autor, é possível saber muito mais sobre toda a produção do livro. Mas o melhor é correr a uma livraria e garantir o seu!
(Fonte:O Livro Infantil)

Agenda de eventos e lançamentos

Começo a semana com visita a uma Escola no Gama Sul, hoje à tarde, para participar do encerramento da Semana de Inclusão das pessoas com necessidades especiais. A coordenação da escola aproveitou o "gancho" da Joaninha de uma só pintinha do Jardim Encantado para falar das diferenças. Estarei lá para contar a história no tapete para a meninada do Gama. Amanhã, (29/09) estarei na Feira Literária do Colégio Santo Antônio, onde já estive há poucos dias com a Fada Emburrada. Voltarei de carona com a Fada, mas levarei também a pescadora de estrelas, o Jacaré Bilé, o Jardim Encantado e o noivíssimo Brasília em figurinhas. Por lá estarei na companhia dos super especiais escritores multimídia: Tino Freitas e Ivan Ziggy. Quarta e quinta (30/09 e 01/10) farei a divulgação do Brasília em Figurinhas em escolas e bibliotecas no Plano Piloto; sexta ( 02/10) é dia de Sarau no Indi, no Lago Norte, às 20 horas e no domingo dia 04/10 na Centopeia Brinquedos do Terraço Shopping, às 16 horas, roda de histórias e cantigas para o lançamento festivo do novo Jardim Encantado, com a presença da escritora, da ilustradora e do editor, exposição das ilustrações originais, pintura de rosto, bola-mania e muitas brincadeiras!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Espaço Jô Oliveira


Esta página faz parte de uma historinha que saiu no livro em homenagem aos 50 anos de atuação do Maurício de Souza. O livro foi lançado agora na Bienal do Rio e tem 50 histórias com personagens do homenageado desenhados por 50 quadrinistas dos mais expressivos do país. Nosso Jô Oliveira, é claro está no livro e Contos, cantos e encantos reproduz aqui em primeira mão, uma das duas páginas da História em Quadrinhos de Jô feita especialmente para o livro.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A história do meu Boi que encontrou o Boi do Teodoro!

Era uma vez uma cantiga de boi, cantiga que costura retalhos de outras cantigas e de histórias e personagens de histórias que embalaram infâncias, a minha e a de muita gente! Na cantiga do meu boi, ele tem a cara amarela e foge pra casar com a vaca, aquela que pulou a janela. A cantiga virou história e a história vai virar história cantada com edição bem cuidada em livro-cd, já em fase de arranjo e gravação musical. De tanto cantar meu Boi, lembrei de outro Boi, o do Bumba-meu-boi do seu Teodoro, maranhense, que há 49 anos, desde que chegou em Brasília "pra brincar o boi na festa de um ano da Nova Capital", mantém viva a sua tradição por aqui. Teodoro está com 89 anos, é de uma lucidez impressionante e de um astral invejável. Flamenguista doente já impregnou nos filhos e netos a paixão pela cultura popular e, claro, pelo time do coração. Fui ao encontro de Teodoro pra falar do meu Boi e encantei-me com a história, as cores e os ritmos do Bumba-meu-boi. Não teve outro jeito, meu Boi da cara Amarela será um bumba-meu-boi e vai se casar ao som dos pandeiros, maracas e do tambor de onça dos cantantes de Seu Teodoro. A mistura da tradição popular maranhense com toda a brincadeira de cantigas e histórias que faço em minha História pra boi casar, deu outra vida ao projeto, tão cheio de afinidades com o trabalho do encantador de bois e gentes...

Seu Teodoro, guardião de uma linda tradição. Pra ele, brincar o Boi é coisa muito séria!

No galpão do Centro de Tradições do Bumba-meu-boi do Teodoro, em Sobradinho, cidade-satélite de Brasília, 49 anos de muita história.

Instrumentos simples, tocados quase que intuitivamente por gente simples, mas que contagiam pela beleza e pela força do ritmo.

Só falta a cara amarela!
O livro- cd vai sair pela Editora Peirópolis e fará parte da coleção Letra e Música, inaugurada este ano com o título de Renato Rocha: A flor mal-humorada.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Porque sempre é tempo de poesia...

Com um jeitinho matreiro e bem mineiro, Wilson chega aos 60 espalhando versos por onde passa. É poesia pura, talhada em pedra, tatuada na alma. É um menino a poetizar a vida e merece muitos saraus!

Merece o carinho dos amigos, da família, dos leitores e adimiradores, porque é também um semeador de sonhos que anda por aí plantando poesia e fazendo brotar muita alegria por onde passa. "Êta, minerim, danado de bão, sô!"

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dica de Leitura

Hoje, 21 de setembro é dia da árvore e também aniversário da Bia, a minha Bia, que chegou anunciando a estação das flores e tantas emoções em nossas vidas. Decidi homenagear todas as datas com a dica de leitura de hoje: vou indicar um livro que mistura fantasia e realidade numa história emocionante.; que faz brotar primavera e poesia em cada página e que nos convida a uma viagem incrível pela arte. Falo de Linéia no Jardim de Monet, de Christina Björk e Lena Anderson, no Brasil publicado pela editora Salamandra. O livro conta a história de uma menina que adora flores e descobre na casa de um amigo bem mais velho que ela, um livro sobre a vida e a obra do pintor Claude Monet. Ao ver o livro, Linéia se encanta e sonha ir à Paris para conhecer a casa onde viveu o pintor...
Claro que a viagem da história acontece e junto com Linéia o leitor percorre também os mesmos caminhos que inspiraram o pintor, passeia pelos jardins retratados em sua obra e até atravessa a famosa ponte japonesa, tantas vezes retratada por Monet.

O livro é encantador e me fez descobrir também o filme. Com o mesmo nome e a mesma história nos leva junto com Linéia e Seu Silvestre, o amigo da menina, para conhecer o Jardim de Monet!
Escrito e dirigido pelas autoras do livro, o filme de 30 minutos é também imperdível!

domingo, 20 de setembro de 2009

Promessa é dívida!

Prometi e aí estão as fotos do lindo livrão confeccionado pelas meninas do grupo Tra-la-lá, contadoras de história da Presidência da República, em homenagem ao Jardim Encantado, meu e da Bia. O livro é feito de isopor e traz a história em 3D, muito bacana! Obra da Lisiane e da Célia

Mesmo fechado ele já é inspirador...

As páginas se abrem e a história salta aos olhos com muita cor e fantasia!

O caracol que se arrisca na clave de sol e imita o rouxinol lá no miolo do girassol, até cantou mais afinado com tanta beleza!

Fiel ao livro, o "Livrão" retrata em suas páginas os mesmos personagens criados por mim e desenhados pela Beatriz, com o traço, as cores e todas as características dos bichinhos e plantas surgidos na imaginação da Bia. Claro que já encomendei um livrão igualzinho, pois este aí é do Tra-la-lá e só está comigo por uns dias, emprestado!
Obrigada Tra-la-lá!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dias muito intensos e cheios de histórias...

Há algumas semanas ando com a agenda lotada. Entre manhãs e tardes literárias, encontro com leitores, visitas a escolas e grupos de contadores de histórias. Tudo devidamente registrado para que em breve possa estar por aqui também. Hoje tive a alegria de ver uma de minhas histórias ( O Jardim Encantado, que está de edição nova e fresquinha, agora pela Franco Editora) saltar das páginas de um "livrão" confeccionado pela turma animada do Tra-la-lá, grupo de contadores de histórias da Presidência da República, que há dois anos leva o encantamento da leitura para crianças em Brasília. Todos no Tra-la-lá são voluntários e apaixonados por livro e leitura. Visitam escolas e desenvolvem também o projeto Escolas-irmãs, no qual uma escola de boa condição financeira mantém atividades conjuntas e troca de experiências com outra escola carente, iniciativa que é intensa para todos.
Claro, que eu trouxe o "livrão" emprestado, vou tirar muitas fotos, contar histórias nas próximas semanas com ele e registrar por aqui também, aguardem!

Espaço Jô Oliveira

Jô Oliveira está no Rio participando da Bienal do Livro, mas não esqueceu de nos mandar o desenho da semana, procurou em seus arquivos e conseguiu mais uma ilustração inédita feita na década de 80 com muita cor e beleza em homenagem ao Balé Quebra-Nozes!
A gente publica com muito orgulho e torce pra que o Jô volte do Rio cheio de boas histórias pra contar!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Um caderninho amarelado pelo tempo

Remexendo gavetas e revirando coisas encontrei um verdadeiro tesouro: um caderno amarelado pelo tempo que guarda lembranças e sorrisos, muitos sorrisos em suas páginas. Guarda também sabores, imagens, árvores e quintais. Tristezas, angústias, medos e alegrias de um tempo que não volta mais. Na capa com a caligrafia arredondada de menina que sonhava poder abraçar o mundo, um título quase filosófico: Pedaços de mim. Com apresentação e dedicatória, aos nove anos de idade escrevi meus primeiros poemas e minhas primeiras crônicas.
Alguns cheios de incertezas outros nos quais ainda me vejo de maria-chiquinhas embalada por balanços e gangorras que me levaram ao céu e que também me fizeram despencar algumas vezes conhecer os arranhões, as cicatrizes.
Dona Romilda ( minha mãe), que por quase 30 anos guardou o caderninho, e entre uma mudança e outra não deixou que se perdesse, hoje não pode imaginar a alegria que me deu ao permitir que eu revisite sempre aqueles dias encantados de simplesmente ser criança!

"Classificados

Procura-se um amigo verdadeiro
que seja muito sincero
E que comece comigo
da estaca zero.

Procura-se uma esperança,
um renascer,
uma lembrança,
o seu jeito de ser.

Procura-se um amor
que seja pleno, inteiro
e sem medo ou pavor
faça todo o resto parecer passageiro.

Procura-se uma aventura...
Estar num deserto
ou a mil metros de altura
Sentir, enfim, que o certo
nem precisa ser descoberto.

Alessandra Pontes Roscoe em 03/11/1979"

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dica de Leitura

Lygia Bojunga é leitura essencial, escreve com a alma e sabe chegar em nossos corações de forma suave, delicada. Difícil escolher entre seus livros um favorito, todos são encantadores, como a própria Lygia, mas A Bolsa Amarela desde sempre me guardou dentro dela. Já li, reli e volta e meia me pego relendo trechos, repassando até mentalmente a história da menina Raquel e de sua bolsa amarela, uma história tão doce e mágica, como deve ser a própria infância e porque não, a vida!
Raquel é a personagem principal, filha caçula da família e também a única criança na casa, pois os irmãos são bem mais velhos e não querem saber de brincar. Solitária e incompreendida, Raquel inventa amigos na sua imaginação e decide escrever cartas para eles. Raquel tinha três vontades muito grandes: vontade de crescer, vontade de ser garoto e vontade de ser escritora. Entre vontades e invenções, um belo dia a garota ganha de presente uma bolsa amarela e nela passa a guardar tudo. Nos infinitos compartimentos da bolsa, Raquel ora num bolso, ora num canto fechado com zíper guardava as ansiedades, as vontades, as tristezas...
Tudo cabia na bolsa!

"Cheguei em casa e arrumei tudo que eu queria na bolsa amarela. Peguei os nomes que eu vinha juntando e botei no bolso sanfona. O bolso comprido eu deixei vazio, esperando uma coisa bem magra para esconder lá dentro. (...) Abri um zíper; escondi fundo minha vontade de crescer; fechei. Abri outro zíper; escondi mais fundo minha vontade de escrever; fechei. No outro bolso de botão espremi a vontade de ter nascido garoto (ela andava muito grande, foi um custo pro botão fechar). Pronto! A arrumação tinha ficado legal. Minhas vontades estavam presas na bolsa amarela”. A Bolsa prende as vontades da menina, mas também lhe dá asas pra voar onde a imaginação deixar. A história é linda, comovente e há anos encanta crianças, jovens e adultos em várias partes do mundo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Tanta coisa boa...

Muita coisa acontecendo e pouco tempo pra falar de tudo, pra acompanhar tudo. Aproveito pra lembrar a quem está em São Paulo que por lá floresce a Primavera dos Livros, querido amigo, vaqueiro voador, João Bosco está por lá! Morador de nossa Casa de Autores foi pra Paulicéia "cordelar" sua poesia ritmada. No Rio, estão Iris, Jô Oliveira e tantos outros amigos, escritores, ilustradores, editores, contadores de muitas histórias, na Bienal de Livros e aqui em Brasília, além dos lançamentos e histórias de Tatiana, Raquel e Célia e Clara Rosa, o que não falta é opção de boa qualidade: tem Festival Internacional de Cinema Infantil, no Cinemark do Pier, Cena Contemporânea com vários espetáculos para gostos e idades todos e até o belo trabalho para bebês, na direção do talentoso Zé Regino. Alma de Peixe, faz parte da programação do Festival Cena Contemporânea e será apresentado domingo no Teatro Goldoni, na Casa d'Itália, às 16 horas. Tem ainda os queridos Roedores de Livros, também domingo, às 18 horas no Terraço Shopping, com o espetáculo cênico-musical : Firinfinfoca, uma Fada Carioca, homenagem à escritora Sylvia Orthof, de graça! Difícil será escolher o que fazer com tanta coisa boa acontecendo! Viva!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Espaço Jô Oliveira

Esta linda ilustração é uma homenagem do Jô ao grande Teodoro do Boi, maranhense que desde 1961 não deixa morrer em Brasília as tradição do Bumba-meu-boi. Aos 89 anos, Teodoro já faz parte da história da cidade, flamenguista doente ele encanta bois e gentes por onde passa com seu chapéu - marca registrada - e sua alegria. Alegria aliás, muito bem retratada nas cores e nos traços de Jô, que está no Rio para a Bienal de Livros, mas não deixou de mandar o desenho da semana.



Colorido como seus desenhos é também o nosso Jô, aí embaixo num click bem humorado do fotógrafo Carlos Silva, do Correio Braziliense, também colega de muitas andanças!



quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Prêmio Internacional de Poesia em vídeo

Ainda estão abertas as inscrições para o 3º Prêmio Internacional de Poesia em Vídeo promovido pela organização da Festa Literária de Porto de Galinhas, em Pernambuco, a Fliporto, que acontece de 5 a 8 de novembro. Qualquer pessoa no mundo inteiro pode participar, mas as poesias precisam ser originalmente em língua portuguesa ou espanhola, não serão aceitos poemas traduzidos. As inscrições podem ser feitas até o dia 1º de outubro no próprio site da Fliporto http://www.fliporto.net/3poesia_video_regulamento.html
A ideia é estimular a produção, a leitura e a interpretação de poemas além da divulgação de seus escritores. Para participar, basta inscrever um vídeo inédito editado com um poema interpretado em língua portuguesa ou espanhola .O júri elegerá os três melhores que apresentarem grau de poeticidade e competência de interpretação, originalidade, correção da linguagem e qualidade técnica da edição. Os vencedores serão premiados no dia 8 de novembro e vão faturar R$ 4 mil, o primeiro colocado, R$ 3 mil, o segundo, e R$ 2 mil, o terceiro, além de passagens e hospedagem gratuitas durante a realização da Fliporto.
Em tempos de novas mídias, o Prêmio não deixa de ser uma ótima iniciativa de experimentar a palavra e suas infinitas formas de nos encantar!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dica de Leitura

A dica de hoje vem com gostinho de saudade, saudade da amiga que tem nome de fada e que faz da palavra e do verso companheiros de uma jornada. Ninfa Parreiras é mesmo uma fada a encantar com o condão de sua poesia. Coisas que chegam, coisas que partem é carregado desse encantamento que versa o próprio dia-a-dia. O livro é da Cortez Editora e foi ilustrado com sensibilidade e lirismo por Cláudia Ramos. Em 40 páginas, Ninfa que é também psicanalista, traduz em versos, alguns medos e incertezas que fazem parte da infância. O livro reúne poemas sobre o universo infantil com as coisas que chegam: o presente, o colega, o Natal, a chuva; e as coisas que partem: o sol, o amigo, o dente-de-leite...

O livro é lindo e gostoso de ler, gostoso como abraço apertado, colo e cafuné!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O lançamento coletivo da Casa de Autores/Editora Franco na Arco-Íris em Brasília

Antes das fotos o link para o video que a turminha antenada do Doc.Criança @ Tv na Internet fez sobre o nosso lançamento coletivo. Beatriz atacou de repórter mais uma vez e teve que se dividir entre o microfone e os autógrafos, mas deu conta do recado. Foi uma tarde deliciosa na boa companhia dos amigos da Casa de Autores e dos leitores, é claro!

http://www.youtube.com/watch?v=gcxUDdAt6lI

O doc.criança é um projeto coordenado pelo cineasta mineiro Fernando Camargos na Biblioteca Nacional em Brasília. Reúne crianças e jovens para produzir conteúdo em video para sites na internet. As crianças literalmente fazem tudo, discutem pautas, fazem roteiros, filmam, gravam as entrevistas e editam o material. A turma do doc.criança anda fazendo bonito e já conquistou espaço fora de Brasília, os meninos e meninas foram convidados para a Fliporto, a Festa Literária de Porto de Galinhas. Eles farão parte da programação da Fliporto Criança Digital. Muito bacana!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Espaço Jô Oliveira

Está é a capa do mais novo livro ilustrado por Jô Oliveira
Ele acabou de receber o livro e já nos mandou. A Árvore dos Gingongos é da escritora Maria Celestina Fernandes, de Luanda e inicia a coleção "Histórias do Além- Mar", da Editora DCL. Fiquei curiosa pra conhecer os gingongos e você?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

É hoje!

Já saiu do forno o novo Jardim Encantado, agora pela Franco Editora, bem mais cuidado, o livro traz novidades e será lançado daqui a pouquinho aqui em Brasília, a partir das 15 horas na Arco-Íris Distribuidora de livros, que fica na 509 sul, entrada pela W2. Será um lançamento coletivo com as autoras Tatiana Oliveira (Todo Banguela é contente?) e Célia Madureira e Raquel Gonçalves ( Os Amores de Racutia). Esperamos vocês!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Fada no catálogo da Apex e da CBL

Motivos para estar desemburrada não me faltam e agora acabo de ganhar mais um: A Fada Emburrada virou The Sulky Fairy e está lá no catálogo da Apex e da Câmara Brasileira do Livro (CBL) voltado para o mercado externo. A ideia é fazer com que o Brasil não seja apenas mais um grande comprador de direitos autorais e sim um vendedor. Os títulos que estão no catálogo foram considerados potenciais exportadores de direitos autorais Brasileiros. Na última Feira de Bolonha do Livro Infantil, uma das maiores do mundo, especializada em Literatura Infantil, a Apex e a CBL deixaram bem claro que querem mudar o perfil do nosso país no mercado literário mundial e já estão trabalhando pesado para garantir que o interesse demonstrado por muitos países em nossa literatura, principalmente nos catálogos infanto-juvenis das editoras, se concretize em contratos de venda.
Tomara!
Abaixo o texto de apresentação do livro no catálogo Brazilian Publishers:

The Sulky Fairy


Author: Alessandra pontes Roscoe is
a journalist and a composer and has
books already published by other
publishing companies.
Illustrations: Romont Willy has
already illustrated books for many
publishing companies.
210 x 280 mm (8.3 x 11 in)
28 pages 4/4
ISBN: 978-85-99306-39-0
Happiness and harmony reign in the
forest. There is only one unhappy
creature: a fairy. Ill-humored, she
complains about everything and
everybody. In order to solve the
problem, a wizard gets everyone
together and finds out a way to
change things. Writer Alessandra
Pontes Roscoe is a journalist.
Romont Willy has illustrated books
for many publishing companies.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A menina que pescava estrelas, pescando em mais um Festival!

Eu, Beatriz e a 'Mariana', nossa pescadora de estrelas, estamos muito felizes. O filme, baseado em nossa história foi selecionado pelo Festival Internacional de Cinema Infantil e já começou a rodar o país. Tem chances até de pescar um prêmio: o de melhor animação na mostra Prêmio Brasil de Cinema Infantil, que será decidido na quarta-feira 02/09 no Rio de Janeiro, por um júri infanto-juvenil.

O curta-metragem em 35 mm, dirigido por Ítalo Cajueiro conta a história da menina que pesca as estrelas do céu e guarda no armário, mas fala também da história da história, de como eu e Bia iniciamos nossa parceria na literatura...
O filme fala dos sonhos e da fantasia, mas também mostra com sensibilidade e delicadeza outro momento nosso que ocorreu quando fazíamos o livro. Perdemos uma pessoa querida e usei a metáfora da estrela, que às vezes nem existe mais e continua brilhando, pra falar da morte, do sentimento de perda e da saudade. Bia se entristeceu muito, não conseguia entender porque pessoas cheias de vida deixam de existir de uma hora pra outra. Olhava o céu e dizia que ele era lindo, mas muito triste, se ela imaginasse que as estrelas podiam ser como as pessoas que não existem mais aqui.
Superamos a perda na vida real e na fantasia nossa Mariana também, quando decide que não pode ser a única dona do brilho da noite! Ítalo Cajueiro, Elvis Cleber, Rodrigo Mafra e toda a equipe do filme, conseguiram captar toda a singeleza da história que se escondia por trás da história. Tavinho Moura traduziu tudo em belíssimos acordes e nos embala, ora numa folia iluminada, ora numa ciranda encantada!
Sei que sou suspeita para falar, mas o filme é lindo!

Mais uma edição do Festival Internacional de Cinema Infantil


Durante os meses de Agosto a Novembro acontece a 7° edição do Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI) que levará mais de 50 filmes para as salas de cinema da Rede Cinemark em nove cidades brasileiras, reunindo títulos inéditos e clássicos, curtas-metragens nacionais e internacionais e programas de TV, além das oficinas de cinema, animação e debates.
O FICI 2009 acontece nas seguintes cidades e datas:

Rio de Janeiro e Niterói
de 28 de Agosto a 6 de Setembro
Brasília
de 4 a 13 de Setembro
São Paulo e Campinas
de 11 a 20 de setembro
Belo Horizonte
De 18 a 27 de Setembro
Recife
De 9 a 18 de Outubro
Salvador e Aracaju
De 23 de Outubro a 1° de Novembro
Em todas as cidades, o curta de animação baseado em meu livro e da Beatriz: A menina que pescava estrelas será exibido!

Dica de Leitura

A Dica de Leitura de hoje tem muita fantasia e um bocado de poesia. Você já imaginou o País das Maravilhas sem o encantamento da palavra? Pois é, se é mesmo o País das Maravilhas, a literatura tem mesmo que fazer parte da história e se vem com tempero de métrica e rima, com o olhar da poesia, hummm, fica melhor ainda! E é assim que acontece quando a famosa Alice de Lewis Carroll se depara com as infinitas possibilidades do mundo das palavras. O saudoso poeta Elias José caprichou e nos presenteia com 33 poemas encantados. Nos oferece a passagem pela porta mágica para o reino da fantasia onde é possível revisitar grandes histórias e personagens da literatura mundial: Sherazade, Peter Pan, Dom Quixote, reis rainhas, prícipes e princesas, fadas, bruxas, sereias e duendes! As ilustrações são de Taísa Borges e o livro está entre os lançamentos da Editora Peirópolis.
Imperdível! Quem sempre adorou a menina aventureira do livro de Carrol vai, com certeza, se deliciar com esta bela homenagem de Elias José, sempre poeta a nos maravilhar!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Espaço Jô Oliveira


Jô já disse tudo! A ilustração foi feita para a capa de um cordel!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"Aletramento Materno"

A palavra para mim é alimento. Escrever, mais que um ofício, é uma necessidade e não daquelas que chegam como obrigação. Ao contrário, vem com um prazer que não sei se conseguiria traduzir assim só por dizer. A palavra escrita sempre foi o meu refúgio, o meu porto seguro e, de certa forma, o meu ar! Tá bom, sei que sou também faladeira, "inventadeira" de histórias como bem me definiu a Bia! Adoro ouvir histórias, adoro contar e cantar histórias, adoro sentir histórias - agora estou aprendendo até a adormecer histórias. Algumas chegam sem cerimônia no meio da madrugada, querendo ganhar forma, vida e, talvez porque eu precise dormir mais que qualquer outra coisa, arrisco adormecer histórias. Faço com que adormeçam ( as histórias, eu até consigo, já a Luiza... Ela ainda mama e mama muito de madrugada!) para que despertem em outro momento. E foi numa das madrugadas insones, ao perceber Luiza desmaiada, plena e muito bem alimentada depois de amamentá-la que o termo: "aletramento materno" fez mais sentido para mim! Tão necessário em nossas vidas quanto o ar e o alimento, é o aconchego da palavra, seja dita, calada, cantada, escrita, desenhada, versada. Percebi ali, na penumbra do quarto, que contar histórias não deixa de ser uma outra forma de abraçar, de acarinhar, de acalantar. Luiza, bem antes de se saber Luiza, de sabermos que era Luiza já ouvia histórias. Histórias que eu e os irmãos contávamos para a barriga. Hoje temos certeza que ela percebeu cada uma delas. O encantamento com que ela se entrega aos livros é surpreendente!

Nos primeiros dias em casa, Felipe fez questão de fazer a "mediação", cantava, fazia graça, mas sempre acalmava a caçulinha com um bom e colorido livro.
Ela tomou gosto, claro! Como é que não tomaria!

Faz suas próprias "leituras" e até reclama quando a história acaba.


Tudo bem, há um mundo e uma vida inteira para ler.Sim! A vida e o mundo são um grande livro! A gente tem que saber ler todas as coisas: a natureza, os sentimentos, o céu e os jardins, as vozes e os silêncios! O tempo passa e em nossa caixinha de deslumbramentos vamos juntando história. Os bebês e as crianças têm poesia nos olhos, enxergam tudo com a métrica e a rima que a vida deveria ter sempre. Crescem e muitas vezes perdem a ótica da maravilha, da fantasia. Mas alguns, na literatura aprendem a ressignificar tudo, a encontrar as lentes que devolvem a visão encantada de antes.
Sempre me perguntam sobre a importância da leitura, sobre formas de incentivo ao letramento e sobre a formação de leitores. Agora sei bem o que dizer: um bebê diante do seio, mesmo ainda ligado à mãe pelo cordão umbelical, abre a boquinha e sabe o que fazer, consegue nos primeiros segundos de vida sugar e se alimentar. Quando se entende a literatura como prazer também é assim e a grande vantagem do "aletramento" é que ele não precisa ser só materno!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Top 100



A votação popular está encerrada e agradecemos a todos que votaram. Estamos entre os 100 mais votados. No próximo dia 31/08 sai o resultado final!
Agora é só torcer!

Dica de Leitura

A Dica de Leitura de hoje ainda comemora o dia do Folclore ( 22/08) e recomenda um livro super bacana do Ricardo Azevedo. São contos de encantamento, divertidos e espirituosos que resgatam histórias e lendas do nosso folclore e, mais que isso, a tradição da oralidade. São histórias boas de ouvir e contar.


Era uma porção de histórias que o tataravô contava para o bisavô, que contava para o avô, que contava para o pai... que começou a parar de contar. São histórias que falam da existência, espalham brilho e magia em qualquer lugar ou época, e ainda assim estão ameaçadas de se perderem.Mas antes que desapareçam no meio da noite escura, Ricardo Azevedo, como estudioso do nosso folclore e bom contador de histórias, escolheu algumas das mais belas e escreveu do jeito que todo mundo gosta, como um pai que conta para o filho. O livro é da editora Ática e é daqueles que a gente tem que ter na estante!

sábado, 22 de agosto de 2009

Roedores em cartaz na Livraria Cultura em Brasília

Depois de estampar páginas e mais páginas em jornais e revistas, de passear pelo Rio de Janeiro, no Salão do Livro e Paraty, na Flipinha, o delicioso livro Cade o juízo do menino, de Tino Freitas terá lançamento festivo em Brasília neste domingo, dia 23/08 às 17 horas na Livraria Cultura do Casa Park. Tino, que além de jornalista, músico e roedor de livros é pra lá de desparafusado promete muita diversão com brincadeiras cantadas e um show de histórias superbacana!
E não é só isso! Quem for à Livraria poderá conferir a exposição dos desenhos originais da talentosa Mariana Massarani. Ela também perdeu o Juízo junto com o Tino para fazer as ilustrações do livro e inventou até uma brincadeira: em cada uma das páginas, escondeu um parafuso de juízo. Boa chance para os que perderam o seu encontrar um!
Felipe aqui em casa vivejuntando parafusos, mas acho que por enquanto nenhum parafusou direito o juízo dele, socorro, Tino! SErá que você pode me emprestar a sua latinha de juízos?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Espaço Jô Oliveira II

Já cantava o passarinho Bituca que todo artista tem que ir aonde o povo está! Não resisti e hoje duplico o Espaço Jô para registrar aqui também a arte deste pernambucano-candango arretado que desfila pelas ruas desta nossa capital: o traço sempre marcante não deixa dúvidas: é um Jô Oliveira e estampa o outdoor móvel no fundo de um ônibus. O desenho foi feito para o cartaz do Festival Internacional de Bonecos que agita Brasília na próxima semana!

Espaço Jô Oliveira

HOje tem bode e anjo por aqui, mas não é qualquer bode e qualquer anjo, não! Eles aterrisaram aqui e chegam com uma história bem contada pelo homenageado de todas as sextas-feiras por aqui, com vocês: Biu e Dodó!
E os esclarecimentos do autor: "Trata-se de uma dupla para livros sem texto. O primeiro é um bode alado e o outro é um anjo. O bode se chama Biu, diminutivo, no nordeste, para Severino. Dodó é o nome de um anjo inventado por um abade maluco de Olinda no início do século passado, segundo um cronista pernambucano. Tenho um livro que narra essa história do abade doido. Acho que um bode voador pode muito bem ter um amigo anjo que também sabe voar!
Abraço,
Jô Oliveira"

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um kiwi e um Cauí!


Ah, já imaginou a cara do Cauí quando perdeu o seu kiwi? Que kiwi? O Kiwi do Cauí que caiu!


Mais que um divertido travalíngua, a história do Kiwi do Cauí virou brincadeira cantada da Cia Bola de Meia e está lá no youtube

Lançamento Coletivo Casa de Autores

É com imensa alegria que convido a todos para mais um lançamento coletivo Casa de Autores: desta vez com as parcerias da Franco Editora, do empenhado e divertidíssimo Fernando Franco e da Arco-Iris Distribuidora, que com a licença poética, ouso dizer, é quintal de nossa "Casa"! A festa pra mim é dupla: Meu Jardim Encantado chega em nova edição, agora pela Franco e sai do forno também o Brasília em Figurinhas, projeto maravilhoso de um álbum de figurinhas sobre a história e a pré-história da capital do nosso país. Aliás, a festa não é dupla, não: é quádrupla, pois estar ao lado de Tatiana Oliveira e sua "banguelice" matreira e ainda das queridas ratas de biblioteca, Raquel e Célia, que nos presenteiam agora com Os Amores de Racutia é mesmo privilégio!


Esperamos todos vocês!
Até lá!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Brincadeira é, sim, coisa muito séria!

Brincadeira de Roda Árvore da Vida: Grupo Conto e Cena

O direito da criança de brincar está em estatutos, cartilhas, documentos e cartas no mundo inteiro, sem falar nos discursos de tanta gente, mas na prática é muito, muito diferente! Depois de participar em nome da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil do I Encontro Nacional dos Pontinhos de Cultura - Espaço de Brincar nos dias 13,14 e 15 últimos aqui em Brasília, vi que as conquistas em prol das políticas públicas para valorizar e garantir o desenvolvimento e a permanência de uma cultura voltada para a infância já existem, mas o caminho a percorrer é longo e os desafios, inúmeros! Muitas são as pessoas empenhadas em fazer com que a criança tenha voz e vez, mas também são enormes as dificuldades. Durante os três dias do encontro, tive oportunidade de conhecer projetos e iniciativas que já ganharam apoio institucional para fazer valer o direito de brincar - existem atualmente 215 pontinhos de cultura em todo o país, são espaços, muitas vezes improvisados num fundo de garagem até, mas que garantem o exercício da infância, simplesmente ao permiter que as crianças brinques e por meio de suas brincadeiras se expressem, se encantem e nos encantem!

Adorei ouvir as reivindicações das crianças de São José dos Campos, em São Paulo, quando no Pontinho de Cultura da Cia Cultural Bola de Meia souberam que o grupo viria à Brasília para "conversar" com as pessoas que "mandam no Brasil". A meninada de lá tratou de fazer uma conferência e mandou, bem mandado o seu recado: entre pedidos de mais tempo e condições para poderem exercer plenamente o direito de brincar, uma pérola: "Podiam inventar um "disque-vó" pra quando a mãe da gente está muito chata e não deixa a gente fazer nada, a gente poder ligar. Aí, vinha a vó pra fazer bolinho, dar carinho brincar com a gente, deixar tudo..." Eu que ainda não sou vó e faço bem o estilo, mãe mandona senti que o puxão de orelha foi pra mim também. Cheguei ao encontro com a missão de, em nome dos escritores e ilustradores de literatura infantil e juvenil, defender também a leitura, o livro como espaço de sonhar, de brincar, ou seja, sem as tantas cargas que escolas, educadores, pais e, principalmente o mercado exigem daquilo que deve existir primordialmente como prazer. Livro não tem que ensinar nada, história pra criança ou pra jovem ou pra adulto tem que ser boa de ler, de ver, de degustar e pronto!E ponto! Ninguém vai ao cinema pra preencher ficha de filme, porque com os livros tem de ser diferente? Não precisei falar nada, todos que estavam no Encontro falavam a mesma língua, brincamos, cantamos, nos divertimos, traçamos metas e diretrizes para que o Plano Nacional de Cultura contemple o lúdico e o espaço verdadeiro da infância. Saímos de lá com a certeza de que há muita gente e até gente no Governo empenhada em brigar pela Cultura da Infância e para a Infância.

Espero que tudo o que vimos e ouvimos por lá se concretize em ações!

Dica de Leitura.

Como ainda estamos em agosto e é o mês em que comemoramos o Dia dos Pais, a dica de hoje é uma homenagem a eles: aos pais, todos! Eu, que perdi o meu, quando ele ainda era o herói, aquele que tirava do castigo, fazia graça em busca do sorriso quando as lágrimas eram o que externava o sentir, ou mesmo o "bico" , tive vontade hoje de dedicar este espaço aos pais que entendem o vínculo com seus filhos muito além do registro, do sustento, do reconhecimento de paternidade. Meu pai se foi num acidente de carro quando eu tinha apenas oito anos, mas hoje, mas de 30 anos depois, ainda me recordo do som de sua voz, do riso gaiato e até de uma bronca bem dada quando já uma "mocinha" com pouco mais de sete anos achei que podia ser Tarzã e encontrei na cordinha da cortina da sala um perfeito cipó. Só não tão perfeito por ter feito a cortina e eu despencarmos... A saudade é enorme, mas as sementes de ternura que ele plantou em mim brotaram e florescem sempre que sinto aquele nó na garganta! Ele inventava histórias, era meio palhaço, meio mágico e, se preciso fosse, se transformava em qualquer coisa pra poder arrancar sorrisos nossos: meus, de minha irmã mais nova e mesmo de minha mãe, a quem cabia quase sempre o papel de brava. Com a morte de meu pai aprendi uma outra dimensão do amor, entendi que as pessoas podem viver pra sempre em nosso coração. Dediquei ao meu pai -e a minha mãe que foi e é na pratica pai e mãe - cada conquista minha e hoje percebo que esse amor é o combustível que faz mover o carro dos meus sonhos! Para aplaudir todos os pais:

O livro de Isabel Martins, ilustrado por Bernardo Carvalho, da Planeta Tangerina fala de um pai que se transforma em tudo pra ver o filho feliz!

domingo, 16 de agosto de 2009

Porque brincar é preciso...

Passei os últimos três dias entre as histórias maravilhosas da turma dos Tapetes Contadores de Histórias e os brincantes do Brasil inteiro no Primeiro Encontro Nacional dos Pontinhos de Cultura - Espaço de Brincar. Foram dias muito ricos em discussões e ações. Fiquei muito feliz ao encontrar tanta gente compromissada com a cultura da e para a infância. A rede que se forma em torno da ressignificação do brincar, direito tantas vezes esquecido e negligenciado, faz acreditar que bons ventos já estão soprando a favor! Saber que os espaços do brincar se multiplicam real e virtualmente é um alento, uma alegria. Tomara que tudo o que se sonhou conjuntamente se concretize em diretrizes e ações no Plano Nacional de Cultura!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Espaço Jô Oliveira


Este desenho está frequinho, é inédito e foi feito para um livro sem texto,
uma adaptação de um conto do Andersen. Jô, inspiradíssimo, fez esta ilustração na semana passada. Quanta honra para Contos,cantos e encantos, poder publicar aqui em primeira mão!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pra quem ainda não me conhece...


Uma breve apresentação:

No meu nome falta o M, que se nele houvesse seria o M de Mar, mas tenho A e tenho R, tenho nas iniciais o AR e na alma a leveza de inventar meu próprio Mar, mesmo quando mar não há... Sou Alessandra Roscoe, escritora, jornalista, contadora de histórias!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Amanhã é o Dia das Artes!

E o professor corujinha simpático e multimídia aí de baixo é uma homenagem do ilustrador Danilo Marques, da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. AEI-LIJ - SP, ao Dia Nacional das Artes, comemorado aqui no dia 12 de Agosto. O desenho tem história e quem conta é o próprio Danilo: "Este desenho foi feito há muitos anos, num tempo em que eu sonhava um pouco mais, e olha que eu ainda sonho muito! Na época (1999 ou 2000) eu lecionava artes em algumas escolas de educação infantil e pensei numa logomarca assim para mim, mas ficou engavetado. Olhando as datas comemorativas da semana, deparei-me com o Dia Nacional das Artes e desengavetei o desenho. Estava com dobras, desgastes, esquecido. Não quis tratar a imagem, pensei em deixálo com as rugas pra me mostrar o quanto ele quis sair da caixa!"

Se quiser saber mais sobre o Danilo, você pode visitar a página dele: http://www.danilomarques.com.br

Danilo toda semana escolhe uma data dentre todas as comemoradas nacional ou internacionalmente e faz um desenho que encaminha por e-mail aos colegas da AEI-LIJ em todo o Brasil. É um garoto talentoso, cheio de vontade pra trabalhar! Ele foi um dos vencedores, na categoria adulto do concurso do blog em homenagem à querida escritora escritora, Tatiana Belinky. A bruxinha do Danilo ficou em segundo lugar.

Marcela matusquela

Marcela tinha sarda, pinta e era muito magrela.
Comia alface, pepino e tinha o travesseiro de macela.
Adorava pipa, rolimã e siriguela.
Todo dia dava bom dia .
Todo dia ela sorria.
Todo dia ela subia na pia.
Marcela ainda não era banguela!
Coitada da Marcela!
Todo mundo ria dela!
Dia desses lá na sorveteria
Ela sentiu uma enorme alegria.
Seu primeiro dente caia.
Agora a Marcela era banguela!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dica de Leitura

Quem já não passou por isso? A famosa janelinha! Nesta deliciosa história, Tatiana Oliveira fala com humor e delicadeza sobre a "banguelice", na verdade sobre um momento muito esperado pela meninada: a queda do primeiro dente. Com um texto cheio de ritmo e graça, Tatiana transporta para as páginas do livro toda a ansiedade e a festa que cercam a primeira "janelinha". !
O livro acaba de sair do forno e está entre os lançamentos da Editora Franco, as ilustrações são de Osório Garcia.
Taí uma banguela que não tem nada de triste! Acreditando ou não na fada do dente, no rato do dente ou no que quer que seja, lá pelos 5, 6 ou 7 anos de idade, a meninada conta os dias, passa horas na frente do espelho, dá uma forcinha balançando aquele dentinho mole pra lá e pra cá e faz questão de exibir com todo orgulho o novo sorriso banguela, quando o primeiro dente se vai! Com a menina da história da Tatiana, não é diferente e com você?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Fazendo histórias...

Depois do sucesso dos encontros experimentais em Julho, o projeto Acadêmicos Mirins da Academia de Línguas e Letras - ALL engata pra valer a partir de amanhã. A ideia é, partindo de brincadeiras e do universo mágico do livro, da leitura, das histórias e todas as suas formas ( inventadas, lidas, cantadas, contadas, imaginadas...), criar um vínculo da criança também com o fazer literário, estimular a escrita. a imaginação! Durante todo o semestre, sempre aos sábados das 15 às 18 horas, será tempo de encontro marcado com as histórias e os fazedores de histórias.
As inscrições estão abertas!

Espaço Jô Oliveira, uma viagem ao passado!

Hoje é dia de festa por aqui! Festa para comemorar um grande feito do colaborador e amigo Jô Oliveira. Remexendo seu extenso portfólio em busca da imagem da semana, Jô acabou descobrindo que seu primeiro livro está fazendo 30 anos, na Itália, pela editora Quadragono Libri e, claro, mandou pra gente a capa desta edição italiana e ainda as páginas do catálogo da Feira de Bolonha, uma das mais famosas no mundo da literatura infantil, que na época estampou duas ilustrações do livro. A história que abriu para Jô as portas da ilustração voltada para a literatura infantil também ganhou edição brasileira. Hoje, o livro com texto em Português está no catálogo da editora José Olympio com o título : "Ladrão que Rouba Ladrão" e versos de Reynaldo Valinho. Trata-se de uma adaptação livre do cordel, "Intriga do Cachorro e o Gato", de José Pacheco.

O melhor da Animação Espanhola em Brasília!

De hoje a domingo, quem curte cinema de animação não pode perder em Brasília o AniMadrid, Festival de Animação que reúne o melhor da produção espanhola. Haverá mostra de filmes, palestras e debates com animadores. Tudo de graça, no auditório do Instituto Cervantes na 707/907 sul ( antiga Cultura Hispância).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

E por falar em Tapetes e Histórias...

Antes era assim: em volta do fogo, num ritual de sons, palavras e silêncios, as pessoas se juntavam pra contar e ouvir histórias... Muito da nossa cultura popular se preservou desse jeito, graças à oralidade, às narrativas que eternizaram as rodas. Depois, nas casas, nos alpendres, em volta das cadeiras dos mais velhos, os jovens se reuniam para ouvir os relatos e mesmo as invenções dos mais vividos e experientes. Hoje, pouca gente mantém viva a tradição das histórias contadas diariamente, dos momentos exclusivos dedicados aos "causos". Alguns ainda ninam seus filhos, ou os netos com histórias na beira da cama, mas nossa oralidade anda perdendo vez para tanta coisa!
Em meio aos avanços todos da tecnologia que afasta e aproxima mundos e pessoas, poder mergulhar num passado nem tão remoto assim e ser convidada para uma Roda de Histórias pública é um privilégio!
Pois sou privilegiada: estarei contando histórias na Roda dos Tapetes Contadores de Histórias, na Caixa Ecônomica Federal, no próximo domingo, dia 09/08 a partir das 19 horas, no prédio redondo, Átrio dos Vitrais, onde acontece a Exposição: Pé de Moleque, pede palavra!

A primeira, das várias Rodas que fizeram girar as narrativas por aqui, teve Tino Freitas e Sumaya, como contadores convidados.

Em torno da palavra, ouvidos atentos, vozes certeiras, tantos gestos...

Como no interior e nas salas e quintais de minha infância, café, chá, bolo e histórias, muitas histórias. E como a Roda não pode deixar de girar, o público é convidado a entrar e também contar suas histórias!

Compartilhando segredos...


"SEGREDOS
João passou a vida quase toda juntando e guardando coisas. Guardou o brinquedo que mais queria; o sonho que nunca se realizou; o nome da menina que mais amou; o que era real e também a fantasia. Guardava tudo em gavetas que trancava bem trancadas.
O tempo passou e as gavetas de desejos não realizados, de medos escondidos, vitórias perdidas, amores não correspondidos, excessos de prevenções, coisas importantes e simples, fenomenais e banais foram ficando lotadas, pesadas...
No meio de tantas coisas guardadas, João não conseguia mais sequer saber o que tinha. Todos aqueles segredos ficavam trancados com chave e cadeado, cada gaveta tinha sua chave e todas as chaves ficavam sempre penduradas num chaveiro, na cintura de João que não conseguia mais abrir nenhuma gaveta. O barulhinho das chaves no chaveiro era uma espécie de segurança, mas também uma grande tormenta.
As gavetas sempre trancadas foram trancando os sentimentos, as emoções, a própria saúde de João, que vivia alheio a tudo e, de certa forma, trancado com seus segredos. Do fundo de uma tristeza intensa, João um dia olhou pra bem longe e lá... Quase no infinito teve o olhar ofuscado pelo brilho dos olhos de Maria. Maria, que ele nem sabia, foi chegando de mansinho e começou a desempoeirar os desejos de João, há tanto tempo guardados. Maria que João não conhecia trouxe também uma lembrança e a vontade de encontrar aquela flor vermelha guardada dentro de um livro reservada para ser entregue à pessoa especial que ele achava já ter ido embora pra sempre. As gavetas foram todas reviradas naquela busca desesperada para encontrar o livro, a flor...
Vários outros livros, poemas, músicas, lembranças e emoções foram-se revelando no arrombar daquelas gavetas. Até um sorriso esquecido brotou nos lábios de João, que, depois de esvaziar todas as gavetas, percebeu: não precisava trancar mais nada, não precisava de cadeados. Agora João já sabia que a chave que abria tudo era Maria. Maria que olhava pra ele com olhos de paixão e alegria."


O texto aí de cima foi escrito ontem durante a oficina Ateliê de Histórias - Módulo II, ministrada por Cadu Cinelli. Resultado de uma criação coletiva, "Segredos" surgiu a partir de um objeto ( um cadeado com chave) e de memórias diversas que eu, e as colegas de curso, também contadoras de histórias: Iêda Muniz Almeida, Naira Wanderlei e Letícia Levenhagen trocamos em alguns minutos de reflexões e conversas. Mais que o registro escrito da experiência, quero deixar aqui uma provocação para todos os que se encantam com a palavra: abram suas gavetas e deixem surgir as histórias!

A escrita para mim flui com facilidade, mas nem sempre é assim com a narrativa. Depois que escrevi "nossa" história para o cadeado e a chave, tive que, junto com Iêda, Naira e Letícia contá-la para o resto da turma. Sem ensaio e sem ler, o texto ganhou outra vida, nas vozes, nos olhares, nos gestos que encontramos para transmitir aos outros todas as nuances dos anseios e das descobertas dos nossos personagens. Experimentamos em pouco tempo a força da narrativa! Vivenciamos ainda as histórias contadas pelos outros três grupos a partir de um alfinete, um novelo de lã e uma chaleira.