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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ignácio de Loyola Brandão e Luiza, mais um encontro!

Esta história de amizade e carinho começou em 2009, na primeira edição da Festa Literária de Pirenópolis, em Goiás, que aliás, volta a acontecer agora a partir do dia 11 de maio próximo. Luiza tinha pouco mais de dois meses e se esbaldou por todos os eventos literários e não literários daquela Flipiri, Ignácio, o homenageado, depois da Festa escreveu sobre a cidade, o encontro e dedicou uma de suas crônicas no Estadão àquela Flipiri e à Luiza que tanto o encantou. Crônica que você pode reler aqui. Em 2010 voltaram a se encontrar nas ruas de paralelepípedos da cidade histórica goiana e este mês, por conta da nova temporada do Projeto Escritores Brasileiros, no CCBB aqui em Brasília. A pequena acompanhou o encontro entre o escritor e a atriz Regina Duarte, até onde conseguiu, mas adormeceu na plateia e nem ouviu quando do placo, Ignácio apresentou seu novo livro infantil e o dedicou a ela. Claro que depois muito bem acordada foi cheia de gaiatice agradecer o presente!

Primeiro, com a seriedade que a ocasião exigia e depois...

Com este sorrisão aí! Mas o sorriso maior, só eu presenciei na mesma noite quando li o livro para ela antes de dormir. A história é grande, mas ela não dispersou nem um segundo e ao final da leitura que partilhamos já bem tarde da noite ela abraçada ao livro disse que também queria perguntar e perguntou: Pode de novo?

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Escritores Brasileiros

Foi maravilhoso o encontro ontem de Ignácio de Loyola Brandão e Regina Duarte, inaugurando a segunda etapa do Projeto Escritores Brasileiros no CCBB em Brasília, Ignácio, como bem definiu Marcelo Andrade, o curador do projeto,  é na verdade "Shownácio", bem humorado, cheio de boas histórias e mestre em transformar situações cotidianas em belas experiências poéticas. O escritor com vasta obra publicada no Brasil e em vários países, inúmeras vezes fez a plateia rir, gargalhar e o tempo todo incitou a fantasia, a imaginação, o sonho. É sempre uma delícia ouvir as histórias e perceber o quanto o olhar encantado de quem tem maravilhas na alma pode transformar um "encontrão" desajeitado no meio da rua em uma dança ou as aparentes insanidades alheias em histórias boas de contar e melhores ainda de se ouvir, como a da senhora que perguntou a que horas a rua Hungria passava pelo local onde ela, a senhora, estava parada. Ignácio de início não entendeu a pergunta mas a senhora explicou que quando as ruas passam basta pular nelas e chegar ao destino planejado, ele poderia simplesmente ter balançado a cabeça e continuado sua caminhada, mas entrou, não na rua Hungria, mas na fantasia da transeunte desconhecida. Disse a ela que a rua costumava passar, às oito da manhã, às duas da tarde e às sete da noite e que era só sentar e esperar. A senhora satisfeita sentou-se para esperar a rua passar e o escritor seguiu seu caminho. Depois, quando voltou ao local onde haviam se encontrado, ela não estava mais por lá e ele concluiu que a rua Hungria havia passado! Conheci Ignácio há pouco mais de dois anos, na primeira Festa Literária de Pirenópolis, já era leitora, adorava o escritor e passei a admirar também a pessoa simples e dedicada que é, um amigo querido que sempre surpreende!
Mas voltando ao Escritores Brasileiros, apesar do bate-papo de ontem ter sido suspenso porque o teatro seria ocupado por uma pré-estreia, a da peça Bosque, depois de ouvir a prosa solta do escritor, Regina Duarte leu algumas das crônicas de Loyola, emprestando seu talento aos personagens e ao próprio narrador e emocionou a todos os presentes. Hoje tem mais no Sesc de Taguatinga, também com entrada franca e com a chance do bate-papo com o público.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ignácio de Loyola Brandão e Regina Duarte em mais uma edição do Projeto Escritores Brasileiros do CCBB

Hoje tem mais uma etapa do Projeto Escritores Brasileiros do CCBB com a atriz Regina Duarte lendo trechos de obras do escritor Ignácio de Loyola Brandão e com o próprio falando de sua obra e da carreira. Encontro imperdível!
Ignácio é divertido, irreverente e sabe lidar não só com a palavra escrita, fala muito bem! Tem o dom de encantar suas plateias por onde passa.
Regina é cativante e tem talento de sobra pra dar vida aos personagens da obra de Loyola. A noite promete!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Oficina de Leitura do Projeto Escritores Brasileiros

Sábado último foi dia de oficina de leitura do projeto Escritores Brasileiros. Este mês, depois do maravilhoso encontro entre Bartolomeu Campos de Queirós e Vera Holtz, ocorrido  durante a semana, no sábado, duas oficinas com integrantes da Cátedra Unesco Puc Rio de Leitura: pela manhã, Literatura Infantil, com Ebe Lima de Goiás e á tarde, Literatura Juvenil com Vera Aguiar do Rio Grande do Sul. foi um dia bastante produtivo e de muitas leituras.
Senti falta de mais autores da nova safra. Tanta gente bacana esrevendo atualmente e só lemos os clássicos e consagrados.
 O público atento fez crescer o debate e durante todo o dia colocou a literatura em pauta.
 
De manhã, as leituras compartilhadas enriqueceram o encontro, lemos Bartolomeu e o ponto alto foi a leitura do Átila Levenhagen que deu ao poema Peraltagens de Manoel de Barros, uma cor muito especial!
 De microfone na mão e livro em punho, Átila não se intimidou e fez bonito para alegria de todos! O pequeno é filho de Letícia Levenhagen, que é contadora de histórias e adora livros!
Vera Aguiar trouxe contos diversos e falou sobre os temas e a linguagem que despertam nos jovens o interesse pela leitura.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Alguns ensinamentos do mestre Bartolomeu...



Num dos nossos encontros! Luiza que ouviu desde a barriga minhas leituras da obra de Bartolomeu, principalmente Indez e História em 3 atos, aconchegada neste abraço carinhoso! A foto foi tirada durante o 11º Salão FNLIJ do Livro Infantil e Juvenil no Rio de Janeiro, em 2009.


"A vida é uma questão de costura. Viver é alinhavar, é saber amarrar as coisas, por isso a profissão de alfaiate me encanta."

"Meu avô Joaquim tinha mania de escrever tudo o que acontecia nas paredes da casa dele. A parede era um bordado. Muitas palavras que eu lia na parede, escrevia depois com pedaços de carvão no quintal. Aprendi a escrever e ler com ele, brincando."

"Moro no apartamento que foi da Henriqueta Lisboa, moro só. Eu e a alma da Henriqueta. Eu peço pra ela aparecer, mas ela ainda não apareceu, talvez em sonho, acho até que vou passar a dormir de óculos pra ver se enxergo melhor o sonho!"

"Hoje eu não quero nada além do que eu tenho, acho que este é um privilégio da idade. Ter como companheira a solidão é de uma lucidez que vale a pena."

"Minha mãe morreu com 33 anos de câncer. Ela não queria morrer, o tratamento naquela época era nenhum e a gente em casa sabia quando ela estava com muita dor, porque nestes momentos, ela que era soprano, sentava-se na cama e cantava lindamente. Quando minha dor é grande demais, eu que não sei cantar, escrevo."

"Minha irmã fala que o que a família esconde, eu vendo (risos)."

"Escrever é não apagar nunca mais"

"Minha mãe pintava as galinhas com anilinas de doce e aquele arco-íris que morava na cabeça dela fazia a festa em casa"

"Brincar encurta caminho, dizia a mãe" (Indez)

Uma noite iluminada!

Foi uma noite muito especial! No encerramento de mais uma etapa do projeto Escritores Brasileiros, o talento de Bartolomeu Campos de Queirós e de Vera Holtz brindou o público com horas incríveis de prosa e verso. Aliás muito boa prosa e versos de uma força poética indiscutível. Bartô tem o dom de encantar! Encanta quando escreve, quando fala do seu jeito sereno e tranquilo, quando conta casos e nos revela sua paixão pela palavra. Ontem estava especialmente inspirado e bem-humorado. Começou falando que tinha horror ao palco. Lembrou de uma apresentação que fez na escola, quando criança em que ao invés de falar Querubins, repetia Cherubins e todos riam. Revelou que começou a escrever com 27 anos, quando morava na Europa e que a escrita foi uma forma de lidar com a saudade que tinha do Brasil. Fruto da imensa saudade e de uma solidão muito grande, surgiu O peixe e o pássaro, seu primeiro livro. Segundo o escritor, escrever é uma forma de passar a vida a limpo, de ir polindo as coisas. Para o mestre Bartô, a literatura e a psicanálise são parecidas porque têm a palavra como objeto e para ele, a palavra cura. Durante o encontro desta quarta-feira aqui em Brasília, o escritor contou casos de sua infância, falou de seu processo criativo, revelou curiosidades de seu dia-a-dia, como o hábito de só escrever em sua casa, à mão, de calça e sapato, como um ritual: "Se estou de bermuda e descalço, a inspiração não vem", brincou! Bartolomeu não se cansa de dizer que a literatura tem compromisso apenas com a fantasia e não com o real. Mesmo revelando que muitas das suas histórias foram inspiradas nas situações familiares que viveu, ele ressalta que o escritor sempre se esconde na metáfora e que  apenas a metáfora e a fantasia são capazes de libertar o leitor. "O olhar é muito raso e o dentro, só a imaginação visita", diz ele. A atriz Vera Holtz, militante pela causa da leitura no Brasil, assim como Bartolomeu, fez interpretações emocionadas de vários trechos das obras do escritor. Com sua prosa poética afiadíssima, Bartolomeu fez rir e chorar, lembrou seus encantamentos com os avós e os pais, contou detalhes de sua infância no interior e deu até aula de molecagem aprendida com o avô Joaquim para desafinar a banda de metais das procissões. A meninada chupava limão, quando os músicos passavam, fazia caretas e conseguia desconcentrar, principalmente, os músicos dos instrumentos de sopro! Ler Bartolomeu é sempre uma descoberta, ouvir o professor falando, tecendo suas histórias com tanta delicadeza é outro privilégio impagável, mas ter além de tudo a maestria de uma atriz como a Vera, dando vida aos livros de Bartolomeu, foi um presente para a imaginação, o coração e a alma. Deixei o CCBB ontem mais leve, mais feliz e muito mais plena. E pra quem perdeu o delicioso bate papo de ontem, mais uma chance: o encontro se repete hoje no Sesi do Gama.

terça-feira, 22 de março de 2011

Escritores Brasileiros

Bartolomeu Campos de Queirós, escritor homenageado ( foto: divulgação)


A Atriz Vera Holtz que interpretará trechos de obras do escritor mineiro
(foto: Luiza Dantas)

O Projeto Escritores Brasileiros será encerrado nesta quarta 23/03 em grande estilo com Bartolomeu Campos de Queirós e Vera Holtz no Centro Cultural Banco do Brasil. A iniciativa apresenta em tom descontraído a obra do escritor, interpretada por um artista e oferece bate-papo com a dupla e oficinas de criação literária na mesma semana. O encontro no palco acontece na quarta e as oficinas intensivas no sábado. Vários escritores e atores já participaram.. Bartolomeu é um dos mais atuantes escritores da nossa literatura, com dezenas de livros publicados e premiados aqui e no exterior, Bartô, como é carinhosamente chamado por seus amigos e leitores é  militante incansável por um país de leitores. Poeta de mão cheia, Bartolomeu é o autor do Manifesto por um Brasil Literário, que há alguns anos mobiliza entidades, escritores, ilustradores, artistas e anônimos na luta por mais literatura acessível a todos. Vera Holtz tem carreira consolidada como atriz e diretora, mas é também parceira de vários movimentos em prol do Livro e da Leitura Literária. O encontro desta quarta promete! Bartô fala com a delicadeza com que escreve e tece memórias em verso e prosa. Vera tem a maestria de lapidar maravilhas e o público que comparecer, conheça ou não a obra do escritor, sairá do teatro encantado. Toda a programação do Projeto Escritores Brasileiros é gratuita. Os interessados precisam apenas retirar senhas uma hora antes do evento. No sábado haverá duas oficinas com profissionais ligados à Cátedra Unesco PUC - Rio de Leitura:

Narrativa Juvenil, com Vera Tizermann, pela manhã, a partir das 9h30
Literatura Infantil, com Ebe Lima, á tarde, a partir das 14 h00

Os interessados em participar das oficinas devem se inscrever até o dia 25/02 pelo telefone 61 3310-7420.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

A Leitura em destaque e no palco aplaudida por muitos!

A emoção de Martha Medeiros depois de ser lida publicamente no palco do CCBB Brasília por Cássia Kiss, num flagrante de Rodrigo Machado

A noite de quarta-feira foi muito especial... No teatro lotado, com gente reclamando do lado de fora por terem fechado as portas, a literatura subiu ao palco! Fomos eu e Luiza ( sim, Luiza, que já ouvia leituras em voz alta, quando ainda nem sabia o que era voz alta, ou seja, na barriga), no friozinho seco das noites candangas, arriscar uma cadeira para assistir ao primeiro encontro promovido pelo projeto Escritores Brasileiros. No palco a atriz Cássia Kiss e a escritora Martha Medeiros! Cássia, maravilhosa e muitíssimo bem humorada fez a leitura de algumas crônicas do livro Doidas e Santas. A escritora, que antes havia falado um pouco sobre vida, obra e carreira, confessou emocionada que aquela era uma oportunidade nunca antes experimentada: ouvir alguém lendo para ela um texto dela e ainda observar "ao vivo" as reações de seus leitores. Terminada a leitura, foi a vez do público entrevistar a autora. Conversa mais que descontraída que só acabou porque, na programação, Martha ainda teria que autografar os livros de quem os quisesse levar para casa. Ver a literatura aplaudida no palco daquele teatro lotado me fez voltar pra casa mais leve e certa de que o prazer de ler começa mesmo a ganhar mais e mais espaço. Na plateia, homens, mulheres, crianças, um bebê... jornalistas, escritores, atores, bancários, aposentados, o Diretor de Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, funcionários públicos, estudantes, gente de várias formações que formaram um hábito comum: o de ler e ler por pura diversão! As leituras foram comoventes, instigantes, deliciosas. O projeto merece mesmo muitos aplausos. Palmas para Marcelo Andrade que o idealizou, neste formato e ainda com as oficinas que ocorrem nos fins de semana posteriores às apresentações no teatro e palmas para Luzineide Soares, gerente geral do CCBB, que o acolheu e palmas, principalmente para o público que compareceu em peso pra provar que literatura dá o que falar, recitar, escrever, acontecer!
Até março de 2011, Escritores Brasileiros fará ainda muito barulho na capital federal. Sábado próximo, dia 10/07  acontecem as oficinas de criação literária, também gratuitas, como toda a programação do projeto. Mais informações pelo telefone (61) 3310-7480