sábado, 13 de fevereiro de 2010

Campanha por mais livro e leitura na programação das Tvs


Carta Aberta:

O que falta para que o Brasil seja realmente um país de leitores?

Falta muito. Falta garantir a todos os brasileiros o acesso ao livro e às bibliotecas. Falta desvincular a leitura do rol de obrigações escolares, falta acreditar no poder do imaginário e da fantasia para transformar realidades. Falta o incentivo para que ler seja, acima de tudo, o que realmente é: um grande prazer! Falta, principalmente, fazer com o que a leitura esteja em toda a parte e que seja incluída no repertório de atividades das quais as pessoas não queiram abrir mão ou deixar em segundo plano. Na luta para que o Brasil se torne um país literário, estão unidos escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades das mais diversas áreas de atuação, anônimos... Várias ações se desenham e ganham força, na tentativa de ver a vontade de tantos se concretizar em ações. A semente plantada pelo Manifesto por um Brasil Literário, escrito e tornado público pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós começa a dar frutos. Uma grande campanha está sendo articulada com apoio e recursos institucionais e não são poucas as pessoas dispostas a dar vez e voz aos anseios de tornar o Brasil um país no qual se valorize com todas as letras a leitura literária, aquela que segundo Bartolomeu, "promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um - homens e mulheres - é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda ,bem dentro de si, um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo... E tudo, a literatura realiza, de maneira instransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: 'ele falou antes de mim' ou 'ele adivinhou o que eu queria dizer'."

Ainda temos um longo caminho a percorrer para que esse "tudo" que a literatura é capaz de realizar esteja ao alcance de todo cidadão brasileiro. E, com certeza, o caminho se tornaria bem mais curto com a ajuda do chamado quarto poder! Os meios de comunicação de massa são armas poderosas e especialmente a TV com sua enorme audiência poderia fazer muito pela literatura. Incluir o livro e a leitura em sua programação seja ela ficcional ou real, já seria um grande começo. Por enquanto são raríssimas, quando não ausentes, as cenas nos programas e nas novelas em que o livro aparece! Na ficção, sobram tentativas de imitar a realidade: personagens vivem dramas e cotidianos bem parecidos com o de muitos na vida real. E nunca ( ou quase nunca) lêem, frequentam bibliotecas, clubes de leitura, falam de livros, têm o rumo de suas vidas mudadas a partir do encontro com a literatura. Nunca presenteiam outras pessoas com livros. Na ficção das novelas e mesmo nos programas da Tv aberta, a literatura é praticamente ignorada. Crianças, jovens e adultos aparecem diante das câmeras nas mais diversas situações, influenciam comportamentos e hábitos ( não é à toa que o merchandising de produtos é cada vez mais presente na telinha) e infelizmente não incluem o mundo do livro e da literatura. Isso precisa mudar! É um pequeno passo que pode encurtar distâncias e fazer toda a diferença!

Essa é a carta que a Campanha por mais livro e leitura na programação das Tvs vai protocolar formalmente na direção da ABERT ( Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e encaminhar às diretorias de programação de todos os canais de Tv aberta no país. Vou acrescentar ao documento todos os comentários feitos nas postagens sobre a campanha e as matérias veiculadas na web e nos jornais sobre a Campanha. Quem quiser se manifestar ainda está em tempo!



4 comentários:

Anônimo disse...

Que coisa mais linda!!!!!!!!!!!!!

Pedro Antônio disse...

Fantástico!

Abraços.

Pedro Antônio

Raquel disse...

Como ratas de biblioteca, adoramos essa campanha e vamos divulgar para que outros amantes do livro possam participar.
Beijos e queijos
Raquel e Racutia

Célia disse...

Estou dentro dessa campanha da cabeça aos pés, pois me tornei uma rata de biblioteca e hoje não quero mais largar os livros.
Beijos e queijos
Maria Célia