segunda-feira, 29 de março de 2010

Dica de Leitura



Com um lápis vermelho nas mãos e a imaginação nas alturas, bem longe de qualquer julgamento, Haroldo, um garoto criativo e talentoso, resolve desenhar um quadro na parede de seu quarto e, depois de entrar no próprio quadro, pode ser o que quiser. EStica, encolhe, anda sobre o mar, se descobre maior que as montanhas ou menor que uma flor e vive aventuras deliciosas, levando o leitor à tiracolo em todas as suas viagens. Haroldo vira gigante tem texto eilustrações de Crocket Jonhson. Foi traduzido por Gian Calvi e no Brasil saiu pela Global, numa coleção bem bacana, a Crianças criativas. Ainda é possível encontrar os kits com livros, o VHS com os desenhos animados das histórias e até alguns fantoches. Mas só o livro já é um grande presente. Haroldo desenha casas, cidade, florestas, montanhas, mar, nuvens, aves e parte para uma viagem no mundo do faz de conta. Mais desenhos, mais desafios. Vive, assim, situações, inusitadas, perigosas, mas todas elas fáceis de serem desvencilhadas. Sendo personagem de sua própria história, ele se vê ora pequeno, ora um verdadeiro gigante para enfrentar os obstáculos surgidos no caminho. Haroldo era tão grande que podia andar pelo mar sem afundar. Ao realizar a viagem com Haroldo, o leitor certamente se identificará porque é no imaginário infantil, na fantasia e no lúdico que a criança constrói o seu dia-a-dia. Ao entrar no quadro com Haroldo, questões de estética, linguagem, proporção e de comportamento também poderão ser vivenciadas. A ficção, com seu poder criativo, possibilita um olhar sensível sobre o real.



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