quarta-feira, 17 de março de 2010

Sua majestade, o livro!

Livros por toda parte! Em Pirenópolis há muitas árvores de flores, há também limoeiros, jabuticabeiras, palmeiras e, claro, pequizeiros, mas durante a Festa Literária uma outra bela espécie surgiu na Praça da Leitura: a "historieira" com livros e histórias pendendo dos galhos, alimentando corações e almas!
Pé de Livro, sim senhores!

Ipê carregado de flores e histórias. Num dos galhos, a minha Fada Emburrada! Que honra!

Teve também varal de livros...

... e a meninada curtindo as histórias no estande da Arco-íris.

No palco da Praça, muitas leituras. Aqui, o companheiro da Casa de Autores, Marco Miranda, que agitou o espaço com muita criatividade, recitando a fábula em versos de meu livro mais recente: JK, o lobo-guará, Editora Melhoramentos, com texto meu e ilustrações de Jô Oliveira.

 
 Outro momento de muita alegria foi presenciar a estudanteNaraian do 6º ano do Ginásio Municipal de Pirenópolis, fazendo a leitura pública, também no Palco da Praça, de meu livro A Fada Emburrada, Editora Elementar, com ilustrações de Romont Willy. Naraian, que tem onze anos de idade, depois veio falar comigo e me disse que adora desenhar e inventar suas próprias histórias.

terça-feira, 16 de março de 2010

Dias intensos em Pirenópolis

Café da manhã na Pousada Casa Grande, momentos de encontros.

Almoço e jantar sempre no restaurante Tilapa, que tão saborosa e carinhosamente nos acolheu, o sorriso meu e do André Neves foi depois de um dos almoços!

Mestre Vladimir Carvalho na janela do Tilapa, também depois do almoço. Vejam a cara de feliz!

No palco do Theatro, assim mesmo com "Th" os músicos e griots do Guaimbê durante o ensaio da opereta caipira O Tal do Quintal.

No cinema lotado, a solenidade de abertura da segunda Flipiri!

A homenageada, eterna estrela Eliane Lage.

Do cinema para a Praça da Leitura, todos seguiram a pé em cortejo, atrás da homenageada, pelas ruas de paralelepípedos do centro histórico...

Cortejo conduzido pelo ritmo contagiante da Banda de Couro do Cine Pirineus.

A atriz e escritora Eliane Lage, moradora de Pirenópolis e grande homenageada da Flipiri, cortou a fita e, oficialmente, abriu as atividades na Praça da Leitura.

Sessão de autógrafos com Eliane Lage no Espaço do Escritor. Sucesso total a autobiografia Ilhas, Veredas e Buritis.

Eu, honradíssima, ao receber o primeiro autógrafo da noite! Desde a primeira Flipiri, Eliane se encantou com Luiza e nesta hora perguntou por ela, que só chegaria na noite seguinte. Na primeira edição da Festa, Luiza estava apenas com dois meses e não perdeu nada da Flipiri. Aliás, até ganhou de presente uma bela homenagem de Ignácio de Loyola Brandão, em crônica sobre a Festa de Pirenópolis, no Estadão. Ignácio, que também voltou este ano.

Flipiri 2010, o segundo dia da Itinerância

No segundo dia da itinerância - que para quem ainda não sabe é a Flipiri nos povoados e municípios dos arredores de Pirenópolis, projeto pelo qual a Secretaria de Educação adquire livros antecipadamente, distribui aos alunos e nos dias da Festa Literária Itinerante, os autores visitam as comunidades escolares que trabalharam seus livros - comecei bem cedo na companhia das escritoras Corinta Maciel e Maria Célia Madureira. Visitamos a Escola Municipal Luciano da Silva Peixoto, em Pirenópolis. Na segunda Flipiri, a Itinerância chegou a dez povoados e visitou ainda seis escolas em Pirenópolis, antes da abertura oficial da Programação no Centro Histórico de Pirenópolis. Os encontros foram uma Festa à parte!
Manhã de quinta-feira, dia 11/03, público atento na E.M. Luciano da Silva Peixoto.

Na volta, eu Maria Célia e Corinta numa visita à Sede do Grupo Guaimbê, pontinho, ponto e pontão de Cultura com importante trabalho de arte-educação e resgate das tradições em Pirenópolis. Guaimbê, coordena por lá brincadeiras de roda, ciclos de leitura e contações de história. Produz vasto material literário e audiovisual e apresentou este ano, além do projeto sementes de leitura com o grupo Flor de Pequi, o emocionante espetáculo teatral O Tal do Quintal, uma opereta caipíra encenada por Griots de 70 a 90 anos de idade!

À tarde tomei o rumo de mais um povoado...

Botei literalmente o pé na estrada, ou melhor na água!

Pra chegar na escola do povoado rural de Bom Jesus, passei por três riachos de água límpida e lá encontrei duas salas de aulas, duas professoras e turmas multiseriadas: uma de primeiro a quarto ano e outra de quinto a oitavo. Crianças que acordam antes das cinco da manhã e ficam na escola até duas da tarde porque o transporte só passa três vezes por lá.

Fui recebida por meninos e meninas que assim como a Mariana da minha história com a Bia - A menina que pescava estrelas - também piscavam estrelas e carregavam nos olhos um brilho indescritível! Receberam-me com estrelas nos olhos e versos criados coletivamente por eles.

Conversamos um bocado, contei e ouvi várias histórias, vi os desenhos e os poemas que criaram para meus livros. Brincamos, cantamos e até desemburramos além da minha Fada Emburrada, o Simão, que ficou muito bravo com uma coleguinha e depois de tantas cantigas e histórias esqueceu a bronca pra dar algumas gargalhadas deliciosas!

Flipiri 2010, muito mais que livros e histórias...

Nem só de livros e histórias se faz uma Flipiri.. A segunda edição da Festa Literária de Pirenópolis proporcionou a todos os envolvidos: organizadores, autores, leitores e visitantes, momentos que vão ficar na memória. Imagens que não se descolarão da retina, vivências que se eternizarão nas lembranças. Ainda em Caxambu, depois do encontro com as crianças na escola fui à casa de Maria. Maria, que lá em Caxambu é simplesmente Maria. Maria que não se angustia com o corre-corre de quem nunca se sacia e quer sempre mais do dia-a-dia. Maria que sabe viver o melhor de cada dia, que mistura no real, a mais pura fantasia  e nos inebria com toda a sua alegria!

Maria nem percebia, acho que nem via o encanto que sua florada no jardim me trazia

Também não via, no meu da rua, a romaria por uma senhora que andar e se mexer já não podia, e que era então carregada de casa em casa no povoado para fazer também a sua reza. Mistura de fé e poesia!

Não via ainda o marido a torrar no fogão à lenha o café que nos serviria.

Café torrado e moído manualmente, na hora, inesquecível iguaria que provei na casa de Maria. Aliás, inesquecível como o belo sorriso de Maria!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Primeiros momentos da Flipiri: A chegada e o primeiro dia de Itinerância

Assim começou mais uma Festa Literária de Pirenópolis. Na quarta-feira 10/03, sol a pino e a chegada da "Van Filosofia" que desembarcou por volta do meio-dia em frente à Pousada Casa Grande, trazendo de Brasília dez pessoas da Casa de Autores, piloto e co-piloto  além da "pouca" bagagem aí de cima! Foi o tempo de chegar e pegar o rumo da Itinerância: Em dois dias, dez povoados visitados e várias escolas em Pirenópolis.
Minha primeira parada foi em Caxambú. Delícia de encontro com a meninada atenta do povoado simples de gente que se ocupa do cultivo de flores e de uma vida repleta de belezas. Fui recebida com pirulitos, corações, crianças ansiosas e uma canção feita para o meu Jacaré Bilé, que já havia sido lido por todos os alunos da escola - a única do povoado, que briga para ter pelo menos uma turma de educação infantil, onde só há os primeiros anos do ensino fundamental.
Depois de muita conversa sobre livros e histórias, contações e roda de cantigas, pausa para o bolo e o suco inesquecível de limão china e maracujá. Antes de ouvir a despedida e a promessa de que quando eu voltar poderei ouvir as histórias das crianças sobre nosso encontro. Ouvi de um garoto ao longe. "Deus te abençoe, Alessandra!" E foi ele quem me abençoou com tanta ternura ao dividir comigo a sua fé! Antes de voltar para Pirenópolis ainda conheci o mágico espaço da Arca das Letras, que fica numa pequena sala embaixo da caixa d'água, ao lado da escola de Caxambú!

Dica de Leitura

Entre os vários presentes que ganhei na Festa Literária de Pirenópolis, um me deixou tomada de emoção: uma edição antiga e já bem lida do lindo A árvore generosa, de Shel Silverstein, traduzido por Fernando Sabino. A escritora Maria Célia Madureira, muito amiga do famoso rato de biblioteca Racumim, da dupla Racumim e Racutia - sucesso absoluto entre a garotada em Brasília e nas feiras por onde passa - foi quem me deu o presente. Já com as páginas bem amareladas e com uma dedicatória tão generosa quanto a árvore do livro, o exemplar pequeno e cheio de histórias, agora vai para a minha estante dos livros do coração! Não podia deixar de ser a dica de hoje.


 O livro A árvore generosa foi publicado pela primeria vez em 1964 e desde então vem emocionando leitores por todo o mundo. Saiu agora em uma novíssima edição pela Editora Cosac e Naif e pode ser encontrado nas prateleiras de muitas livrarias. Conta a história de uma árvore, de um menino, do amor da árvore pelo menino, do menino pela árvore, da vida e do tempo. Fala de amizade, generosidade e de respeito à natureza. É uma fábula ecológica que não é boba ou didática e que consegue dar muito bem o seu recado. Além do texto, todas as ilustrações são de Shel Silverstein.
O autor e ilustrador viveu a contra-cultura dos anos 60 e foi um ativista de valores como desarmamento e ecologia. Sua defesa era por um estilo de vida simples, próximo à natureza, o que o levou a se popularizar também como letrista de canções no estilo country.

Influenciado pelo contexto da Segunda Guerra Mundial e por ter servido o exército norte-americano na Coréia nos anos 50, Silverstein expressa preocupações de quem passou pela experiência da guerra. Daí seu engajamento contra o uso de armas, o excesso de consumismo e a destruição da natureza.Pode-se dizer que a grande virtude desse autor é conseguir dar um tratamento leve e bem humorado para assuntos muito complexos, que envolvem visões e postura de vida. O traço essencial que utiliza poucos elementos gráficos e apenas a cor preta, nos faz apreender sensivelmente toda sua filosofia: a aposta num mundo sem guerras, de respeito e sintonia com a natureza.


.A ÁRVORE GENEROSA - UMA APRENDIZAGEM DO AFETO




Este é o título mais conhecido de Shel Silverstein. Um clássico de 1964 que já comoveu gerações com a história do amor entre uma árvore e um menino. A capa - em preto-e-branco nos outros livros do autor - aqui é colorida em dois tons de verde, nos dando logo uma pista da importância do caráter ecológico da fábula.
A árvore é a amiga amorosa que dá tudo ao menino: suas folhas, seus frutos, sua sombra. O menino também ama a árvore, a grande companheira de todos os dias: sobe em seu tronco, se pendura nos galhos, brinca de esconde-esconde. Até que vai crescendo, se torna adolescente, depois adulto. E, pouco a pouco, deixa
a amiga de lado.
"Estou grande demais para brincar", diz o menino, que então precisa de dinheiro para comprar "muitas coisas". A árvore fornece suas maçãs, para o jovem vender. Depois seus galhos, para o homem construir sua casa. E a história acompanha o passar do tempo até a velhice do homem - que até o fim, já bem velho e cansado, ainda é chamado de menino pela árvore.
Em primeiro plano, uma lição de consciência ecológica: o homem pequeno, mesquinho, frente à generosidade e a força da natureza. No entanto, a dinâmica que vemos entre o menino e a árvore fala também da passagem do tempo e dos valores que são reavaliados com ela. A árvore ensina, por meio do afeto, uma relação de troca sincera e desinteressada - essa que o homem parece desaprender nas exigências da vida adulta.

Espaço Jô Oliveira, ainda em tempo!

Peço paciência aos leitores diários do blog, mas depois da ausência de cinco dias, muita coisa eu tenho pra postar... Começo pelo Espaço Jô, que deveria ter trazido um novo desenho na última sexta. Publico mais um exclusivo, um dos primeiros esboços para o nosso livro JK, o lobo-guará, que saiu pela editora Melhoramentos. JK, no livro ganhou outros ares, outras cores e este que revelo agora ficou para a galeria de talentos do Jô e do espaço dedicado a ele aqui!

domingo, 14 de março de 2010

Retomada em breve!

Acabo de chegar de Pirenópolis, depois de cinco dias muito intensos, de experiências encantadoras e gratificantes, de encontros e vivências apaixonantes na Flipiri 2010. Cheguei sem voz, mas com a alma em festa e hoje, apenas me desculpo pela ausência dos últimos dias. Em breve, colocarei aqui alguns relatos e muitas fotos da edição 2010 da Festa Literária de Pirenópolis.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Segunda Edição da Festa Literária de Pirenópólis começa esta semana!

Depois do sucesso da primeira Flipiri, em fevereiro do ano passado, está tudo pronto pra mais uma edição da Festa que já cativou o público e o calendário dos eventos literários do páis. Em clima de confraternização e muita alegria, escritores, ilustradores, editores e apaixonados por livros e arte transformam a já encantadora cidade histórica de Pirenópolis, em Goiás, há pouco mais de 100 km de Brasília, num lugar ainda mais cativante! Casa de Autores já se prepara para embarcar rumo aos Pirineus na próxima quarta-feira. O grupo vai se juntar aos muitos escritores e artistas da Região e aos convidados especiais desta segunda edição da Festa - Moacyr Scliar, Ignácio de Loyola Brandão e André Neves - para homenagear a escritora e atriz Eliane Lage, que mora em Pirenópolis e também para comemorar em grande estilo os 50 anos de Brasília, outro tema da 2ª Flipiri!
A programação completa, você confere aqui:

Dica de Leitura

A dica de hoje é especial e traz ao invés de um, três livros, todos de Elisa Lucinda, com ilustrações de Graça Lima. ganhei os três de presente hoje, da querida Adriana Dornellas companheira de blog e de andanças, que foi assistir no fim de semana a incrível e multitalentosa Elisa Lucinda no espetáculo Parem de falar mal da rotina, aqui em Brasília. Os livros me encantaram na hora, o tom divertido, a escrita solta e natural, a poesia tão viva das palavras de Elisa lapidadas com cuidado e maestria, os traços e as cores de Graça Lima. Não resisti: a Coleção amigo oculto, da Editora Record é a dica de hoje!


O que é o que é? Brincadeiras de adivinhação sempre fizeram parte do universo infantil. É uma forma divertida e original de se aprender algo mais. Pensando nisso, a Editora Record lançou a Coleção amigo oculto: três títulos com texto de Elisa Lucinda e ilustrações de Graça Lima. Os livros são charadas sobre personagens estranhos, mas sempre presentes nas vidas de crianças e adultos. Jogos de adivinhação em forma de poesia, onde o colorido das figuras de Graça torna-os ainda mais interessantes para os pequenos. O primeiro deles, O ÓRFÃO FAMOSO, conta a história de um menino solitário, pouco amado, mas do qual ninguém consegue se livrar. Um pequeno órfão que nos ensina muitas coisas. A charada a decifrar na leitura desta história é justamente qual o nome do menino. Mas é só seguir as pistas: “Sou necessário/e na vida é impossível me evitar./Sou quem honra o seu compromisso de novamente tentar./Tenho mais um segredo,/dele você vai gostar:/Aquele irmão que falei no começo/se chama Acerto, que é onde você vai ganhar./Bem, chega de enrolar,/há muito tempo dizem de mim,/(e eu não sei quem foi que disse)/que me fazer é humano/mas persistir em mim é burrice!/Pode me pronunciar, não tenha medo./Ponha a cabeça no travesseiro olhando pra mim/e diga baixinho bem assim: “Seu nome é Erro,/você é meu mestre, meu querubim.” O segundo é LILI, A RAINHA DAS ESCOLHAS, uma menina que assusta e confunde, mas é sempre muito importante. Há até quem ache que ela é quem nos faz o que somos. Para entendê-la, é só observar o que ela diz: “ou você me leva sempre contigo/ou então vai ser sempre escravo!/Não parece,/mas quanto mais você me assumir,/maior será sua responsabilidade,/e não adianta eu ser só bandeira/tenho também que ser de verdade./ Agora, abra a portinha da gaiola do seu coração,/imagine que eu seja um passarinho, me ponha na palma da mão/e diga pra mim:/Lili, minha LIBERDADE,/eu já te entendi, /pode sair, não vou te prender mais não!” O último dos livros-charada é O MENINO INESPERADO. Um prenúncio de perigo, cuja presença pode fazer tremer. Mas andar longe dele é perigo ainda maior. Quem será? “Nunca existo/se alguém não me inventar!/Também não adianta/fingir que não é contigo,/e me deixar pra lá./Desse modo/vou te seguir/vou te impedir,/vou te prejudicar/além de te atazanar./E como uma indesejável sombra/sempre te acompanhar./Um dia você tem/que se virar/olhar pra mim,/perguntar,/me ver indagar e ao mesmo tempo responder:/Eu sou o seu MEDO,/pareço maior que você?/Você vai entender que ao me encarar/pode se curar/pode me desmanchar/posso desaparecer/pra você conhecer/minha melhor vantagem./É que nessa hora /eu me transformo/no pai da coragem.” Elisa Lucinda é jornalista, mas se tornou conhecida do público ao unir outros dois de seus talentos: o de atriz e de poeta. (fonte: editora Record)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Espaço Jô Oliveira

Hoje tenho a imensa alegria de dividir com o Jô este espaço tão dele, tão nosso! Chegou hoje, pelo Correio o livro JK, o lobo-guará com texto meu, uma fábula em verso sobre Brasília e lindas ilustrações do Jô. Nossa primeira parceria acaba de sair do forno, o lançamento será em Pirenópolis - GO, durante a Flipiri que começa na próxima quinta-feira 11/03. O livro é da editora Melhoramentos e os dois cartazes aí de baixo foram feitos especialmente para o lançamento. A capa do livro eu ainda não vou mostrar pra fazer um suspense!


quarta-feira, 3 de março de 2010

Lançamento do livro Rosa Morena de Íris Borges e Jô Oliveira na Biblioteca Demonstrativa em Brasília

Amanhã, quinta-feira (04/03) é dia de festa na Biblioteca Demonstrativa de Brasília com mais um lançamento de Íris Borges pela Editora Callis. Distribuidora de Livros, membro da Diretoria da Câmara Brasileira do Livro e Agente Literária, Íris estreou como escritora este ano e em grande estilo! Também com a Editora Callis lançou primeiro em Guadalajara, no México, a Coleção Eu Amo, com cinco belos volumes sobre a paixão pelo mundo dos livros ( Eu Amo Livros, Eu Amo Escritores, Eu Amo Ilustradores, Eu Amo Editoras e Eu Amo Bibliotecas ), todos com cuidadoso projeto gráfico de André Neves. Empolgada com os bons ventos, Íris nos apresenta mais um livro novo: Rosa Morena em parceria com o querido Jô Oliveira. Aliás, nosso Espaço Jô Oliveira publicou aqui em primeira mão as primeiras ilustrações feitas para o livro que só agora chega às livrarias.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dica de Leitura


Parece feito a mão! O belo e delicado conto de Renata Fahrat Borges, ilustrado com as colagens de Silvia Amstalden revela na pureza de uma amizade a lembrança de um tempo que se eternizou na memória e que não envelheceu! Amigagem não é só neologismo poético carregado de nostalgia. É prosa que encanta e que nos convida a tecer também entre nossas lembranças um fino bordado de boas e ternas recordações. Amigagem é livro indicado para todas as idades, é daqueles que não termina quando o fechamos, depois da última frase. Fica soprando contentamento e sussurrando maravilhas em nossos ouvidos, em nossos pensamentos, em nossos corações. É história que enche a alma e que ilumina o pensamento. Não é à toa que foi enfeitar o Catálogo dos Títulos Brasileiros para a Feira do Livro Infantil de Bolonha!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dia de apreensões e de uma grande tristeza.


 A Literatura fica mais triste hoje com a morte do bibliófilo José Mindlin. Aos 95 anos, ele morreu em SP depois de uma vida dedicada ao amor pelos livros. Mindlin foi dono do maior acervo particular de livros e periódicos do país. Começou a montar sua biblioteca aos treze anos de idade, em 2006 doou mais de 40 mil títulos para a Universidade de São Paulo. Dono da cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras, Mindlin não se cansava de dizer que não tinha um livro preferido e sim vários. Era um garimpador e tinha entre suas pérolas particulares, a versão original do livro Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa e a primeira edição de Os Lusíadas, de Camões. Além do vazio e da tristeza que a perda de Mindlin nos deixa, o domingo foi de grande apreensão por conta dos amigos escritores, ilustradores e editores que enfrentam dificildades no Chile pós terremoto. Cerca de 40 Brasileiros participavam do Congresso Ibero-americano de Literatura Infanto-Juvenil em Santiago e ,depois do susto com os tremores e a destruição, não conseguem voltar para o Brasil. Por aqui uma grande corrente se faz para passar as informações dos que estão por lá e também para tentar agilizar junto às autoridades brasileiras o retorno em segurança de todos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ideia Genial que precisa ser espalhada, repassada, imitada!

Não é a primeira vez que ouço falar de iniciativas do tipo, mas achei bem legal partir de uma prefeitura. Tomara que se multiplique!


"Esse livro é de quem achou, leia e passe adiante". Estratégia da prefeitura de Nova Friburgo para incentivar a leitura em toda a cidade.


Livros espalhados pela cidade fazem parte do conjunto de ações que vêm sendo desenvolvidas em Nova Friburgo (RJ), município que conta com a primeira Secretaria de Leitura do Brasil. O profissional de Artes Cênicas e conhecedor das técnicas de contação de histórias, Francisco Gregório da Silva Filho, assumirá a secretaria até o final do mês de março. Ele é servidor público federal do quadro da Fundação Biblioteca Nacional, vinculada ao Ministério da Cultura. Foi coordenador do Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler) na década de 1990 e atuou como presidente da Fundação Cultural Elias Mansur, no estado do Acre.

Fonte: MinC

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Espaço Jô Oliveira




Jô nos conta que a rica ilustração aí de cima foi feita inspirada na versão do conto de fadas A Bela Adormecida, escrita pelo famoso cordelista J. Borges, reconto aliás, ainda não publicado em versão ilustrada.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Encantadora de miúdos e graúdos, agora imortal!

Às vésperas de completar 91 anos de idade, a escritora Tatiana Belinky, já imortalizada por sua obra, delicada, bem-humorada e irreverente como a própria escritora, estará agora oficialmente entre os imortais paulistas. Tatiana é um exemplo de vitalidade! Quando estive com ela em outubro de 2009, tomamos um café num fim de tarde em sua casa em São Paulo. Ela chegava de uma visita a escola onde estivera com cerca de 200 crianças e estava mais serelepe que a molecada toda junta. Ao telefone, quando combinávamos nosso encontro ela falou de suas visitas escolares orgulhosíssima da própria disposição e ensinou-me, sussurrando com a voz carregada de poesia que o que pra muita gente aos 20, aos 30 ou aos 40 anos de idade pode parecer exaustivo, cansativo e desgastante; para ela, aos 90 é vida em estado bruto!
A notícia aí embaixo é do Boletim da Editora Brasiliense, encaminhada pelo amigo editor Fernando Franco lá de Juiz de Fora! Contos,cantos e encantos comemora com a Academia Paulista e com a querida Tatiana, mais essa conquista!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pequenas lembranças literárias

Hoje acordei sustenida, querendo um sopro a mais de vida pra embalar a rotina em papel de presente e derreter em arco-íris tudo o que carece de um tom a mais. Hoje esbarrei no normal de todo dia e ainda assim continuei sustenida, imaginando os passarinhos do Quintana, as belezas do Bartolomeu, os rios e as pedras do Tavinho, o quintal do Manoel, as Minas de Drummond e as trilhas do Rosa. Sorri com Clarice várias vezes e fiz minha felicidade também Clandestina. Provei os doces sabores de Cora, rodopiei com Cecília e sua pequenina bailairina, empunhei o condão de Fernanda e transgredi com sua Clara Luz leis terrestres e siderais. Quis ser bruxa como a Belinky e desengolir a pílula falante da Emília só pra mergulhar no silêncio inquietante das palavras talhadas no coração. Teci com Marina uma trama infinita de sonhos e sinto que só preciso agora de uma Bolsa amarela, costurada pela Lygia pra guardar toda a emoção que a Literatura me revela a cada dia! Ler é muito mais que um prazer, é um sentido para tudo, é o combustível que faz mover o carro dos sonhos!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dica de Leitura

O que você faria se encontrasse na sua frente um buraco na parede? Tentaria descobrir o que existe do outro lado, ficaria curioso e não se arriscaria, ou entraria pra valer na aventura de desvendar o mistéio do buraco na parede? Alice não teve dúvidas, mergulhou no buraco da fechadura e viajou pelas Maravilhas da imaginação, muitos outros personagens descobrem mundos dando asas à fantasia. Neste livro de Marcelo Cipis não é diferente!

DE PASSAGEM, de Marcelo Cipis, Ed. Companhia das Letrinhas é um delicioso mergulho pelo inesperado.Em um cômodo vazio, com um buraco na parede, está um homem vestindo terno preto. Ele entra nesse buraco, que o leva à página seguinte: outro aposento, alguns objetos, outro contexto e novos buracos na parede. Cada página, com sua saída, leva-o para a seguinte, com diferentes ambientes e situações. Um livro só de imagens para as crianças passearem por um universo imaginário repleto de referências do mundo real. Perceber as semelhanças faz parte da brincadeira. A outra será folheá-lo diversas vezes seguidas. Marcelo Cipis já venceu duas vezes o Prêmio Jabuti. Se você já teve curiosidade para descobrir o que há do outro lado do espelho, o que se vê pelo buraco da fechadura, o que está dentro dos baús, atrás das portas, embaixo das camas... enfim, onde algo parece se esconder, você não vai resistir ao convite para explorar também a Passagem do Marcelo Cipis!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Livro também dá samba e carnaval campeão!

Uma história sobre livros foi a grande sensação do carnaval carioca e devolveu, depois de mais de 70 anos, o título de campeã à escola de samba Unidos da Tijuca. Os mistérios de Alexandria e o grande incêndio que destruiu sua biblioteca famosa, queimando os livros surpreenderam na Avenida e empolgaram todo o público.
A comissão de frente da Escola azul e amarela, em que mulheres trocavam de roupa como num truque de mágica, virou ícone do Carnaval e tirou nota máxima dos jurados. A ideia do enredo da Escola veio através de um site de relacionamentos. O adolescente Vinícius Ferraz, de 14 anos, enviou uma mensagem para o carnavalesco da Escola, Paulo Barros e ele gostou da sugestão. Na quarta-feira, o jovem estava ao lado de Barros durante a apuração, bastante orgulhoso. Ele contou que tudo começou por causa de um livro, depois de ler Atlantis, do candaense David Gibbins, ele decidiu sugerir o tema, que, na Passarela do Samba, acabou faturando o carnaval carioca deste ano.

foto de Carlos Moraes da Agência O Dia

Terceira escola a entrar na Avenida no domingo, a Unidos da Tijuca levou para a Sapucaí um enredo sobre os diversos tipos de segredo e fez um desfile histórico. Com alegorias originais e inovadoras, a escola conseguiu produzir um espetáculo visual perfeito.
O abre-alas, reproduziu o incêndio que destruiu a Biblioteca de Alexandria na Antiguidade, encantou o público e foi aplaudido do início ao fim. Em termpos de Movimento Brasil Literário e da Campanha por mais livro e leitura na programação das tvs abertas, a consagração da Unidos da Tijuca, além de confirmar que livro também dá samba, vem mostrar que apostar nos livros e na leitura literária é sempre uma grande ideia!

Espaço Jô Oliveira

Vejam só que bacana! Temos a honra de conferir aqui no Espaço Jô Oliveira um trabalho ainda em estudo, não sabemos se irá ou não estampar as páginas de algum livro, mas já podemos conhecer em primeiríssima mão este desenho que ainda faz parte das experimentações do ilustrador ainda descobrindo a história dentro dele! Com vocês ( talvez) João Grilo, por Jô Oliveira.
"Olá Aless,

Recebi um texto do cordelista Arievaldo Viana sobre a infância do famoso João Grilo, personagem muito festejado do cordel nordestino.Ainda não achei a maneira certa de ilustrar esse livro. Estou lhe mandando uma primeira tentativa.
Beijos ,
Jô Oliveira."

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Dica de Leitura

O céu, se pudesse ser traduzido numa só palavra
, talvez se explicasse melhor sendo só poesia! Neste livro, Roseana Murray, que tem versos no olhar e enxerga tudo com oum lirismo delicioso, fisga uma estrela cadente e nos leva a passear por mistérios e solidões que só a amplidão celeste consegue abrigar e guardar e revelar, às vezes, de forma desconscertante até. Poemas do céu é uma coletânea que reúne bem mais que infinito e e belezas siderais, revela no olhar poético da autora e da ilustradora, Mari Inês Piekas uma cumplicidade apaixonada. Cores e palavras se tecem em harmonia e a cada página nos convidam a desamarrotar nossas próprias asas para passear com elas entre os astros celestes. O livro é da Editora Paulinas e foi lançado em 2009. É daqueles que a gente não consegue largar e que mesmo depois de terminado, fica bem perto pra ser relido, abraçado, guardado entre os livros do coração!

Minha História de amor pelos livros, por Dalva Moura

A Dalva é dentista e também contadora de histórias, mora em Natal, no Rio Grande do Norte e também mandou uma história de amor à leitura para o Concurso do blog. Abaixo um trecho da história dela

"A única certeza que tenho no que diz respeito a esse amor que aqui vou tentar justificar, é que ele é tão antigo, precioso e encantador que chego a me confundir, se realmente existiu um espaço de tempo onde este grande bem querer foi plantado em mim, ou se já nasci com ele, herança de um pai que apesar de não possuir diplomas acadêmicos tinha uma íntima relação, extremante prazerosa com a leitura.

Me pego sorrindo, como criança buliçosa, que remexe escondidinha os grandes tesouros de um velho baú..."
Para ler tudo clique aqui

Se você também tem uma história de amor pelos livros, manda pra gente alessandraroscoe@uol.com.br , pois ela aqui vale prêmio!