terça-feira, 15 de setembro de 2009

Um caderninho amarelado pelo tempo

Remexendo gavetas e revirando coisas encontrei um verdadeiro tesouro: um caderno amarelado pelo tempo que guarda lembranças e sorrisos, muitos sorrisos em suas páginas. Guarda também sabores, imagens, árvores e quintais. Tristezas, angústias, medos e alegrias de um tempo que não volta mais. Na capa com a caligrafia arredondada de menina que sonhava poder abraçar o mundo, um título quase filosófico: Pedaços de mim. Com apresentação e dedicatória, aos nove anos de idade escrevi meus primeiros poemas e minhas primeiras crônicas.
Alguns cheios de incertezas outros nos quais ainda me vejo de maria-chiquinhas embalada por balanços e gangorras que me levaram ao céu e que também me fizeram despencar algumas vezes conhecer os arranhões, as cicatrizes.
Dona Romilda ( minha mãe), que por quase 30 anos guardou o caderninho, e entre uma mudança e outra não deixou que se perdesse, hoje não pode imaginar a alegria que me deu ao permitir que eu revisite sempre aqueles dias encantados de simplesmente ser criança!

"Classificados

Procura-se um amigo verdadeiro
que seja muito sincero
E que comece comigo
da estaca zero.

Procura-se uma esperança,
um renascer,
uma lembrança,
o seu jeito de ser.

Procura-se um amor
que seja pleno, inteiro
e sem medo ou pavor
faça todo o resto parecer passageiro.

Procura-se uma aventura...
Estar num deserto
ou a mil metros de altura
Sentir, enfim, que o certo
nem precisa ser descoberto.

Alessandra Pontes Roscoe em 03/11/1979"

Um comentário:

Adriana Dornellas disse...

vale corujar amigas ??? Lindinho o poema! O meu caderninho não marelinho e nem era pequenininho...mas era MEU caderninho!