terça-feira, 17 de maio de 2011

Tecendo Histórias em Pirenópolis

No sábado, fui recebida por um público atento e super animado, às 11 da manhã no lindo Theatro Pyrenópolis. Imaginei que sem as crianças das escolas, com tantas atividades na programação e ainda a concorrência do dia lindo e os convites para aproveitar o sol e as cachoeiras de Piri, eu fosse falar para uma dezena de amigos, mas fui surpreendida por um teatro repleto!

Tecendo histórias - nos fios do dia-a-dia se constrói a fantasia é quase uma conversa ao pé das páginas de meus livros entremeada com histórias, memórias, cantigas e as histórias de cada história.
No palco os balanços da opereta encenada na noite anterior e o olhar de Cora Coralina puseram minha alma para brincar e poemar!

Cantei as músicas feitas para as histórias e tive coro o tempo todo!

Até quando os acordes das cantigas silenciavam...

... foi muito especial!
Tão especial quanto as palavras do amigo Marcelo Benini, poeta talentosíssimo que conheço desde os tempos de escola, na Flipiri com seu livro: O capim sobre o coleiro, ou tentativas para ausência de chão, com o qual me emocionei e perdi o chão. Marcelo escreveu-me suas impressões sobre a Festa e com a devida autorização do autor eu publico aqui o belo e-mail:

"Alê, 
 
Quando os filhos crescem, a gente vai aos poucos se afastando do mundo da fantasia e começa a levar tudo muito a sério. 
Foi assim que eu me sentei no teatro para ver a sua apresentação. Estava lá apenas como um
amigo prestigiando o trabalho de uma amiga. E, confesso, me mantive assim nos primeiros minutos. 
Mas aconteceu a mágica da história bem contada! À medida que ouvia, os pontos de tensão do corpo do adulto foram relaxando, desistindo de tentar parecer sérios, carrancudos e "maduros". Quando eu dei por mim estava feliz da vida sonhando, batendo palmas e cantarolando suas canções. Deu uma vontade danada de que venham logo os netos!!
 
                                         **
 
No domingo estava tomando café-da-manhã na pousada e, na mesa ao lado, um casal com um filho de uns 7 anos.
A mãe disse assim:
- Ontem você se divertiu, né filho?! Como é mesmo aquela musica?
E os três começaram a cantar:
- Bilé, bilé, bilé... o jacaré mané!!
 
Adorei. Parabéns!"


A minha FLIPIRI começou na praça!


Na manhã da sexta-feira, dia 13/06 antes mesmo das oito horas, as turmas de 1º a 3º anos das escolas municipais de Pirenópolis já estavam a postos, foi um despertar cheio de animação com Contos, cantos e encantos!
No Palco da Praça, fiz leituras de meus livros, contei e cantei histórias para uma turminha pra lá de animada e sedenta de novidades! Alguns de meus livros já eram conhecidos da meninada e até as cantigas tiveram coro afinado! Uma delícia!


O melhor da festa é sempre o encontro com as crianças e assim, no meio da Praça, com todo o repertório de olhares e risos, com a interação total, ficou bem melhor!

Falei também das histórias de cada livro, do processo criativo e da minha inspiração diária em casa com as crianças...

No tapete 3D contei O jardim encantado, história minha, ilustrada por Beatriz Roscoe Cavalcante e publicada pela Franco Editora.

Da Praça fui ao Centro de Educação Infantil e por lá experimentei com bebês e crianças de até quatro anos de idade muitas palavras e leituras. A Fada Emburrada, O Jacaré Bilé e História pra boi casar foram os livros preferidos dos mais miúdos!

Assim começou oficialmente mais uma Flipiri

A 3ª Flipiri começou bem antes da abertura oficial no Theatro Pyrenópolis. Teve início quando terminou a 2ª edição em março do ano passado, com a escolha do tema e da homenageada, com as oficinas que ocorreram com alunos e professores ao longo do ano e na Itinerância, que desta vez percorreu 10 distritos, incluiu também as escolas estaduais e atendeu mais de 5 mil alunos!  Na noite do dia 11/06  a Festa foi aberta em tom solene para toda a cidade, com a presença das autoridades locais, dos escritores convidados e da filha de Cora Coralina, homenageada da Flipiri este ano. Vicência Bretas Tahan, é a caçula de Cora Coralina, vive em São Paulo, é a única herdeira viva da poeta goiana e durante a solenidade quebrou todos os protocolos, brincou ao receber a chave da cidade das mãos do prefeito, fez piada com a própria falta de modéstia, recitou versos e citou frases e mágoas da mãe e fez o público presente rir bastante!

Vicência Bretas fez piada até com a jovialidade do Secretário de Cultura de Pirenópolis, Gedeson Oliveira. Compondo a mesa estavam da esquerda para a direita, Gedeson; Vicência; o prefeiro de Pirenópolis, Nivaldo Mello; a presidente do Instituto Casa de Autores e curadora da Flipiri, Iris Borges; o escritor Gilberto Mendonça Teles e,  representando o Governador de Goiás - Marconi Perillo, o Secretário de Cultura do estado.

Rompido o tom solene já no Theatro, a descontração prosseguiu no palco da praça. Por lá, foi a poeta e atriz Elisa Lucinda quem provocou risos e lágrimas, brincou com a plateia e falou de racismo, homofobia, preconceitos com a poesia no meio literário, além, é claro, de declamar poemas autorais e versos de Cora Coralina, Olavo Bilac e outros.

Foram muitas as histórias contadas por Elisa Lucinda na Praça, mas uma foi revelada para poucos, durante o jantar de confraternização com os escritores participantes da Festa Literária, no Imperium Gastronomia. Elisa contou que o figurino que usou na Flipiri, foi adquirido há mais de 20 anos: "foi o primeiro vestido caro, mas caro mesmo que comprei, de seda, muito fino, tão fino que agora depois de tanto tempo está cheio de furos, mas como gosto demais dele, dei um jeito de não aposentá-lo. Sempre que fura, eu costuro sobre o buraco uma florzinha de crochê!" Consegui flagrá-la mostrando as flores costuradas pelo vestido nesta pose quase de orixá, de rainha das águas, ou será das flores?

Minha primeira imagem da 3ª Flipiri

Cheguei tarde para a mais poética das manifestações da 3ª Edição da festa Literária de Pirenópolis, a revoada de pipas com poemas na beira do Rio das Almas. Mais de 400 crianças, na tarde da última quinta-feira, coloriram o céu da cidade com pipas confeccionadas nas escolas e cheias de versos de Cora Coralina e dos próprios alunos. Não vi o céu de Piri repleto de cores e rimas, mas ainda flagrei uma ou outra no céu! E minha primeira imagem da Festa que estava só começando foi a do escritor e amigo Leo Cunha voltando aos tempos de menino empinando não um papagaio, como chamamos em Minas as pipas, mas o banner da Festa Literária! A fotógrafa deixou a desejar, a Flipiri 2011, nem um pouco!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Flipiri 2011

Terminou mis uma edição da Festa Literária de Pirenópolis, - FLIPIRI, mas muito ficou da celebração que uniu música, literatura e arte, encontros, debates, leituras e festa nos quatro dias de vasta programação em torno da poesia. Cora Coralina, a homenageada deve ter comemorado no céu com versos e doces a alegria que a cidade goiana partilhou nos últimos dias. Que venha a quarta Flipiri!
As fotos e os relatos estarão aqui em breve!

Dica de Leitura


Este é um dos títulos da coleção Contos de Agora da Editora Biruta e narra de um ponto de vista bem diferente do tradicional nos contos de fadas, as peripécias de uma fada em busca do aperfeiçoamento. Geralmente, nas histórias, as fadas são fundamentais, mas sempre secundárias, afinal elas ajudam princesas, mocinhas e mocinhos a realizarem seus desejos e só! Neste livro escrito por Sheilla Alves e ilustrado por Gustavo Piqueira, é a fada quem conta suas aventuras para conseguir o posto máximo no Conselho Municipal de Fadas. Na história aparecem personagens bem conhecidos como a Gata Borralheira,  a Bela Adormecida e o Pinóquio, mas quem está no centro da história é ela: a fada. É para ela que são destinadas tarefas difíceis e desafiadoras. Para atingir o posto de Fada Azul, o mais importante no Conselho de fadas, a personagem principal desta história precisa ser determinada e confiante. Com um texto leve e divertido, a autora nos convida a embarcar com a fada da história para conhecer um outro lado do mundo encantado. Vamos? Sheilla Alves é também autora dos outros livros da coleção que revisita contos clássicos e dá um tom atual e repleto de bom humor às velhas histórias que crianças e adultos não se cansam de ler, ouvir e contar. Pra quem quiser conhecer toda a coleção, os outros três títulos são: O Gato de sapatinhos vermelhos, O Rouxinol, o Bigodudo e a Branquela e O Lobo, os três Pilantrinhas e a boba da Chapeuzinho!

De Volta...

Depois de quatro dias fora, por conta da FLIPIRI, em Pirenópolis- GO, estou de volta, cheia de boas novas e com o tempo curto. Como fiquei o tempo todo fora do ar, muito se acumulou, mais de 100 mensagens na caixa de e-mail, muita coisa pra contar, muito trabalho com prazo estourando e ainda na expectativa sobre a situação do braço do filho sapeca que se machucou na escola. Hoje saberemos se a cirurgia será ou não necessária. Enfim, venho mais uma vez pedir paciência, pois espero em breve dar conta de tudo pra poder dividir aqui com os leitores as alegrias todas e as imagens de mais uma Festa Literária na bucólica Pirenópolis!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

FLIPIRI

Já, já na estrada rumo à Pirenópolis, cheia de histórias e saudades para partilhar na 3ª Edição da FLIPIRI - a Festa Literária de Pirenópolis, desta vez com o coração repleto de poesia! Estou chegando!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fonte de inspiração constante!

As crianças me alimentam sempre com sua poesia, com sua fantasia, com a simplicidade desconcertante de quem enxerga o invisível! Em casa, nas escolas que visito, nos encontros com leitores tenho ganho presentes incríveis, sementes de inspiração.

Tirada do Felipe

Pra evitar ciúmes, apresento também uma ótima tirada do Felipe que ao ser flagrado pela irmã fantasiado de bailarina, não pestanejou e avisou logo: "Menos escândalo, Bia, é personagem!"Claro que o argumento de O menino que virou fantoche, com ilustrações de Meri, da Franco Editora, não podia ter saído de outra cabeça!

Pérola da Bia!

Bia, aos dois anos depois de abrir os presentes de aniversário e constatar que havia ganho várias calças capri - modelo que estava na moda na época e que vai só até o meio da canela, indignada perguntou: "porque todas as minhas calças terminam antes que eu?

Dúvida quase existencial...

Luiza hoje muito séria me perguntou: "Mãe, quando o dia acaba, quem apaga o sol?"

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Porque todo dia é dia das mães!

Ser mãe é se perceber inteira sendo apenas parte, é ter para o resto da vida, o coração batendo também fora do peito!

Dica de Leitura

A mineira Angela-Lago reconta com maestria e encantamento o mito de Eros e Psiquê com um livro que envolve o leitor da capa à quarta capa e o faz sonhar e repensar os próprios desafios da vida. Angela logo de início descortina diante de nós um céu estrelado e toda a poesia que o infinito inspira. Divinamente ilustrado e com recursos gráficos primorosos, Psiquê, publicado em 2010 pela CosacNaify, abre as janelas do imaginário e conquista não apenas o olhar! Uma leitura em voz alta nos permite viajar com o som de cada palavra, o tatear da capa, nos dá a sensação mágica de tocar estrelas e a história, tão bem representada pelos traços, cores e pelo texto bem cuidado de Angela, revela num clima lúdico e intimista a gradiosidade de uma obra de arte. Sim, uma obra de arte completa! Sobre o céu na capa do livro, em que o papel preto perfurado sobre uma folha prateada, Angela fala numa entrevista ao site da editora: "O céu estrelado me lembra que faço parte de um universo sem fim.
Na mesma entrevista, a autora fala sobre o livro e poetiza até para definir o que a levou a recontar desta forma uma história tão bela quanto a da princesa: 
"Psiquê é um mito de travessia e individuação, para usar um conceito de Jung [Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço fundador da psicologia analítica]. Como Psiquê, cada criança enfrenta o abismo diante do desconhecido. Lança-se ao amor sem conhecer o seu rosto e acende luzes proibidas. Depois aprende a tarefa das formigas para sobreviver. A maleabilidade dos juncos à beira das águas para não se quebrar. A distanciar-se como um pássaro para compreender os perigos. Muitas vezes, desce ao seu inferno pessoal, porque a vida não é fácil. Precisamos todos dessa travessia para entendermos o que carregamos em nós – na falta de outra palavra, eu chamaria de divindade."
Angela diz ainda que buscou a simplicidade máxima na construção da história e explica o que tentou expressar nas ilustrações, não sem se surpreender com o resultado do que o livro criou:

"Enquanto fiz os desenhos, vi a mim mesma espelhada na tela do computador e compreendi o tanto que me confundia com a história. Adorei a página prateada que foi acrescentada ao livro, porque imaginei o leitor se vendo refletido ali e fazendo o mesmo."

"...se o leitor olhar com cuidado, vai descobrir que a cama dos amantes é ora um campo de flores, ora um mar ou o céu estrelado.

Que os dejetos no rio foram copiados da fotografia dos sapatos deixados ao lado dos fornos nos campos de concentração.

Também usei asas de borboleta para desenhar todo o castelo, mas não é visível. Em grego Psiquê é a palavra para borboleta. O último alento: antes de morrermos, uma borboleta nos escapa."

A entrevista completa você pode conferir aqui. As fotos São do livro e estão no site da escritora.

"




sábado, 7 de maio de 2011

O projeto no centro de cuidado do Idoso do HUB

Caixinha de guardar o tempo é apenas fragmento de um programa bem maior iniciado há alguns anos no hospital escola da Universidade de Brasília pela artista plástica Carmen Fraga. Parte do princípio de que as manifestações artísticas ajudam a lidar com as dificuldades do mal de Alzheimer e com os outros problemas que acometem os idosos. No Centro de Atenção ao Idoso, médicos, psicólogos e professores de arte trabalham em parceria. Os atendidos e seus acompanhantes passam o dia por lá e voltam pra casa, não estão internados. Ao lado dos cuidados médicos, exames e acompanhamentos fazem aulas de dança, pintura, música, ouvem histórias... A mim coube contar histórias uma vez por semana, durante uma hora, uma hora e meia, dependendo do ânimo dos meus ouvintes. É muito emocionante perceber o quanto as histórias que levo pra eles trazem à tona vivências e lembranças. A partir de junho começaremos a construir as nossas caixinhas, cada um fará a sua, juntando memórias pra que possamos costurar nossa história!

Chego sempre depois do animado professor de música, Sérgio e suas canções que remetem a outros tempos!

                       Há sempre os mais animados e empolgados, mas nunca os indiferentes!

                           E basta olhar para eles pra comprovar a máxima: quem canta, seus males espanta!

Mas não é só cantando que por lá espantamos os males, não! Obrigada , queridos pelas alegrias tantas que partilhamos sempre!

Meus meninos da terceira infância


Toda sexta-feira durante uma hora abrimos nossas caixinhas de guardar o tempo e dividimos olhares, sorrisos, lembranças, às vezes até alguma tristeza. O combinado é para que eu conte histórias e puxe o fio da memória de cada um, mas volto pra casa sempre tão repleta de histórias e sensações que acho mesmo é que eles e sua doçura é que me tratam semanalmente. Caixinha de guardar o tempo surgiu a partir de um conto que fui contar como convidada no grupo que trabalha a arteterapia no cuidado do Alzheimer dentro do Hospital Universitário de Brasília já há um bom tempo e que agora em 2011 engatou para valer.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Emoção à flor da pele

Hoje o carinho dos meus meninos e meninas da" terceira infância" lá do HUB, fez brotar uma alegria sem medida em meu coração. Ganhei lindas histórias de presente e pude dividir de um jeito muito especial as minhas histórias também! As fotos postarei depois quando a emoção deixar!

Convite FLIPIRI 2011

Programação completa no site: www.flipiri.com

E se...

E se as flores podem voar, quem me impedirá de plantar canteiros de borboletas no jardim, na beira dos rios, em volta da casa, em todo o lugar? Sementes de imaginação, regadas com muita fantasia fazem, afinal, qualquer estripulia brotar, crescer e frutificar!

Será?

Hoje acordei tomada por uma imagem, acho que se descolou do sonho e veio insistir pra ser realidade.
Ouvi canto de passarinho no jardim, senti que estava há anos luz de distância de qualquer cidade, invadiu-me uma saudade, quase necessidade e uma vontade de acreditar que todo sonho é de verdade.
Acordei tomada pelo colorido intenso de uma revoada de flores, que batiam pétalas pelos ares. será insanidade?

Poesia nos ares!

A terceira edição da FLIPIRI - a Festa Literária de Pirenópolis, em Goiás já está movimentando a cidade! Alunos de escolas estaduais e municipais preparam pipas com poesias para serem lançadas ao céu durante a festa que começa, oficialmente no dia 12 de maio. Encher o céu de cores e versos é apenas uma das tantas ações que irão colorir o cenário da já encantada cidade histórica. Mais de 40 escritores já confirmaram presença e entre os dias 11 e 15 de maio próximos a poesia vai invadir o dia-a-dia de quem passar por Pirenópolis. A programação completa dos eventos da 3ª Flipiri você pode conferir aqui

Conversa Informal de volta!

Em breve, mais uma temporada do quadro de entrevistas Conversa Informal e para marcar o retorno um bate-papo descontraído e cheio de novidades com o escritor Ilan Brenman, autor do sucesso infantil Até as princesas soltam pum e de outros 39 livros! Aguardem!


                          Ilan é encantador como as histórias que inventa, vocês vão adorar!

Sonho colocado em prática

Além da paixão pelos livros e pelas histórias, cultivo há um bom tempo um sonho quietinho. tímido apesar da grandiosidade que sempre representou para mim. O sonho de, como ensinou o escritor Bartolomeu campos de Queirós com sua força poética arrebatadora, partilhar as belezas que encontro nas páginas que leio. Bartô, como é carinhosamente chamado pelos colegas e admiradores, não se cansa de repetir que a beleza é algo tão imenso que não conseguimos ver sozinhos, temos que dividir. quando vemos algo belo e encantador, queremos alguém por perto pra se maravilhar junto com a gente. Depois de tanto acumular livros e histórias e de não economizar para aumentar o acervo principalmente de livros infantis, consegui formalizar um Clube de Leitura com bebês e seus pais. Ainda não temos um nome, mas já dividimos a alegria de partilhar nossas leituras. Ano passado tentamos viabilizar o Clube, mas a ideia não vingou, agora somos, por enquanto 13 famílias, todos com filhos entre 2 e 3 anos de idade e semanalmente trocamos livros para ler com nossos pequenos. Uma felicidade que não cabe em mim.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

MInha fada Emburrada!

Ela bem que tentou, mas a gente sabia que ela estava morrendo de vontade de dar uma das suas gargalhadas bem desemburradas! Bia inspirou a história do livro A fada emburrada, ilustrações de Romont Willy, Editora Elementar, num dia em que acordou especialmente mal humorada. Quando revelo nas escolas e nos encontros com leitores, a história da história, a meninada adora e Bia, quando presente, ameaça emburrar de novo!

Encontros

Foi assim de surpresa que encontrei Maurício Leite, um encantador de histórias que anda pelo mundo espalhando com talento e dedicação a paixão pelos livros e pela leitura. Maurício é exímio contador de histórias e mais que isso, um grande mediador de leitura. Maurício é educador com formação em teatro,e conta que desde criança adorava contar histórias. Já trabalhou em vários estados no Brasil, levando uma mala azul cheia de livros e histórias a comunidades carentes, percorreu a África com a mesma mala encantada e hoje vive em Portugal. Meu O Jacaré Bilé,  com ilustrações de Ìtalo Cajueiro, da Editora Biruta, agora tem a honra de morar também na mala azul, tão viajada do Maurício. Uma honra!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Surpresa de fim de tarde

Depois de um dia cansativo,  de inúmeros afazeres, tantas tarefas e algumas bem chatas ( dia que ainda não acabou) , fui surpreendida pela visita de um João de Barro na jabuticabeira do jardim. Fiquei assim, assim, querendo um canto de passarinho só pra mim!

Leiturinhas

Luiza não foi a primeira e única aqui em casa a experimentar as leituras desde o ventre. Bia inaugurou a prática e também tomou gosto pelos livros, os de brincar como o das fotos abaixo que encontrei remexendo gavetas, os de ouvri e ler também!
aqui Bia estava com pouco mais de quatro meses e passava horas sentadinha na minha cadeira de amamentar, lendo e descobrindo histórias...

Como ainda não tinha a firmeza para segurar o corpo, literalmente despencava sobre os livros!

E balbuciava em "Bebebês" histórias que eu adoraria poder traduzir!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Luiza e suas mediações...

Não basta ler...

Tem que mediar, encantar outros leitores! Aqui a plateia qualificada era a Flora e sua mãe!

Mediação com direito à encenação e...

...participação do público!

Luiza e suas muitas leituras

Não é novidade pra ninguém que esta menina adora livros e histórias. A paixão começou ainda no ventre, Luiza sempre ouviu leituras em voz alta, desde os primeiros meses, ainda na barriga da mamãe. Leituras inicialmente feitas por mim, depois pelo pai e pelos irmãos mais velhos...
Não teve jeito, tomou gosto e adora folhear a fantasia nos livros todos da casa e onde os encontra, trata de se entregar a eles!
E lê com todos os seus sentidos...

... e viaja em cada página! Uma leitora voraz!

Flagrantes de Leituras III

Flagrantes de leitura II

Flagrantes de Leitura

Momento de leitura II


                                                   Completamente envolvida com os livros...

Momento de leitura

                                                                   Muito independente!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dica de Leitura

O pato , a morte e a tulipa de Wolf Erlbruch chegou ao Brasil em 2009, com tradução de José Marcos macedo, em publicação delicada da Editora Cosacnaify. O autor e também ilustrador é alemão e é conhecido no mundo pelos textos reflexivos e poéticos. Com este livro tira da ótica do ruim, do mau e do assustador o que para muitos de nós é um tabu: a morte. Com ilustrações muito expressivas, em tons que quase se misturam com o fundo das páginas e um texto curto, mas repleto de simbolismos, O pato, a morte e a tulipa nos faz repensar a vida. A história é linda, envolvente e parte daquela certeza que se apregoa de que a morte nunca atrasa e que é sempre implacável. Com poesia nos traços e em cada palavra, Wolf Erlbruch coloca todos os nossos conceitos a baixo, pois narra de um jeito inusitado não apenas o encontro da morte com um pato, mas o grande encantamento que este provoca nela. A morte se encanta com o pato e esquece do seu próprio destino e até do tempo!



A morte chega assim, simpática e sorridente. Ela e o pato ficam amigos e nesta história tudo é surpreendente! Não apenas o inesperado encantamento da morte com uma de suas vítimas, mas a maneira como o pato a recebe e a conquista. Para os pequenos, ajuda a lidar com os medos e o inevitável sem o peso do horror, já nos mais crescidos, o livro faz recalibrar as próprias atitudes, repensar o peso que é dado a cada coisa e ao próprio destino. A percepção se conecta de uma forma ampla por meio da história, o livro é questionador em tudo, até mesmo neste encontro que apesar de certo é sempre inesperado. Quando se vê frente a frente com a morte, quem surpreende é o pato que a convida para olhar o mundo e a vida do alto de uma árvore. A tulipa, bem a tulipa é´quase uma outra história!

domingo, 1 de maio de 2011

Um dia e muitas leituras...

Passei o dia entre minhas leituras...
Li alguns livros para mim e para os filhos, li os sons do lado de fora da casa, li os sonhos refletidos na retina daqueles que amo e que dividem comigo o cotidiano, li a imaginação de outros tempos e li a vida tecendo sua teia na simplicidade daquilo que se repete dentro e fora de mim!

Dia do Trabalho

Em homenagem ao Dia do Trabalho passei o dia curtindo ócio e lembrei-me do maravilhoso Mário Quintana e de seu A preguiça como método de trabalho. Fez todo o sentido num domingo ensolarado e cheio de passarinhos passarinhando pelo jardim. Até a sombra da jabuticabeira na parede branca da casa no fim da tarde, foi inspiradora! Acho que muito trabalho virá nos prõximos dias. Perceber a quietude das coisas contrastando com  o barulho das crianças em algazarra, fez-me viajar no tempo. Fui aos meus tempos de menina e depois parei em outra estação, imaginando lá na frente as possibilidades que nem sei se terei de ver a casa cheia de netos. Estranho o pensamento e seus rompantes que ignoram limites e o próprio tempo! Tive um dia bem feliz e estou pronta pra uma semana que anuncia muito trabalho!










sexta-feira, 29 de abril de 2011

CIA TRUKS - 20 ANOS Mostra em Brasília até domingo. Imperdível!





A mostra 20 anos da Cia Truks está em Brasília e fica até domingo com vários espetáculos, todos gratuitos com retirada antecipada de senhas no Teatro Nacional, sala Claudio Santoro. A programação completa você confere no site www.truks.com.br

quinta-feira, 28 de abril de 2011

EU VOU!


Vem aí a Flipiri 2011

Foram duas edições maravilhosas e a terceira já está a caminho! A Festa Literária de Pirenópolis em Goiás será este ano em maio dos dias 11 a 15 com o tema Poesia e fará homenagem à Cora Coralina. Os preparativos já estão a todo vapor, mais de 40 escritores já confirmaram presença e a abertura ficará a cargo de Elisa Lucinda! Notícias e  o que já está rolando, você pode conferir no site da Flipiri www.flipiri.com

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ignácio de Loyola Brandão e Luiza, mais um encontro!

Esta história de amizade e carinho começou em 2009, na primeira edição da Festa Literária de Pirenópolis, em Goiás, que aliás, volta a acontecer agora a partir do dia 11 de maio próximo. Luiza tinha pouco mais de dois meses e se esbaldou por todos os eventos literários e não literários daquela Flipiri, Ignácio, o homenageado, depois da Festa escreveu sobre a cidade, o encontro e dedicou uma de suas crônicas no Estadão àquela Flipiri e à Luiza que tanto o encantou. Crônica que você pode reler aqui. Em 2010 voltaram a se encontrar nas ruas de paralelepípedos da cidade histórica goiana e este mês, por conta da nova temporada do Projeto Escritores Brasileiros, no CCBB aqui em Brasília. A pequena acompanhou o encontro entre o escritor e a atriz Regina Duarte, até onde conseguiu, mas adormeceu na plateia e nem ouviu quando do placo, Ignácio apresentou seu novo livro infantil e o dedicou a ela. Claro que depois muito bem acordada foi cheia de gaiatice agradecer o presente!

Primeiro, com a seriedade que a ocasião exigia e depois...

Com este sorrisão aí! Mas o sorriso maior, só eu presenciei na mesma noite quando li o livro para ela antes de dormir. A história é grande, mas ela não dispersou nem um segundo e ao final da leitura que partilhamos já bem tarde da noite ela abraçada ao livro disse que também queria perguntar e perguntou: Pode de novo?

Um conto mínimo

Pulou da cama, olhou o céu e decidiu que seria feliz por todo o dia!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Entrevista no site da Revista Crescer

O bate-papo foi com a editora Marina Vidigal, da Revista Crescer, publicação que aliás, faz um belíssimo trabalho de incentivo à leitura com a coluna Livros pra uma cuca bacana e com a lista dos melhores infantis do ano que é aguardada com ansiedade por leitores, escritores, ilustradores e editores. Tive a alegria de poder falar um pouco sobre meu trabalho. A entrevista está no site e você pode conferir aqui.

Quem procura...

Este ano, como a casa estava cheia de amigos, Coelhinho da Páscoa não quis correr o risco de ser flagrado em plena entrega dos ovos por algum curioso de plantão! Tratou de esconder os ovos no jardim, mesmo correndo o risco de ter chocolate derretido pelo sol lindo que fez no domingo. Bom é que ninguém esperou muito para caçar o tesouro e...

Quem procura...

... e alcança...

Acha!

E faz cara de feliz!

feliz e surpresa, não é?