terça-feira, 3 de agosto de 2010

Momentos do show de lançamento do livro-cd História pra boi casar em Brasília!


Primeiro foi um frio na barriga, depois o coração em disparada... As luzes se apagaram, os músicos já acordeavam o Boi da cara preta e eu comecei a cantar e contar a história da História pra boi casar, que começou com um acalanto para tentar fazer a Luiza dormir, numa quase madrugada...

Orlando Neto - parceiro nas histórias, na música e na vida ajudou a conceber também o show, tocou violão e garantiu ao lado dos queridíssimos e mais do que talentosos, Oswaldo Amorim Filho (baixo) e Sérgio Morais (flauta) a tranquilidade pra que minhas memórias todas pudessem ser divididas ali no palco com todos os que lotaram os 200 lugares do Teatro Eva Herz na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em Brasília.

A beleza do couro de boi confeccionado pelo Centro de Tradições Populares do Bumba-meu-boi de Sobradinho, ou simplesmente, do Boi do Seu Teodoro para os 50 anos de Brasília!

"...É mentira da barata, ela tem é uma só!" Na música que também me inspirou, a barata é inventadeira, mas para o casamento do boi não é que ela apareceu mesmo com as sete saias de filó!

Casamento que aconteceu ao som dos instumentos eruditos, mas também dos pandeiros e matracas do Bumba!

O livro faz uma homenagem à riqueza da nossa cultura popular e homenageia o Bumba-meu-boi e o Centro de Tradições Populares de Sobradinho, que deu brilho à nossa festa, ao nosso livro, à música que o acompanha na bela edição da Peirópolis, ilustrada por Mariana Zanetti

Boi, brincantes, bailantes, pandeirões, matracas e maracas, festa para os olhos e ouvidos!

Difícil foi segurar a emoção! Derramei o mar que Brasília não tem!

História pra boi casar me permitiu ver toda a família envolvida em torno da arte. Luiza foi o começo de tudo, a inspiração. Agora posso dizer que todos em casa são parceiros nas histórias!

Muita honra ter o grande mestre Teodoro Freire, bravo em manter viva a tradição do Bumba do Maranhão há quase meio século em Brasília, ali no teatro e em dia de jogo do Flamengo, paixão tão grande quanto o próprio Boi! Ele o homenageado foi quem me homenageou com sua presença intensa!

Momento dos autógrafos!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Matéria publicada no Correio Braziliense!

"Canção de ninar

Livro-CD homenageia o Bumba-meu-boi, uma das maiores festas populares do país


                                                                                 Monique Renne/CB/D.A Press

O bebê Luiza inspirou a mãe Alessandra a escrever a história. O pai Orlando fez a música e os irmãos Felipe e Beatriz também colaboraram



Arte de Maurenilson/CB/D.A Press sobre foto de Editora Peirópolis/Divulgação


Era uma vez a história de um bumba meu boi de cara amarela que se apaixonou por uma certa vaca puladeira de janelas. Para o casório, foram convidados o Sapo que não lava o pé, o Pato Pateta, e até a Dona Barata, que foi à festa usando todas as suas sete saias de filó. E o resto agora é cantiga.
Alessandra Roscoe ciranda, cirandou para conseguir contar a sua mais nova história à filha Luiza, que não queria, certa noite, saber de dormir. A mãe contadora de histórias puxou o violão e começou: “Boi, boi, boi…” Mas ela sempre soube que precisaria muito mais do que um animal de cara preta para impressionar os filhos.
Na cantoria em família, o que saiu foi outra coisa. Quem quiser agora pode ler, ver, ouvir e cantar essa nova cantiga de bois, vacas, patos, sapos e baratas que sempre ajudaram a ninar a criançada. Mas nada de criança ou boi dormir ao som folclórico de História pra boi casar, o livro-CD que vai ser lançado neste domingo pela Editora Peirópolis.

A mãe e os pais da história

Alessandra é daquele tipo de mãe igual a qualquer outra. Mas, principalmente, ela é do tipo que conta história. “Eu conto as que os meus filhos pedem para eu contar, as da minha cabeça”. Desde 2006, já se vão dez livros publicados que a escritora “costurou” com Beatriz, 11 anos, Felipe, 8 anos, e, agora, Luiza, de um 1 de idade. História pra boi casar é o terceiro de 2010.
O CD que acompanha o livro traz a cantiga em ritmo do bumba meu boi que ninou Luíza. Mas a vontade que dá não é de dormir, e sim de dançar. Para selar o casamento entre a infância e a cultura popular, o Centro de Tradições Populares de Sobradinho, de Seu Teodoro Freire, gravou especialmente para o livro uma toada que se chama Boi da madeira cravada. Mas e o que aconteceu com o bumba meu boi de cara amarela e a vaca que pula janelas? Ah, os dois, depois dessa festa toda, certamente viveram felizes para sempre.

História pra boi casar

De Alessandra Roscoe

Ilustrações: Mariana Zanetti

Músico: Orlando de Sá


Cavalcante Neto com a participação do Centro de Tradições Populares de Sobradinho Editora Peirópolis 39 páginas R$ 29 "


Correio Braziliense - Super! sábado 31/07/2010


O carinho dos Roedores de Livros!

Estou sob o impacto emocional da grade festa que foi ontem o lançamento do livro-cd História pra boi casar, ilustrações de Mariana Zanetti, editora Peirópolis. Ainda falarei aqui do show, do encontro e da alegria de ter tantos convidados queridos para o casamento do boi da cara amarela com a vaca que pulou a janela. Hoje repito o carinho dos Roedores de Livros, que me honram com uma amizade tão especial e que já fazem parte da minha história!


Roedores de Livros: Lançamento do novo livro da Alessandra Roscoe

Dica de Leitura




Ai, ai! "Nada bior do gue agordar gom o dariz endupido, dão é? Bois bem, assim gobeça a dibertidíssima hisdória gue o escridor e ilustrador" francês Olivier Douzou criou depois de se inspirar no conto satírico O Nariz, do russo Nicolai Gógol, publicado numa revista em 1836. O conto que tem como personagem principal o nariz de um oficial de São Petersburgo, que resolve abandonar o rosto do dono para ter vida própria. Douzou tem como referência o conto russo e de forma bem humorada e muito engraçada conta em primeira pessoa, tendo como narrador um nariz entupido em busca de um lenço grande para assoar, que o salvaria.

A história é para ser lida em voz alta, fechando um pouco as narinas, para criar o clima humorístico previsto e adequado, pois o autor substitui /t/ por /d/; /k/ por /g/; /s/ por /z/; /m/por /b/; /p/ por /b/; /ch/ por /j/; /n/ por /d/.
Experimente ler um trecho do livro:

 “Engontrei um bodão gue bensava zer um dariz e falou:
- Dambém esdou endupido.
Falei:
_ Se esdamos endupidos, zó há uma goisa a fazer:engontrar um lenço e assoar.
E foi assim gue a hisdória cobeçou."  O dariz, Olivier Douzou, tradução Paulo Neves.

No Brasil, o livro foi publicado pela "Cosacdaif", ops, Cosacnaif, numa edição de capa dura, com tradução de Paulo Neves e ilustrações do próprio autor. Impossível ler O dariz sem rir o tempo todo e , claro, a diversão é muito maior quando a leitura é feita em voz alta, afinal a narração anasalada garante outra cor para a história. O legal é que o leitor, se for fiel ao que está escrito, mesmo que se esforce não conseguirá ler com voz normal e a leitura "endupida" é uma festa à parte! As ilustrações também são muito legais:traços simples, poucas cores e muita originalidade  completam a atmosfera da narrativa. Em O dariz, texto e ilustração são "buito" divertidos!


sábado, 31 de julho de 2010

Relato vencedor do Concurso Cultural: Minha história de amor pelos livros.

Depois de vários meses recebendo relatos sobre histórias apaixonadas pela leitura, Contos, cantos e encantos divulga hoje a carta vencedora do Concurso Cultural Minha história de amor pelos livros. Maria Elizabeth Rust Neves, professora e contadora de histórias de Belo Horizonte, em Minas Gerais  é a vencedora e vai receber em casa um kit de livros. Jaqueline Flores de São Paulo, ficou com o segundo lugar e Cíntia Moreira de Jacareí - SP, com o terceiro lugar. Peço às três vencedoras que encaminhem para o e-maila; alessandraroscoe@uol.com.br os dados completos com endereço e CEP. Parabéns a todos que participaram! Na próxima semana, as regras do próximo Concurso do blog, um consurso de ilustrações para a criação do troféu do Prêmio Cágado de Literatura Infantil, criado no último dia 25 de julho e que será entregue anualmente por Contos, cantos e encantos!
Aguardem!

Os relatos vencedores:

1º lugar: Livros, leituras e coisas para contar

2º lugar: Meu encontro com Lygia Bojunga Nunes

3º lugar: Minha história de amor pelos livros

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Espaço Jô Oliveira




"Alessandra,




Esta é a capa do cordel escrito por Arievaldo Viana.

É uma adaptação do conto "300 ONÇAS" , do grande escritor gaúcho,

Simões Lopes Neto.

Este conto faz parte do livro "Contos Gauchesco".

O cordel será lançado na Feira do Livro de Porto Alegre, em outubro.



Abraço,

Jô Oliveira "





quinta-feira, 29 de julho de 2010

História pra boi casar no JB!

JORNAL BRASIL - matérias - Livro ´História pra boi casar´ homenageia Bumba-meu-boi

Campanha por mais livro virou também questão de prova na Escola de Educação Básica e Profissional da UFMG!

A Campanha por mais livro e leitura na programação das tvs abertas está do o que falar e o que escrever também!




O texto foi reproduzido da notícia sobre a Campanha no blog do Pró-Leitura! Fiquei curiosa para conhecer os textos dos alunos do 9º ano. A produção foi proposta pela professora de Português.

Campanha por mais livro e leitura na tv em destaque no Observatório da Imprensa em artigo do escritor Gabriel Perissé!


Sempre acompanho os boletins do Observatório da Imprensa e foi com surpresa que vi na edição de hoje o comentário do escritor Gabriel Perissé, também professor da USP, sobre a matéria da edição desta semana da Revista Época, que analisa a Educação no país. Gabriel apoiou e citou a Campanha por mais livro e leitura na tv. Mais que isso, apresentou a iniciativa como ideia para o próximo governo criar realmente uma obsessão pela leitura! A petição continua recebendo assinaturas! Para ler a carta da campanha e apoiar, assinando a petição é só clicar aqui


OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

Quinta-feira, 29 de julho de 2010

ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 599 - 20/7/2010

Caderno da Cidadania

EDUCAÇÃO E ELEIÇÕES

Quatro ideias para o próximo governo

Por Gabriel Perissé em 20/7/2010

Na revista Época desta semana (nº 635) um destaque para os modos de melhorar a educação nacional. Com base nos resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2009, as jornalistas Ana Aranha e Heliana Frazão propõem para o próximo governo federal quatro ideias.
Primeira ideia, "a obsessão da leitura". Alunos que leem mais tornam-se mais curiosos, escrevem melhor, conversam com profundidade. Não é ideia nova, mas precisa sair do mundo das boas palavras e se tornar obsessão coletiva, envolvendo pais, professores, secretários de Educação, prefeitos, comunicadores, empresários. A ideia, portanto, deve obcecar mais gente, a sociedade inteira. Iniciativas como a da jornalista e escritora Alessandra Pontes Roscoe, por exemplo, merecem ser conhecidas e apoiadas.
A segunda sugestão da revista Época para os candidatos à presidência é "foco no professor". Pressupõe-se que boa parte dos nossos problemas educacionais reside na formação precária do docente brasileiro. Contudo, não basta atentar para o professor e dele cobrar excelência. Existem situações que inviabilizam as mais apuradas ações didáticas.

Gabriel Perissé

Doutor em Educação pela USP e escritor - www.perisse.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

Prêmio "Cágado" de Literatura terá concurso para confecção do troféu!



Começou como brincadeira para homenagear os amigos no Dia Internacional do Escritor, mas já virou coisa séria.  A CBL premia com o Jabuti, o melhor da Literatura Brasileira. No dia 25 de julho, Dia do Escritor, escolhi cinco amigos queridos que fazem da escrita seu ópio e seu ofício e decidi premiá-los com meu carinho e reconhecimento. Foi só uma brincadeira afetuosa e que já  ganhou ares de muito séria apesar do estilo bem humorado. Avisei que escolheria cinco escritores que moram em meu coração para agraciá-los com o troféu "Cagadinho". Calminha, maliciosos! A ideia é confeccionar um cágado miniatura, que não deixa de ser parente do jabuti, se divertindo com o prazer de ler e presentear mesmo os escolhidos ( este ano: Célia Madureira e Raquel Gonçalves; João Bosco Bezerra Bonfim, Tino Freitas e Jonas Ribeiro.) Anunciei aos premiados, fiz barulho nas redes sociais e o resultado é que ilustradores, editores e mediadores de leitura reivindicaram o direito de participar. Sendo assim, apesar de ser entregue no Dia do Escritor, o Prêmio Cágado vai contemplar a todos que emprestam seus talentos para engrandecer a nossa Literatura Infantil e Juvenil. Este ano escolhi cinco escritores - que só receberão o troféu em 2011, por absoluta inexistência do mesmo explicada pela espontaneidade e despretensão da iniciativa - e ano que vem  entregarei além dos cinco da edição de estreia, outros cinco, divididos nas seguintes categorias: escritor, ilustrador, editor, obra de poesia para crianças e livro do ano. As regras ainda estão se definindo, mas o prêmio já se confirmou e, a primeira etapa será um concurso de ilustrações para a confecção do troféu. Assim que divulgar, no dia 31 de julho, o resultado do Concurso Cultural Minha História de Amor pelos Livros publicarei aqui as regras do novo Concurso e abrirei espaço para que já comecem a ser feitas as indicações dos leitores do blog para o Prêmio Cágado 2011! Desenhistas, ilustradores, designers, artistas plásticos e gente de cabeça inventadeira, mãos à obra!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dica de Leitura



Nada melhor que começar a semana dando boas risadas e se divertindo com uma história inteligente e bem humorada. Pois bem, neste clima de altíssimo astral é que indico o livro de estreia de uma dupla muito querida: Alex Gomes e Cris Alhadeff. Ele escritor ( com outros dois livros infantis já publicados), ela ilustradora ( também com outros títulos para crianças), parceiros na literatura e na vida ( são casados e têm dois filhos!), afinidade que permitiu com que acertassem a mão e criarassem um livro pra lá de encantador. Assim é Condomínio dos Monstros, publicado pela Editora RHJ, que conta a história de um condomínio bem diferente, mas repleto de confusões e brigas, só que entre monstros e bruxas. Tudo começa por conta do barulho que impede um dos moradores, a Múmia, de cair em seu sono milenar... Depois de muita briga, várias reuniões a monstrarada do Condomínio consegue garantir o sono de mil anos da Múmia, mas aí surge um outro problema: Ela ronca e muito alto! O texto é leve e as ilustrações de Cris cheias de imaginação. Em tempos de histórias de vampiros nas páginas dos livros e nas telas do cinema, Condomínio dos Monstros chega para engrossar a fileira das histórias bem contadas e para todas as idades! O final é surpreendente e muito, muito divertido! O livro mal chegou às prateleiras das livrarias e já foi selecionado para o programa Minha Biblioteca e será distribuído para mais de 6 mil alunos no Estado de SP!

domingo, 25 de julho de 2010

Dia do Escritor

Hoje, 25 de julho é o Dia Internacional do Escritor! Contos, cantos e Encantos parabeniza a todos que fazem da palavra escrita alimento, ofício e semente de plantar sonhos!

sábado, 24 de julho de 2010

O Pequeno Nicolau

Falei do livro e não posso de indicar o filme, tão encantador quanto a versão escrita ao narrar as peripécias do menino Nicolau. Ótimos atores, narrativa inteligente e bem humorada cheia de diversão. O filme, sucesso de bilheteria na França em 2009, estreou no início do mês de julho em várias cidades brasileiras. Aqui em Brasília chega agora pra encerrar em grande estilo as férias da molecada. É programa para a família inteira e certeza de agradar a todos. Se você já leu os livros, não pode perder o filme, se não leu e se não conhece esse menino Nicolau, que se parece com tantos outros meninos por aí, vale a pena conhecer. Em Brasília o filme está em cartaz numa versão dublada no Cinemark 7 do Pier 21. Excelente pedida para o fim de semana!

Espaço Jô Oliveira


"Salve, Alessandra
Este foi o desenho feito para a capa de um livro sobre cordel escrito por amigo meu, o Marco Haurélio.
Será lançado na Bienal de São Paulo.
Beijos,
Jô Oliveira"
O livro feito pela dupla de amigos é Breve história da literatura de cordel, com texto de Marco Háurélio e ilustrações de Jô Oliveira, publicado pela Editora Claridade. A Bienal acontecerá entre os dias 12 e 22 de agosto no Parque do Aenhembi, em São Paulo!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

De fralda e livro na mão! Desta vez, leitura devidamente documentada!

Muito se fala hoje em dia na importância de incentivar o amor pelos livros desde os primeiros dias de vida. Nunca duvidei dos benefícios que as leituras em voz alta para bebês podem trazer em favor de futuros leitores. Tenho três filhos e com os três experimentei momentos muito intensos junto aos livros e mesmo antes do berço: quando ainda estavam mergulhados no aconchego do universo amniótico. Os dois mais velhos se tornaram parceiros na literatura e Luiza, a caçula, por enquanto tem sido inspiração - o livro-cd História pra boi casar, com uma narrativa poética em forma de cantiga foi feito pra ela, numa noite em que se recusava a se entregar ao sono, já numa quase madrugada. Juntando memórias, retalhos de cantigas e histórias que embalaram minha própria infância fiz a música, que depois cresceu pra virar história e foi buscar na oralidade e na Cultura Popular outras lembranças e muitas referências. E assim como na barriga, os pequenos ficam aconchegados, é fundamental criar, na hora da leitura um ambiente aconchegante em que o afeto fale mais alto. Minhas leituras em voz alta para a Luiza começaram assim que eu soube que estava grávida. Li de tudo para ela, mesmo os livros que eu estava lendo durante os nove meses de co-habitação, de Guimarães Rosa a Bartolomeu Campos de Queirós, passando por Ítalo Calvino, Muriel Barbery, Clarice Lispector e claro La Fontaine, Lobato, Cecília Meireles e tantos outros. Muita gente se assusta quando conto que fazia em voz alta as minhas leituras - não apenas os livros de Literatura Infantil - para a "barriga" e, tenho certeza hoje, que esses nossos momentos plantaram em Luiza a semente da paixão pelos livros. Os irmãos mais velhos disputavam diariamente ,durante toda a minha gravidez, qual dos dois contaria a história para o bebê, era um ritual repleto de carinho! Luiza nasceu em meio às histórias, frequentando feiras literárias e brincando de ler. Em casa, livros por toda a parte, brinquedos também, mas o curioso é que mesmo com pouco mais de um ano de idade, Luiza pede para lermos para ela, escolhe os livros e muitas vezes coloca a família toda sentada para "ler" para nós. Não me lembro de atitude semelhante com os brinquedos. Semana passada, contei aqui o episódio da primeira mediação de leitura que ela fez para os brinquedos no berço e lamentei não ter registrado o momento, mas não precisei esperar muito. Ela tem verdadeira paixão por um livro de pop-up da Claudia Bielinsky, publicado pela Companhia das letrinhas: Peixinhos, Peixinhos. Um livro bem divertido, repleto de cores e que apresenta peixes de tudo que é jeito. Na capa, peixinhos que nadam com o toque dos dedos, uma diversão! Já havia notado que o lugar preferido de Luiza para ler este livro é a cozinha da casa, tanto que acabei deixando o livro na estante de lá - sim! Até na cozinha temos livros, e agora não só os de receitas! . Hoje pela manhã percebi o motivo: Luiza sempre faz a sua leitura para o peixinho do Felipe, que mora num aquário na cozinha!
Dá boas risadas descobrindo  os tantos peixes que moram no livro e...

Mostra as ilustrações para o felizardo da hora: Rafa, o peixe do Lipe. Assim mesmo, sentadinha no chão, só de fralda, Luiza faz uma de suas mediações preferidas. Preciso dizer mais alguma coisa?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dica de Leitura



O filme está fazendo um grande sucesso em todo o Brasil e por aqui é possível encontrar alguns dos livros da série Pequeno Nicolau, editados pela Martins Fontes e pela Rocco. Consegui encontrar num sebo de livros O Pequeno Nicolau e seus colegas e já fez sucesso aqui em casa: deu briga pra ver qual dos filhos ia ler primeiro! Felipe venceu a disputa e está mergulhado nas aventuras narradas em primeira pessoa do garoto Nicolau, divertidíssimo e cheio de dúvidas e fantasias como muitas crianças! O livro é uma viagem imperdível e faz um mergulho cheio de alegria na infãncia despreocupada e cheia de coisas boas, que muita gente deixa esquecida no passado.
As aventuras do Pequeno Nicolau são narradas com humor perspicaz por Goscinny, o inesquecível roteirista de Asterix, e ilustradas pelo genial Sempé. Vou procurar agora os outros livros da série e torcer muito para que o filme entre em cartaz em Brasília!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Como estou sempre inventando, decidi fazer o lançamento do livro-cd História pra boi casar com um Pocket Show!


Ainda está longe, mas é pra colocar na agenda e não faltar, estarei muito bem acompanhada no palco e espero poder fazer a festa com todos os amigos e leitores de Brasília!

Espaço Jô Oliveira


Aproveito o Espaço Jô de hoje para mostrar a capa do livro novo, Em Angola tem, no Brasil também, de Rogério Andrade Barbosa, FTD, que será lançado na Bienal de SP, para fazer o convite a todos do lançamento por lá. É mais um belo livro da parceria entre os dois talentosos amigos e que, entre outras coisas bem legais, resgata um hábito quase desaparecido em tempos de internet, as cartas. O livro conta a história de dois garotos que se escrevem, um morador de Luanda, outro de Salvador. Vale a pena mergulhar com eles na aventura de descobrir tantas semelhanças entre as cidades de cada um deles.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Em plena era da tecnologia descartável, não filmei, ou fotografei um momento de rara beleza!

Parece brincadeira, em tempos de câmeras ultramodernas em celulares, I-pods e até em canetas, ao alcance de todos, perdi a chance de eternizar um momento maravilhoso em imagem e, principalmente, em som. Luiza, que aprendeu a compartilhar a paixão pela literatura, quando ainda estava na barriga, graças às leituras minhas e dos irmãos mais velhos, mais que abraçar livros e fazer suas próprias leituras de páginas, afetos e mundos, agora resolveu multiplicar seu encantamento. A pequena, hoje com um ano e sete meses, começa agora a falar as primeiras palavras mas já é uma veterana no mundo dos livros, escolhe os que quer "ler" e chega a ser autoritária quando nos exige a leitura compartilhada. Adora poesia e fica toda prosa quando percebe que o livro que escolheu na estante para ser lido para ela, prende a atenção de outros em casa! Mas dia desses não quis saber só de ouvir as nossas leituras para ela, sentou no berço, colocou as bonecas e uns ursos sentadinhos, pegou uma edição bem velha do Patinho Feio e leu em voz alta, passando as páginas e mostrando as ilustrações para os brinquedos. Fez caras, bocas e entonações dignas de contadora de histórias e eu, orgulhosa e louca por não ter uma filmadora por perto, nem um celular, não quis perder nenhum segundo daquela maravilha que presenciava, quietinha, em êxtase, fiquei, ouvindo o balbuciar daquele Patinho Feio em "Bebebês" para bonecas e ursos. Foi a primeira mediação de leitura da Luiza! Tenho certeza de que muitas outras virão. Agora o celular fica sempre no quarto dela! Para os casos de emergência!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Dica de Leitura

A dica de hoje é uma dica dupla com dois deliciosos lançamentos da querida Tatiana Belinky, que me deu a grande honra de apresentar uma de minhas recentes histórias: "O menino que virou fantoche", livro da Editora Franco, com ilustrações de Meri e argumento do meu filho Felipe. Tatiana me deu de presente a quarta capa, cheia de encantamento, como tudo o que ela escreve. Nestes dois lançamentos da Editora Melhoramentos, ala mais uma vez brinca com o Limeriques, aqueles versinhos  rimados de cinco que ela popularizou por aqui! Em Medoliques, a autora brinca com os chiliques e medos que muitas vezes temos das coisas. O livro traz ilustrações de Vera Azevedo e manda pra bem longe o mau humor


Já em Cacoliques, a diversão é descobrir aqueles cacófatos da nossa língua e tudo em forma de limeriques super engraçados, quadrinhas e versos sobre os duplos sentidos das coisas que falamos, o som das palavras e a grafia que muitas vezes faz estragos. As ilustrações de Eva Furnari são outro presente neste Cacoliques. Divertidas, originais e cheias de imaginação.

Tatiana é mestra em brincar com as palavras e nesses dois livros faz isso o tempo todo. Para quem não se contenta só com a leitura, lanço um desafio: que tal começar a criar seus próprios limeriques. Garanto que o que não vai faltar será bons motivos para dar risadas!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Espaço Jô Oliveira

Hoje abro espaço aqui para a capa de um cordel ilustrado por Jô Oliveira e escrito pelo mestre Arievaldo Viana  Bicho Folharal. O livro vai estar no guia de 600 livros indispensáveis para a leitura dos zero aos seis anos de idade, organizado pelo Instituto Alfa e Beto, em parceria com a Unesco, ser lançado na Bienal de SP, entre os dias 12 e 22 de agosto. Pra quem não conhece, fica a dica!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cássia Kiss durante a leitura pública do texto Faxina Geral, de Martha Medeiros em Brasília

A Leitura em destaque e no palco aplaudida por muitos!

A emoção de Martha Medeiros depois de ser lida publicamente no palco do CCBB Brasília por Cássia Kiss, num flagrante de Rodrigo Machado

A noite de quarta-feira foi muito especial... No teatro lotado, com gente reclamando do lado de fora por terem fechado as portas, a literatura subiu ao palco! Fomos eu e Luiza ( sim, Luiza, que já ouvia leituras em voz alta, quando ainda nem sabia o que era voz alta, ou seja, na barriga), no friozinho seco das noites candangas, arriscar uma cadeira para assistir ao primeiro encontro promovido pelo projeto Escritores Brasileiros. No palco a atriz Cássia Kiss e a escritora Martha Medeiros! Cássia, maravilhosa e muitíssimo bem humorada fez a leitura de algumas crônicas do livro Doidas e Santas. A escritora, que antes havia falado um pouco sobre vida, obra e carreira, confessou emocionada que aquela era uma oportunidade nunca antes experimentada: ouvir alguém lendo para ela um texto dela e ainda observar "ao vivo" as reações de seus leitores. Terminada a leitura, foi a vez do público entrevistar a autora. Conversa mais que descontraída que só acabou porque, na programação, Martha ainda teria que autografar os livros de quem os quisesse levar para casa. Ver a literatura aplaudida no palco daquele teatro lotado me fez voltar pra casa mais leve e certa de que o prazer de ler começa mesmo a ganhar mais e mais espaço. Na plateia, homens, mulheres, crianças, um bebê... jornalistas, escritores, atores, bancários, aposentados, o Diretor de Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos, funcionários públicos, estudantes, gente de várias formações que formaram um hábito comum: o de ler e ler por pura diversão! As leituras foram comoventes, instigantes, deliciosas. O projeto merece mesmo muitos aplausos. Palmas para Marcelo Andrade que o idealizou, neste formato e ainda com as oficinas que ocorrem nos fins de semana posteriores às apresentações no teatro e palmas para Luzineide Soares, gerente geral do CCBB, que o acolheu e palmas, principalmente para o público que compareceu em peso pra provar que literatura dá o que falar, recitar, escrever, acontecer!
Até março de 2011, Escritores Brasileiros fará ainda muito barulho na capital federal. Sábado próximo, dia 10/07  acontecem as oficinas de criação literária, também gratuitas, como toda a programação do projeto. Mais informações pelo telefone (61) 3310-7480

Campanha "Mãe, lê pra mim?" ganha apoio da Rede Globo


A campanha “Mãe, lê pra mim?”, do Instituto Pró-Livro, já está no ar e chegará à casa de milhões de brasileiros. Graças à parceria com o Instituto Pró-Livro, filmetes de 30 segundos serão exibidos na Rede Globo até o dia 31 de julho com depoimentos de artistas, formadores de opinião e pessoas comuns, testemunhando como o incentivo à leitura dentro de casa influencia no processo de ler por prazer. O destaque é o ator Tony Ramos falando sobre a importância da leitura em sua vida.

“A campanha nasceu a partir da análise dos dados da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a qual indica que 73% das crianças têm em suas mães a maior influência no hábito da leitura”, comenta Zoara Failla, gerente de projetos do Instituto Pró-Livro. O projeto do vídeo foi concebido durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, em 2009. Durante os dez dias do evento foram recolhidos depoimentos dos visitantes falando sobre quais foram seus principais incentivadores da leitura. “Gostaríamos que as mães soubessem, de forma consciente, o quanto seu papel no incentivo à ler por prazer, pode render frutos pelo resto da vida de seus filhos e netos”, comenta Sônia Jardim, presidente do Instituto Pró-Livro. “A pesquisa e o vídeo vêm reiterar e fortalecer esse conceito”.
Para ampliar a área de abrangência do “Mãe, lê pra mim?”, além de ampla divulgação na mídia, o IPL, com os apoios do Ministério da Cultura (MinC) e o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), distribuirá, no mês de agosto, os vídeos da campanha em Pontos de Leitura do Programa Mais Cultura do Minc e juntamente com mais de quatro mil obras de literatura infantil e juvenil que beneficiarão mais de 600 famílias.A ideia é incentivar também que pais, tios, irmãos mais velhos, avós e todos que possam, leiam para as crianças.

Com informações do IPL e PNLL

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Dica de Leitura


Será um livro com uma história dentro ou uma história que carrega um livro? Para descobrir o leitor terá que mergulhar no universo de cores e texturas que Taisa Borges constrói e voar com esta borboleta por onde a imaginação deixar. Borboleta é um livro de imagens que ora nos carrega para dentro de um casulo de sensações, ora nos faz voar alto para descobrir novas emoções. Taisa percorre o imaginário com seus traços delicados e cores bem colocadas e cria uma narrativa visual cheia surpresas. Taisa já havia recontado só com imagens contos de fadas clássicos como A Bela Adormecida, João e Maria e O Rouxinol e o Imperador. Também deu cores ao belo Alice no país da poesia, do saudoso, Elias José, mas neste A Borboleta, pode criar também todo o enredo e surpreende com a sutileza de sua linguagem, de suas texturas. O livro é um convite para descobrir os vários tons da vida, voando nas asas de uma borboleta branca!

sábado, 3 de julho de 2010

Espaço Jô Oliveira


Em tempos de festejar a famosa história de Lewis Carroll e uma das preferidas de Jô Oliveira ( ele coleciona edições de Alice no País das Maravilhas nas mais diversas línguas) não pude resistir! A ilustração de hoje é uma das tantas que Jô dedicou à história de Carroll. Dá vontade de engrossar a fileira e sair marchando atrás da trupe de Alice, não dá, não?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dica de Leitura

Chega tarde, mas não deixa de chegar a Dica de Leitura da semana! Pra quem ainda não conhece, o mais novo livro daquele menino que perdeu o parafuso do juízo e foi encontrar num livro de aventura, é mais uma deliciosa maluquice, e das bem parafusadas, que a dupla Tino Freitas e Mariana Massarani caraminholou pela Editora Manati. Controle Remoto traz outra história apaixonante, divertida e que nos faz pensar em quanto a vida na literatura é mais cheia de cor. O livro fala do tal aparelhinho que vem acompanhado de um bebê deixado pela cegonha. Os pais no começo nem sabem como usar e vão aos poucos descobrindo as funções do danado. Com a tecla SAP, traduzem o choro, com o MUTE fazem calar a choradeira e assim por diante. Fiquei morrendo de vontade de encomendar um controle para a Luiza que dorme tão pouco, para parar as maluquices do Felipe e, principálmente, calar as tantas argumentações de uma Bia pré-adolescente! As três cegonhas que passaram por aqui esqueceram de deixar os controles... Mas voltando ao livro, fiz uma leitura só minha, ainda no Rio de Janeiro, onde foi o lançamento, no 12º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens e lá me emocionei, pois há exatamente um ano, vi o Tino apresentando a proposta da história para as meninas da Manati com aquele brilho no olho que se propagou assim que ele leu a última frase! Depois fiz duas leituras com meus filhos maiores ( a caçula leu por conta própria, quase de cabeça pra baixo, mas leu, viu Tino e Mariana?) e ambos me olharam ao fim da história com um sorriso maroto no canto da boca, mandando um recado bem explícito. O velho dilema do conflito de gerações: pais querendo ser controladores e filhos pedindo e não querendo limites. Os meninos amaram a história, as ilustrações, o livro, que inova no formato, no projeto gráfico e em tudo! Em cada página há um comando, ON/OFF mas vou logo avisando: o leitor não consegue se desligar da história, a tecla OFF fica sem uso. Enquanto não chega ao ponto final, ninguém consegue largar o livro!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Belo exemplo de cidadania e de crença na força da narrativa para mudar realidades!


Cláudia Vidigal, as crianças do abrigo e seus livros com as próprias histórias
(foto: portal G1)

Maravilhoso o programa Brasileiros exibido na madrugada de quinta para sexta- feira com reportagem do querido Marcelo Canelas sobre crianças de abrigos em São Paulo que aprendem a resgatar a auto-estima, escrevendo livros sobre suas próprias histórias. Pena ter sido exibido tão tarde! O  programa mostrou a iniciativa da psicóloga Cláudia Vidigal, uma profissional que acredita na força das histórias pessoais e que está mudando a realidade de crianças marcadas pelo abandono ou pela pobreza. No portal do programa é possível assistir a trechos do programa e acompanhar o "making of" da reportagem, tudo clicando aqui.
Parabéns ao Canelas que soube com tanta sensibilidade nos contar essa história! Para conhecer melhor o trabalho social de Cláudia Vidigal basta acessar o site: http://www.fazendohistoria.org.br/
Ao ver iniciativas assim, começo a acreditar que o que parece impossível só demora um pouco mais de tempo para acontecer e me encho de esperanças ao saber que pessoas como a Cláudia existem, que acreditam nas leituras todas que precisamos fazer na vida e da vida!

Espaço Jô Oliveira

Depois de algumas semanas sem as cores vibrantes do mestre Jô, ele está de volta com esta bela homenagem à Leandro Gomes de Barros, considerado o Pai do Cordel e comparado por Arievaldo Viana, outro mestre dos folhetos de cordel, o "Machado de Assis da literatura popular". Ele assinou os primeiros folhetos conhecidos do gênero e publicou mais de mil histórias ainda no século XIX e é o dono da cadeira número um da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Jô Oliveira fez o desenho em 2008 para lembrar os 90 anos de morte de Leandro Gomes de Barros.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Eu, Drummond, o mar de Copacabana e meus livros!

Foi um encontro inusitado! O poeta estava lá, pensativo, numa noite bastante agradável de sexta-feira... A brisa, o mar... Tantos versos, uma prosa silenciosa. Apresentei ao grande tecelão da palavra alguns dos meus livros...






Juntos, pescamos estrelas, tecemos teias de poesia, passeamos pela festa de casamento do boi da cara amarela, relembramos os primeiros tempos da nova Capital,  e das maravilhas do Cerrado, exaltadas por um lobo-guará, sentimos o perfume das flores de um jardim encantado, namoramos a lua com desejos de  jacaré bilé e até desemburramos uma fada complicada! Meu amigo dividiu comigo um silêncio cúmplice e cheio de inspiração!


Os meus lançamentos no Salão...

Depois da Façanha da dona Aranha, fiz a façanha de lançar dois livros na mesma tarde no Salão. Sexta-feira, 18 de junho de 2010, às 15 horas encontro com a turma animada de uma escola de Nilópolis, até um concurso para escolher o nome do Boi da História pra Boi Casar surgiu por lá! O livro -cd que tem texto e composição de minha autoria, ilustrações de Mariana Zanetti e foi publicado pela Editora Peirópolis surgiu de minhas lembranças de cantigas e histórias que ouvoi na infância, é uma colagem e por narrar em forma de uma história toda cantada, a aventura do Boi da cara amarela que foge para casar com a vaca que pulou a janela, foi buscar também na riqueza da nossa cultura popular a grandiosidade do folguedo do Bumba-meu-boi. O livro traz um pouco da história de Catirina e Pai Francisco, do Boi encantado que morre e renasce e fotos tiradas da festa no Centro de Tradições Populares do Bumba de Seu Teodoro,  que mantém viva a tradição do Boi do Maranhão, há 49 anos, nos arredores de Brasília.

As crianças quiseram saber todos os detalhes de como o livro surgiu, sobre o processo de criação e o que me motivou a misturar tanta coisa. Falei das memórias, da cantiga que inspirou a história, feita para minha filha caçula, que custava a pegar no sono quando tinha pouco mais de cinco meses e dos arranjos que misturaram instrumentos rústicos, como os pandeirões e matracas do Bumba-meu-boi  aos eruditos, como fagote, flautas e contrabaixo acústico. Falamos sobre as ilustrações, cuidadosamente feitas com colagens de papel colorido sobre fundo preto pela Mariana Zanetti e ainda sobre as possibilidades que um livro como este pode trazer para quem não enxerga e para aqueles que ainda leem o mundo sem as palavras, ou seja, que ainda não têm a competência leitora totalmente desenvolvida.



Saí da Biblioteca FNLIJ para crianças e corri para o Espaço de Leitura, onde outra turma, um pouco maior aguardava o Lançamento do livro JK, o lobo-guará, da Editora Melhoramentos. Jô Oliveira, que ilustrou o título foi comigo, desenhou um bocado e acabou sendo entrevistado! Eu não resisti e ataquei de repórter. J\õ que sempre se gaba de se salvar nos traços, teve que falar e muito! Nós adoramos saber mais sobre esse pernambucano candango que tanto encanta o mundo com sues desenhos!


Momentos Salão FNLIJ 2010





O lindo espaço do Centro Cultural Ação da Cidadania, onde desde 2009 acontece o Salão FNLIJ do Livro para crianças e Jovens.


É sempre tempo de ouvir Bartolomeu Campos de Queirós, aí num bate papo descontraído com a escritora Ninfa Parreiras e com professores e leitores.

No mesmo espaço, Lygia Bojunga, divertida e sempre atenta ao compromisso com a cultura!

No estande da AEI-LIJ ( Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, o quarteto que neste mesmo espaço, ano passado trocava ideias e fez surgir JK, o lobo-guará, da Editora Melhoramentos. O livro nasceu no 11º Salão. O escritor Rogério Andrade fez as devidas apresentações, Ana Célia Goda, editora da Melhoramentos apostou e minha primeira parceria com Jô Oliveira se concretizou! O Livro foi lançado este ano também no Salão e já é um sucesso! Isso é o Salão do Rio! Lugar de encontros e encontros que se transformam em projetos, em livros! Que venham muitos outros!

Cronologia de mais um Salão FNLIJ do Livro Infantil e Juvenil.




Primeiro dia de Salão, logo Às 9 da manhã, encontro com as crianças, no Espaço FNLIJ de Leituras para o Lançamento do meu livro A Façanha da dona Aranha, com ilustrações de Carol Juste, da Editora Elementar. O texto é uma narrativa em versos sobre uma aranha que tece uma teia de poesia e despertou na meninada muita curiosidade. Uma menina chegou a questionar o fato de, em seu entendimento, o tempo da poesia ser diferente: "Alessandra, na poesia tudo é mais rápido, mais gostoso de entender, a Aranha vai tão veloz do céu ao fundo do mar só mudando de um verso para o outro não é?" A observação me deixou surpresa e possibilitou uma deliciosa discussão sobre prosa e poesia!


Depois das conversas com as crianças, participei do Seminário, que nos mostrou o panorama da Literatura Infantil e Juvenil na Coreia. A artista plástica Suzy Lee apresentou seus belos livros de imagem e muito se falou sobre o incentivo à leitura desde o berço. Tema que me envolve já há vários anos.