Falta muito. Falta garantir a todos os brasileiros o acesso ao livro e às bibliotecas. Falta desvincular a leitura do rol de obrigações escolares, falta acreditar no poder do imaginário e da fantasia para transformar realidades. Falta o incentivo para que ler seja, acima de tudo, o que realmente é: um grande prazer! Falta, principalmente, fazer com o que a leitura esteja em toda a parte e que seja incluída no repertório de atividades das quais as pessoas não queiram abrir mão ou deixar em segundo plano. Na luta para que o Brasil se torne um país literário, estão unidos escritores, ilustradores, editores, livreiros, entidades das mais diversas áreas de atuação, anônimos... Várias ações se desenham e ganham força, na tentativa de ver a vontade de tantos se concretizar em ações. A semente plantada pelo Manifesto por um Brasil Literário, escrito e tornado público pelo escritor Bartolomeu Campos de Queirós começa a dar frutos. Uma grande campanha está sendo articulada com apoio e recursos institucionais e não são poucas as pessoas dispostas a dar vez e voz aos anseios de tornar o Brasil um país no qual se valorize com todas as letras a leitura literária, aquela que segundo Bartolomeu, "promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um - homens e mulheres - é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda ,bem dentro de si, um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo... E tudo, a literatura realiza, de maneira instransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: 'ele falou antes de mim' ou 'ele adivinhou o que eu queria dizer'."Ainda temos um longo caminho a percorrer para que esse "tudo" que a literatura é capaz de realizar esteja ao alcance de todo cidadão brasileiro. E, com certeza, o caminho se tornaria bem mais curto com a ajuda do chamado quarto poder! Os meios de comunicação de massa são armas poderosas e especialmente a TV com sua enorme audiência poderia fazer muito pela literatura. Incluir o livro e a leitura em sua programação seja ela ficcional ou real, já seria um grande começo. Por enquanto são raríssimas, quando não ausentes, as cenas nos programas e nas novelas em que o livro aparece! Na ficção, sobram tentativas de imitar a realidade: personagens vivem dramas e cotidianos bem parecidos com o de muitos na vida real. E nunca ( ou quase nunca) lêem, frequentam bibliotecas, clubes de leitura, falam de livros, têm o rumo de suas vidas mudadas a partir do encontro com a literatura. Nunca presenteiam outras pessoas com livros. Na ficção das novelas e mesmo nos programas da Tv aberta, a literatura é praticamente ignorada. Crianças, jovens e adultos aparecem diante das câmeras nas mais diversas situações, influenciam comportamentos e hábitos ( não é à toa que o merchandising de produtos é cada vez mais presente na telinha) e infelizmente não incluem o mundo do livro e da literatura. Isso precisa mudar! É um pequeno passo que pode encurtar distâncias e fazer toda a diferença!
Muita gente ainda não entendeu o que é um Limerique, então passo a palavra à escritora Tatiana Belinky:
"O limerique é um estilo de verso inspirado numa cidade da Irlanda, Limerick, e desenvolvido pelo poeta Edward Lear. São cinco linhas, três versos rimando, o primeiro, o segundo e o quinto; o terceiro e o quarto, mais curtos, rimam entre si. Isso dá ritmo, é ótimo para fazer algumas brincadeiras. Aprendi na Playboy americana. Claro que o autor lá se valia do limerique de uma forma maliciosa. Mas aí eu pensei: posso brincar com isso de outra maneira. A idéia é ressaltar uma coisa que é o contrário do que penso, e a criança, que não é nada boba, vai entender direitinho. Olha este exemplo aqui: Quem pensa que eu sou uma ogra No seu pensamento malogra. Língua bifurcada? Só quando enfezada. Porque eu sou mesmo é sogra."
Aprendeu? O escritor mineiro Leo Cunha mandou um Limerique especial para o Concurso e nós repetimos aqui: "Havia uma moça de São Petersburgo que para rimar era mesmo um absurdo: domava qualquer limerique, com rima louca e rima chique, a moça de São Petersburgo."
Festa Literária de Pirenópolis
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Meu menino que sonha ser fantoche
O Menino que virou Fantoche
O Tapete do Jardim Encantado
Material confeccionado pela criativa Claudia Cavalcante de Carvalho Weber, por sinal, minha cunhada querida! E para evitar brigas: a mala em que guardo os personagens foi devidamente encapada com tecido por minhas duas fornecedoras de material de apoio: Claudinha e Luciana
Apresentação de slides
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Beatriz como Correspondente Mirim da Globo na Feira do Livro de Brasília
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Casa de Autores na Bienal do Livro de SP
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Livros
Meus livros já publicados.
A Outra História da Cigarra e da Formiga
Reconto da fábula de Esopo com ilustrações de Adilson Farias, Editora Mundo Mirim
A Façanha da dona Aranha
Ilustrações de Carol Juste / Editora Elementar
História pra Boi casar
Livro-CD com história toda cantada, ilustrações de Mariana Zanetti / Editora Peirópolis
O menino que virou fantoche
Ilustrações de Meri / Editora Franco
JK, o lobo-guará
Uma fábula em versos sobre Brasília. História de um lobo-guará em crise por estar dividido entre a vida selvagem e a vida urbana na capital do país.
Nova edição
A Menina que pescava estrelas, agora da editora Elementar, com novas ilustrações da Bia
Brasília em Figurinhas
A história de Brasília num álbum de figurinhas Franco Editora 2009
Novo Jardim
agora da Franco Editora
A Menina que Pescava Estrelas LGE 2004 História de Alessandra e Beatriz Roscoe com ilustrações de Beatriz Roscoe
O Jardim Encantado LGE 2007 texto de Alessandra Pontes Roscoe e ilustrações de Beatriz Roscoe Cavalcante
Capa do livro novo: A Fada Emburrada da Editora Elementar, com lançamento previsto para a Feira do Livro de Brasília. Texto de Alessandra Pontes Roscoe e |Ilustrações de Romont Willy
O Jacaré Bilé - Editora Biruta - 2008 Texto: Alessandra Pontes Roscoe e Ilustrações de Ítalo Cajueiro
As cores e a cara do Jacaré Bilé, material produzido por Luciana Roscoe
O Jacaré Bilé
Previsto para o segundo semestre deste ano, o livro "O Jacaré Bilé" vai sair pela Editora Biruta. Com lindas ilustrações de Ítalo Cajueiro e texto meu, a publicação deve ser lançada, se tudo der certo, na Feira do Livro de Brasília. Bilé é um jacaré meio mané, que vive num açude no sertão do Ceará e dorme o dia inteiro porque passa as noites acordado tentando engolir a lua, que imagina ser uma tapioca gigante, esquecida no céu! Bem antes de acertamos a publicação, Ìtalo entregou-me os desenhos que inspiraram uma caixa de histórias com a qual tenho percorrido escolas e bibliotecas. O Jacaré ganhou ainda um Baião e um repente compostos por mim e já sonhamos com uma versão em animação - Ítalo é o roteirista e diretor do curta baseado no "Menina que Pescava Estrelas"- e outra de um musical para o teatro!
Nossa pescadora de Estrelas na telona!
Quando numa noite de muita agitação e pouco sono, ao pé da cama de minha filhota, então com pouco mais de dois anos e meio, fui intimada a "contar uma história da minha cabeça", não imaginava o caminho que passaria a trilhar. Inventei com a Bia uma história só nossa, que repeti por noites e noites a fio, como a história de ninar; até que, cansada de tantas mudanças no "roteiro" original, Beatriz exigiu que eu escrevesse o texto e pediu-me para ilustrar. Começava ali nossa parceria. O livro saiu pela LGE editora em 2004, foi adotado por várias escolas e agora ganhou uma versão para o cinema! Um curta de animação com direção de Ítalo Cajueiro e Elvis Kleber, desenhos de Rodrigo Mafra e trilha sonora de Tavinho Moura! No blog os estudos iniciais do lay-out da animação. O curta finalizado poderá ser visto em breve na telona!
Lay-outs animação
"A Menina que Pescava Estrelas
Novo livro
O Jardim Encantado é a segunda parceria com minha filha Beatriz. Texto simples em versos que trabalha a sonoridade, o som das palavras. Voltado para crianças em fase de alfabetização. Narra a história de uma Joaninha que só tem uma pintinha! As ilustrações foram feitas por Beatriz
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