domingo, 28 de fevereiro de 2010

Dia de apreensões e de uma grande tristeza.


 A Literatura fica mais triste hoje com a morte do bibliófilo José Mindlin. Aos 95 anos, ele morreu em SP depois de uma vida dedicada ao amor pelos livros. Mindlin foi dono do maior acervo particular de livros e periódicos do país. Começou a montar sua biblioteca aos treze anos de idade, em 2006 doou mais de 40 mil títulos para a Universidade de São Paulo. Dono da cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras, Mindlin não se cansava de dizer que não tinha um livro preferido e sim vários. Era um garimpador e tinha entre suas pérolas particulares, a versão original do livro Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa e a primeira edição de Os Lusíadas, de Camões. Além do vazio e da tristeza que a perda de Mindlin nos deixa, o domingo foi de grande apreensão por conta dos amigos escritores, ilustradores e editores que enfrentam dificildades no Chile pós terremoto. Cerca de 40 Brasileiros participavam do Congresso Ibero-americano de Literatura Infanto-Juvenil em Santiago e ,depois do susto com os tremores e a destruição, não conseguem voltar para o Brasil. Por aqui uma grande corrente se faz para passar as informações dos que estão por lá e também para tentar agilizar junto às autoridades brasileiras o retorno em segurança de todos.

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