Vejam só que festa legal!
sexta-feira, 20 de março de 2009
A Festa de Tatiana Belinky, em São Paulo
São Paulo, a cidade adotada há 80 anos pela escritora que veio da Rússia, não deixou passar em brancas linhas a data tão especial: preparou uma grande festa de aniversário e vai dedicar a ela toda uma programação na Casa dasRosas com debates, palestras, exposições e bate-papos com a autora de mais de cem livros. No dia do aniversário (18/03) amigos e familiares cantaram os parabéns pelos 90 anos de peraltices, completados em meio a muitas histórias e realizações. Tatiana, super animada como sempre, soprou as velinhas ao som de um saxofone no Hotel Gran Stanplaza, no Brooklin. Foram abraçá-la, entre outras personalidades: o diretor de teatro e ator Antonio Abujamra , o escritor João Carlos Marinho, a jornalista, escritora, e especialista em Literatura infanto-juvenil, Mônica Martins e até o inesquecível Saci, do Sítio do Picapau Amarelo, Eduardo Silva. Para quem não sabe, Tatiana fez a primeira adaptação para a televisão de o "Sítio do Picapau Amarelo". As fotos da festa foram enviadas carinhosamente para o nosso Cantos, contos e encantos, por Nyrah Belinky, neta de Tatiana, que já se engajou no concurso cultural do blog em homenagem à Tatiana Belinky.
Vejam só que festa legal!
Tatiana e o sempre Saci, Eduardo Silva
Vejam só que festa legal!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Conversa Informal com Tatiana Belinky

Tatiana muito bem acompanhada de Visconde de Sabugosa e Emília (foto do arquivo pessoal publicada no site Vivacotia)

A escritora que hoje sopra 90 velinhas, no convite de aniversário a frase escolhida pelos familiares para apresentá-la: "Tatiana, uma criança de 90 anos que conversa com crianças um pouquinho mais novas" (foto do arquivo pessoal da escritora, publicada no site Vivacotia)
Ela primeiro quis ser bruxa, dona de muitos poderes. Não uma bruxa feia, mas uma bela bruxa, como a madrasta da Branca de Neve. Fada, não! Não tinha graça ser boazinha o tempo todo, não poder fazer malcriação, ter que ser sempre certinha. Bruxa é malcriada e poderosa, pode até ser boazinha quando quer. A vontade durou muitos anos e só deixou de existir quando ela conheceu a Emília, boneca de pano do sítio do Pica-pau Amarelo, saída da imaginação do grande escritor Monteiro Lobato a quem ela conheceu. Ela é Tatiana Belinky, tagarela como a bonequinha Emília e uma das mais incríveis e adoradas escritoras da nossa literatura. Com mais de 120 livros publicados, Tatiana completa hoje 90 anos de idade, muitos deles dedicados a escrever para crianças e jovens. Encantadora e super bem-humorada, a escritora está sempre com as ideias a mil por hora. Nascida na Rússia, Tatiana veio para o Brasil, com dez anos de idade, fugindo das guerras civis que assolavam a então União Soviética. Nesta altura, já falava russo, alemão e letão. Aos dezoito anos, após concluir um curso preparatório, começou a trabalhar como secretária-correspondente bilíngue, nos idiomas português e inglês. Aos vinte anos ingressou no curso de Filosofia da Faculdade São Bento, mas abandonou-o em seguida, quando casou-se com o médico e educador Júlio Gouveia. O casal tem dois filhos. Em 1948, Tatiana começou a trabalhar em adaptações, traduções e criações de peças infantis para a prefeitura de São Paulo em parceria com o marido. O êxito desse trabalho foi definitivo para a carreira da escritora iniciante: o casal foi convidado a ter um programa fixo na TV Tupi. Tatiana e Júlio fizeram a primeira adaptação de " O Sítio do Picapau Amarelo", de Monteiro Lobato. O trabalho do casal na emissora seguiria até 1966. Em 1972 Tatiana passou a trabalhar na TV Cultura e em grandes jornais do estado de São Paulo, como a Folha de São Paulo, o Jornal da Tarde e O Estado de São Paulo, escrevendo artigos, crônicas e crítica de literatura infantil. Finalmente, em 1985, Tatiana Belinky despontou como escritora de livros, colaborando em uma série infanto-juvenil. Em 1987 publicou o primeiro livro: "Limeriques", pela editora FTD, baseando-se nos limericks irlandeses. A partir desta publicação, Tatiana passou a trabalhar fervorosamente sobre novas criações, chegando a escrever mais de cento e vinte obras. Suas publicações são acompanhadas por vários prêmios literários, entre eles o célebre Prêmio Jabuti, recebido em 1989. De sua vasta obra, destacam-se "Coral dos Bichos", "Limeriques", "O Grande Rabanete", "Di-versos russos", "Limerique das Coisas Boas", entre outros. Nestes últimos anos, Tatiana Belinky tem também publicado livros de crônicas, memórias e traduções. Tatiana é a convidada da Conversa Informal e num bate-papo descontraído fala da vida, das paixões, das lembranças e , claro, de literatura!
Veja a entrevista completa aqui:
http://docs.google.com/Doc?id=dch9v8w4_13gbnkbvg9
terça-feira, 17 de março de 2009
Concurso Cultural Contos Cantos e Encantos
Contos, cantos e encantos está em festa para comemorar os 90 anos de Tatiana Belinky, amanhã aqui , uma entrevista exclusiva com a escritora que fala da infância, da sua obra e de suas peraltices. Tatiana contou que além de bruxas e gatos, adora bananas, falou de seus livros, de suas preferências e contou histórias deliciosas da própria vida. Hoje, com a ajuda de alguns amigos queridos decidi dar a largada para o primeiro concurso cultural do blog, um concurso de desenhos de bruxa e de limeriques ( pequenos poemas com cinco versos, que falam sobre coisas malucas e nos quais os primeiros, segundos e quintos versos terminam com a mesma rima e têm os terceiros e quartos versos, mais curtos que os outros, com rimas diferentes) Não entendeu? Então veja como funciona: o escritor Leo Cunha http://leocunha.jex.com.br/ fez um Limerique para Tatiana:
"Havia uma moça de São Petersburgo
que pra rimar era mesmo um absurdo:
domava qualquer limerique,
com rima louca e rima chique,
a moça que veio de São Petersburgo."
O ilustrador André Neves http://confabulandoimagens.blogspot.com/ também colaborou e para incentivar a turma do desenho manda esta bruxa bem simpática aí de baixo que está no livro Kimbalo da Editora Paulus com poemas de Elô Fernandes e Helô Bacichette.
Se você tem de 0 a 90 anos pode participar do concurso fazendo um desenho de Bruxa ou um Limerique e enviar para o e-mail: alessandraroscoe@uol.com.br e também para o seguinte endereço: Concurso Cantos, cantos e encantos Arco Iris Distribuidora Avenida W2 Sul Quadra 509 Bloco "A" Loja 53 - Brasília/DF CEP 70 560-310.
Uma comissão julgadora formada por escritores ( João Bosco Bezerra Bonfim, Lucília Garcez e Vera Lúcia Dias) e ilustradores ( Ítalo Cajueiro, Jô Oliveira e Romont Willy) vai selecionar os melhores trabalhos, que serão publicados aqui no blog e premiados com livros meus autografados e livros da Tatiana Belinky, também autografados. O prazo para o envio dos trabalhos é até 18 de abril. O resultado final será divulgado no dia 18 de Maio. A iniciativa tem o apoio da Casa de Autores, grupo de escritores de Brasília e da Arco-Iris Distribuidora de Livros. No fim do concurso, todos os desenhos e os poemas serão encaminhados para a própria Tatiana Belinky.
"Havia uma moça de São Petersburgo
que pra rimar era mesmo um absurdo:
domava qualquer limerique,
com rima louca e rima chique,
a moça que veio de São Petersburgo."
O ilustrador André Neves http://confabulandoimagens.blogspot.com/ também colaborou e para incentivar a turma do desenho manda esta bruxa bem simpática aí de baixo que está no livro Kimbalo da Editora Paulus com poemas de Elô Fernandes e Helô Bacichette.
Se você tem de 0 a 90 anos pode participar do concurso fazendo um desenho de Bruxa ou um Limerique e enviar para o e-mail: alessandraroscoe@uol.com.br e também para o seguinte endereço: Concurso Cantos, cantos e encantos Arco Iris Distribuidora Avenida W2 Sul Quadra 509 Bloco "A" Loja 53 - Brasília/DF CEP 70 560-310.Uma comissão julgadora formada por escritores ( João Bosco Bezerra Bonfim, Lucília Garcez e Vera Lúcia Dias) e ilustradores ( Ítalo Cajueiro, Jô Oliveira e Romont Willy) vai selecionar os melhores trabalhos, que serão publicados aqui no blog e premiados com livros meus autografados e livros da Tatiana Belinky, também autografados. O prazo para o envio dos trabalhos é até 18 de abril. O resultado final será divulgado no dia 18 de Maio. A iniciativa tem o apoio da Casa de Autores, grupo de escritores de Brasília e da Arco-Iris Distribuidora de Livros. No fim do concurso, todos os desenhos e os poemas serão encaminhados para a própria Tatiana Belinky.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Dica de Leitura Especial Tatiana Belinky
Que bom que ela existe! Tatiana Belinky!(Panda Books)
Limeriques das Causas e Efeitos, Tatiana Belinky e Andrés Sandoval
(Editora 34)
Limeriques da Cocanha
(Cia das Letrinhas)
Limeriques dos Tremeliques
(Editora Biruta)
Limeriques das Causas e Efeitos, Tatiana Belinky e Andrés Sandoval(Editora 34)
Limeriques da Cocanha(Cia das Letrinhas)
Limeriques dos Tremeliques(Editora Biruta)
(Editora 34)
(Formato)
Na semana do aniversário da escritora Tatiana Belinky, Contos, cantos e encantos resolveu estender a dica de leitura e ao invés de indicar apenas um livro vai indicar um para cada dia da semana. Todos da Tatiana, como forma de também homenageá-la, afinal apesar da festa ser dela ( 90 anos na próxima quarta-feira, dia 18 de Março), os leitores é que tem motivos de sobra pra comemorar, pois Tatiana já nos presenteou com mais de 120 livros e sempre encanta com as tantas peraltices narradas em prosa e verso, com seus personagens divertidos e seu mundo imaginário tão repleto de sonho. A seleção de hoje tem como tema os Limeriques, pequenos poemas que sempre inspiraram a escritora. Limeriques são um tipo de poema bem curto. Eles falam de coisas malucas e têm sempre cinco versos. A primeira, a segunda e a quinta linhas terminam com a mesma rima. Já a terceira e a quarta são mais curtas e rimam diferentes das outras. Ninguém sabe direito como eles surgiram, mas começaram a fazer sucesso quando um inglês barbudo, gordinho e narigudo, chamado Edward Lear, passou a escrever limeriques.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Para navegar nas asas da imaginação
Hoje, sexta-feira 13, viro ao avesso todas as tradições, todas as supertições e recomendo não uma história de sustos e medos, mas um espaço cheio de riso e encantamento, um site que adoro visitar, de um escritor que adoro mais ainda: Jonas Ribeiro. http://www.jonasescritor.com.br/ é desses lugares especiais que nos conduzem por caminhos fantásticos, que nos fazem voar, navegar, deslizar. Tem baús de fantasia, livros, muitos livros, conversas divertidas e até um delicioso Chá das 5, que este mês traz os sabores incríveis da arte de Márcia Széliga, ilustradora competente e pessoa que só por existir já nos faz mais contente! O que você está esperando? Corre, vai logo se aconchegar nas histórias do Jonas! Depois volta pra me contar se não foi o máximo! Vou ficar esperando, mas lá no site do Jonas, tá bem?
quinta-feira, 12 de março de 2009
Viva o bibliotecário!
No dia 12 de março é hora de lembrar do profissional que orienta os caminhos de tantas pessoas no mundo da leitura. Nesta data se comemora o Dia do Bibliotecário, instituído em homenagem a Manuel Bastos Tigre, considerado o primeiro bibliotecário por concurso no Brasil. Aliás, no País, a data foi instituída pelo Decreto nº 84.631, de 12 de abril de 1980, e é comemorada em todo o território nacional. Tigre nasceu no dia 12 de março de 1882 e, ao terminar o curso de Engenharia resolveu fazer aperfeiçoamento em eletricidade, nos Estados Unidos, onde conheceu o bibliotecário Melvil Dewey, que instituiu o Sistema de Classificação Decimal. Este encontro foi decisivo na sua vida, porque, em 1915, aos 33 anos de idade, largou a engenharia para trabalhar com biblioteconomia. Naquele ano, ele realizou concurso para Bibliotecário do Museu Nacional. Mais tarde, transferiu-se para a Biblioteca Central da Universidade do Brasil, onde serviu por mais de 20 anos. Transferido, em 1945, para a Biblioteca Nacional, onde ficou até 1947, assumiu depois a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil, na qual trabalhou, mesmo depois de aposentado, ao lado do Reitor da instituição, Professor Pedro Calmon de Sá.
Fonte: Publishnews
Fonte: Publishnews
terça-feira, 10 de março de 2009
Quando a poesia se faz canção...
Quando os poetas conspiram, todos suspiram!
Imagem do show Conspiração dos Poetas, dos queridos amigos Fernando Brant e Tavinho Moura. Os dois estão na programação da Mostra Caminhos Poéticos da Canção. Eles e outras feras da música e da poesia cantada.
Começa hoje no Centro Cultural Banco do Brasil,no Rio de Janeiro (Primeiro de Março, número 66) a série de apresentações: Caminhos Poéticos da Canção. A idéia é lançar um novo olhar sobre a música brasileira, explorando as relações entre melodia, letra e arranjo instrumental. Durante as quatro semanas do projeto no Rio, que será apresentado por Wandi Doratiotto, passarão pelo palco grandes nomes e novos talentos da MPB. Serão oito diferentes apresentações misturando shows, debates, palestras e performances. Sempre às terças-feiras em duas apresentações às 12h30 e 18h30. Pesquisadores, críticos e poetas como Luiz Tatit, Ricardo Cravo Albin, José Miguel Wisnik, Arthur Nestrovsky, Arnaldo Antunes, Luiz Melodia e Fernando Brant discutirão diferentes aspectos da formação do cancioneiro brasileiro. Na estreia carioca, Chico César vai declamar e cantar seu livro Cantáteis. Além das conversas, shows como o que consagrou a parceria do poeta Fernando Brant com o grande músico Tavinho Moura. Depois do Rio, a mostra segue para Brasília, mas não acontecerá apenas nas terças. Na capital do país, a mostra vai ocupar o CCBB (Setor de Clubes Sul) dos dias 19 a 29 de Março sempre de quinta a domingo, será apresentada pela jornalista Patrícia Palumbo e contará com as presenças de Carlos Rennó, das poetisas: Alice Ruiz e Monica Costa, além de compositores da nova geração como: Kristoff Silva, Rodrigo Bragança, Makely Ka e Danilo Moraes.

Imagem do show Conspiração dos Poetas, dos queridos amigos Fernando Brant e Tavinho Moura. Os dois estão na programação da Mostra Caminhos Poéticos da Canção. Eles e outras feras da música e da poesia cantada.
Começa hoje no Centro Cultural Banco do Brasil,no Rio de Janeiro (Primeiro de Março, número 66) a série de apresentações: Caminhos Poéticos da Canção. A idéia é lançar um novo olhar sobre a música brasileira, explorando as relações entre melodia, letra e arranjo instrumental. Durante as quatro semanas do projeto no Rio, que será apresentado por Wandi Doratiotto, passarão pelo palco grandes nomes e novos talentos da MPB. Serão oito diferentes apresentações misturando shows, debates, palestras e performances. Sempre às terças-feiras em duas apresentações às 12h30 e 18h30. Pesquisadores, críticos e poetas como Luiz Tatit, Ricardo Cravo Albin, José Miguel Wisnik, Arthur Nestrovsky, Arnaldo Antunes, Luiz Melodia e Fernando Brant discutirão diferentes aspectos da formação do cancioneiro brasileiro. Na estreia carioca, Chico César vai declamar e cantar seu livro Cantáteis. Além das conversas, shows como o que consagrou a parceria do poeta Fernando Brant com o grande músico Tavinho Moura. Depois do Rio, a mostra segue para Brasília, mas não acontecerá apenas nas terças. Na capital do país, a mostra vai ocupar o CCBB (Setor de Clubes Sul) dos dias 19 a 29 de Março sempre de quinta a domingo, será apresentada pela jornalista Patrícia Palumbo e contará com as presenças de Carlos Rennó, das poetisas: Alice Ruiz e Monica Costa, além de compositores da nova geração como: Kristoff Silva, Rodrigo Bragança, Makely Ka e Danilo Moraes.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Dica de Leitura

Março é o mês de aniversário da escritora Tatiana Belinky, que é das mais representativas na nossa literatura infantil. Com mais de cem livros publicados, Tatiana completa 90 anos no próximo dia 18 e nós não podíamos deixar de comemorar. A festa para ela, aqui no Contos, cantos e encantos começa hoje com a Dica de Leitura. Na verdade, indicamos toda a obra de Tatiana, mas a dica de hoje vai para este delicioso Livro das Tatianices da Editora Salamandra, que traz poemas da escritora ilustrados por Laerte, muito divertido, tanto quanto a própria Tatiana que já confessou outras vezes que gostaria de ter sido a Emília do Sítio do Picapau Amarelo. Tatiana adora bruxas, mas gosta mesmo é de nos encantar com lindas histórias e poesias.
domingo, 8 de março de 2009
Era uma casa muito engraçada...



Projetaram a casa dos meus sonhos: uma casa toda feita de livros! Ela existe de verdade, fica na cidade italiana de Tambre d'Alpago foi feita em madeira e é tão encantadora quanto o próprio mundo dos livros. A grade obra é do artista plástico e escultor Livio De Marchi. Além da casa, tudo dentro dela foi confeccionado com livros. Livio De Marchi nasceu em Veneza, onde, ainda criança, começou a esculpir. Ele estudou arte e desenho na Accademia di Belle Arti "em Veneza. Sua atividade começa lá, mostrando ao mesmo tempo uma espantosa habilidade em moldagem de materiais e também muito humor e sensibilidade para inovar. Livio trabalhou primeiramente em mármore, bronze e eventualmente em madeira. Mas a madeira sempre foi o seu material favorito por garantir uma vitalidade que outras matérias-primas não permitem. A Casa de Livro é uma das invenções do artista que já se permitiu, entre outras fantasias, navegar em barcos de papel e correr mundo em carrinhos contruídos por ele mesmo!
sábado, 7 de março de 2009
Barca Poética


Hoje e amanhã tem Barca Poética no Lago Paranoá. A idéia já tem público cativo e é mesmo cativante, ver o pôr-do -sol navegando nas águas do Lago e ouvindo poesia. A iniciativa já ganhou até uma versão cinematográfica com a Barca do Cinema e vem se consolidando como uma opção bem diferente de lazer e cultura na capital. Neste fim de semana a programação inclui música e poesia com Angélica Torres, Sylvia Cyntrão, Felipe Corrêa e Yara Fortuna. A barca sai às 17 :00 horas do Pier do Bay Park e faz um passeio encantador. No palco flutuante os poetas e músicos se revezam, emoldurados pelos mil tons do crepúsculo brasiliense e pela lua crescente, já quase cheia. A viagem é imperdível. Seja com exibição de filmes, música ou poesia, a barca cultural já é um sucesso! O passeio segue pela rota Dom Bosco no Lago Paranoá e proporciona uma visão diferenciada da cidade e de seus monumentos. A barca conta ainda com serviço de bar e cozinha.
Neste fim de semana a programação é em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
Serviço:
Saída da Barca: 17h com retorno às 20h30 Cais do Bay Park Hotel: SHTN Trecho 02 Lote 05. Valor do passeio: R$ 40,00, desconto 25% = R$30,00 por pessoa. Couvert artístico: R$ 10,00 (consumo de alimentos e bebidas à parte).
Reservas e informações: http://www.barcabrasilia.com.br/
Telefones: 8419-7192 (Edmilson Figueiredo) e 8432-6234 (Amon Trajano);Evento não indicado para menores de 16 anos desacompanhados.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Prêmio Vivaleitura abre inscrições.
A partir desta quarta-feira, 4 de março, até o dia 24 de julho, estão abertas as inscrições para o Vivaleitura - prêmio que tem a ideia de estimular, fomentar e reconhecer experiências relacionadas à esta prática. Trabalhos do Brasil inteiro poderão ser inscritos pelo http://www.premiovivaleitura.org.br do prêmio ou por carta registrada, com aviso de recebimento (Caixa Postal 71037-7 - CEP 03410-970 - São Paulo/SP). Esta é a quarta edição da iniciativa, que tem duração inicial prevista para dez anos (2006-2016) e é a maior premiação individual para o fomento à leitura no Brasil. Ela é desenvolvida pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), e pelos ministérios da Cultura e da Educação. O prêmio tem execução e patrocínio da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Trabalhos em prol da leitura desenvolvidos por instituições, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas do Brasil inteiro podem ser inscritos em três categorias distintas. São elas: Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; Escolas públicas e privadas; e Sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições.terça-feira, 3 de março de 2009
Para Luiza
Minha alma transborda de emoção
E nada é o que parece
Quando suas mãozinhas em prece
Em suave e não sabida oração
conduzem-me ao seu mundo silencioso
E eu, que nada sabia
sobre o íntimo esconderijo das paixões, novelo misterioso
tecendo emoções, costuradas com uma ingênua sabedoria,
encanto-me, repleta do mar que lhe transborda dos olhos e de toda a sua intensidade
querendo congelar nosso instante
eternizar a plena felicidade,
que você, pequena, faz maior e tão vibrante.
Ah, Luiza! Como bem profetizou o poeta Marco Miranda,
você veio sorrindo, continua sorrindo
e numa doce e envolvente ciranda,
fez do meu mundo um lugar tão lindo!
segunda-feira, 2 de março de 2009
Dica de Leitura

Um livro para ler, ouvir e cantar, assim é Cantigas de Ninar Vento. Numa viagem sensorial, poesia, música e ilustração andam juntas, como nas cantigas de tempos tão distantes, em que os trovadores levavam versos cantados e dançados a todos os lugares, ou como nas canções que ouvimos desde criança. Canções para brincar, para adormecer ou para pensar sobre a vida. O livro da editora Paulus é acompanhado de um CD.
Os autores: Gláucia de Souza, Cristina Biazetto e Jorge Hermrmann nos levam, nas asas do vento a um passeio musical e visual por mundos encantadores e exploram a diversisdade e as inúmeras possibilidades que a literatura, enovelada com outras artes (como a música e a pintura), pode criar. Cantigas para Ninar Vento é um presente, um suave acalanto que chega como abraço apertado!
Os autores: Gláucia de Souza, Cristina Biazetto e Jorge Hermrmann nos levam, nas asas do vento a um passeio musical e visual por mundos encantadores e exploram a diversisdade e as inúmeras possibilidades que a literatura, enovelada com outras artes (como a música e a pintura), pode criar. Cantigas para Ninar Vento é um presente, um suave acalanto que chega como abraço apertado!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
A Emocionante Homenagem do Homenageado
Fiquei lisonjeada e muito emocionada com a crônica do Ignácio de Loyola Brandão no Caderno 2 do Jornal O Estado de São Paulo de hoje. Nos conhecemos na Festa Literária de Pirenópolis e compartilhamos histórias e muitas emoções por lá. Com a maestria que tem com as palavras, Ignácio, que foi o homenageado da festa, foi quem nos presenteou. Transcrevo abaixo a crônica, que já está guardada na memória e no coração!
"O homem que não carregou o arco-íris
Pirenópolis. – Cada vez mais ligo literatura ao prazer de comer, nestas caminhadas pelo Brasil. Venho conhecendo o País por dentro, não tem igual, levado por festas festivais, feiras e bienais de livros. Conhecendo gente, outros escritores e costumes, falas e paisagens que se entranham em mim e me levam a conclusão, cada vez mais segura, que o caminho que escolhi – ou para o qual fui levado – é o melhor. De Pirenopolis ainda trago da Rua Nova o cheiro quente do biscoito de queijo de dona Sebastiana, ao sair do forno e desmanchando na boca. Ou a pamonha frita que me abriu o apetite no restaurante Pedreiras, à beira do rio das Almas, seguida pela caipirosca de Murici.
Há ainda o bolo de pamonha assada, a coalhada fresca, os pãezinhos quentes e doces, o bolo de fubá, do café da manhã na Pousada Casa Grande, na Rua da Alvorada. No Empório do Cerrado, na Rua do Rosário, peça o filé ou o peixe acompanhado pela farofa de Baru, semente da região, com a qual se faz também paçoca, pesto ou licores. Não se vem a esta cidade sem experimentar o empadão goiano que tem palmito, frango, lingüiça, tomate, e tudo o mais que a criatividade exija e exista na despensa da cozinheira. Esquecendo a gula, uma recomendação imperdível: vá a loja de Claudia Azeredo para descobrir roupas, vestidos,blusas, toalhas de mesa, painéis e tapeçarias de enlouquecer, perder o fôlego.
No interior de Goiás, a 145 quilômetros de Brasília, subitamente, pelas mãos de Iris Borges e com o apoio do prefeito Nivaldo Antonio Melo, nasceu a Flipiri, pequena festa literária, já com ares de grande. Falemos da cidade, um tesouro aos pés da Serra dos Pirineus. Fundada em 1727 era um centro de garimpeiros que buscavam o ouro existente no Rio das Almas. Estas almas seriam as dos garimpeiros mortos na região. Uma enchente destruiu metade da ponte existente sobre o rio, daí o nome de Meya Ponte que a cidade carregou por muito tempo, até que os habitantes acharam que era um nome esquisito e mudaram para Pirenópolis, por causa da serra que teria sido assim batizada por um frei que, chegando a região, considerou aquele o ponto mais alto do Brasil, tão alto quanto os Pirineus. Com 23 mil habitantes Pirenopolis é pequena e aconchegante, é como se ela nos abraçasse.
Sua parte histórica, completamente restaurada, concorre em beleza com Ouro Preto e Parati, se é que não ganha. As ruas são calçadas com pedras “pé de moleque” em que a região é rica. Cores por toda a parte. Festas famosas como a do Divino e a Cavalhada. Claro que trouxe várias imagens do Divino Espírito Santo, do qual minha mãe era devota e que coloquei no meu estúdio esperando inspiração. Cem são as pousadas, inúmeros os restaurantes e bares. A Rua do Lazer, à noite, está repleta de jovens nas mesas ao ar livre. Na Rua Aurora, certo dia do ano, a banda seguida pela multidão, sobe até a igreja e de lá se vê o sol nascendo de um lado e a lua do outro. É, digamos, uma cidade encantada, boa de chegar, difícil de sair.
As falas principais da Flipiri foram na Casa da Câmara e Cadeia que o IPHAN restaurou, assim como restaurou em toda sua magnificência a igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário, destruída por um incêndio em 2002. Esta igreja está citada no livro de Saint-Hilaire em sua viagem ao Brasil. Para mim, as falas fundamentais foram realizadas no entorno da cidade, nos chamados povoados e nas escolas, junto às crianças. Nada menos do que 23 escritores do grupo Casa de Autores, criado por Íris Borges, e muito bem organizado com portfólios e tudo, contaram histórias fizeram leituras e conversações com a meninada.
O essencial destes festivais é isso: a tentativa de estabelecer o habito da leitura, a formação do leitor que, uma vez capturado, jamais deixará de ler. A turma da Casa de Autores é toda jovem, animada, canta, dança, toca violão, todos bem humorados e felizes (ainda que cansados pela maratona). A Flipiri precisa entrar logo no calendário cultural não só da cidade, como de Goiás e do Brasil. Tem gabarito. Eram esses autores que animavam a noite na Pousada em saraus improvisados e divertidos que iam até às quatro da manhã. No dia seguinte, levantavam cedo e iam para o trabalho. O que a Flipiri apresentou de diferencial? A irmandade entre escritores, todos sempre juntos, como se fossem velhos conhecidos, cordiais e alegres. Nem sempre é assim pelas feiras por ai.
A Festa foi encerrada com a exibição do documentário sobre José Lins do Rego, de Vladimir de Carvalho, num cinema lotadíssimo. O filme é uma recuperação comovente e objetiva desse que foi um autor dos mais importantes, um dos fundadores do regionalismo, ao lado de Graciliano e Jorge Amado. Vladimir é cineasta de extrema sensibilidade e apuro, exato no timing e na dramaticidade. Zé Lins, eis um autor que teve embates com a critica e sendo ainda injustiçado, precisa ser revisto. Vladimir, na vida real tem uma vantagem. Sua companheira Lucília Garcez é doce, acolhedora, bem-humorada, hospitaleira. E uma grande escritora infantil.
Agora, se me perguntarem um dos sucessos da Flipiri vou dizer. Foi Luiza, filha de Alessandra Roscoe. Ela acompanhou os escritores por toda a parte, todas as escolas, almoços, sessões, sorridente e calma, sempre no colo de um alguém, afinal tem apenas dois meses. Começou bem a vida. Houve um episodio engraçado. Alessandra, para contar suas historias leva uma série de acessórios. Um deles é um arco-íris de madeira super colorido. Certo dia, sobrecarregada, afobada, apanhou as tralhas antes de entrar em uma escola e pediu a um senhor que, por favor, levasse para ela o arco-íris até a sala de aula. Solene, o homem respondeu: “Sou um funcionário, mas carregar arco-íris não é minha função, não é de minha alçada.” Tudo bem, um menino levou o arco-íris e jamais esquecerá aquele dia. Afinal, quem de nós na vida já carregou um arco-íris? "
"O homem que não carregou o arco-íris
Pirenópolis. – Cada vez mais ligo literatura ao prazer de comer, nestas caminhadas pelo Brasil. Venho conhecendo o País por dentro, não tem igual, levado por festas festivais, feiras e bienais de livros. Conhecendo gente, outros escritores e costumes, falas e paisagens que se entranham em mim e me levam a conclusão, cada vez mais segura, que o caminho que escolhi – ou para o qual fui levado – é o melhor. De Pirenopolis ainda trago da Rua Nova o cheiro quente do biscoito de queijo de dona Sebastiana, ao sair do forno e desmanchando na boca. Ou a pamonha frita que me abriu o apetite no restaurante Pedreiras, à beira do rio das Almas, seguida pela caipirosca de Murici.
Há ainda o bolo de pamonha assada, a coalhada fresca, os pãezinhos quentes e doces, o bolo de fubá, do café da manhã na Pousada Casa Grande, na Rua da Alvorada. No Empório do Cerrado, na Rua do Rosário, peça o filé ou o peixe acompanhado pela farofa de Baru, semente da região, com a qual se faz também paçoca, pesto ou licores. Não se vem a esta cidade sem experimentar o empadão goiano que tem palmito, frango, lingüiça, tomate, e tudo o mais que a criatividade exija e exista na despensa da cozinheira. Esquecendo a gula, uma recomendação imperdível: vá a loja de Claudia Azeredo para descobrir roupas, vestidos,blusas, toalhas de mesa, painéis e tapeçarias de enlouquecer, perder o fôlego.
No interior de Goiás, a 145 quilômetros de Brasília, subitamente, pelas mãos de Iris Borges e com o apoio do prefeito Nivaldo Antonio Melo, nasceu a Flipiri, pequena festa literária, já com ares de grande. Falemos da cidade, um tesouro aos pés da Serra dos Pirineus. Fundada em 1727 era um centro de garimpeiros que buscavam o ouro existente no Rio das Almas. Estas almas seriam as dos garimpeiros mortos na região. Uma enchente destruiu metade da ponte existente sobre o rio, daí o nome de Meya Ponte que a cidade carregou por muito tempo, até que os habitantes acharam que era um nome esquisito e mudaram para Pirenópolis, por causa da serra que teria sido assim batizada por um frei que, chegando a região, considerou aquele o ponto mais alto do Brasil, tão alto quanto os Pirineus. Com 23 mil habitantes Pirenopolis é pequena e aconchegante, é como se ela nos abraçasse.
Sua parte histórica, completamente restaurada, concorre em beleza com Ouro Preto e Parati, se é que não ganha. As ruas são calçadas com pedras “pé de moleque” em que a região é rica. Cores por toda a parte. Festas famosas como a do Divino e a Cavalhada. Claro que trouxe várias imagens do Divino Espírito Santo, do qual minha mãe era devota e que coloquei no meu estúdio esperando inspiração. Cem são as pousadas, inúmeros os restaurantes e bares. A Rua do Lazer, à noite, está repleta de jovens nas mesas ao ar livre. Na Rua Aurora, certo dia do ano, a banda seguida pela multidão, sobe até a igreja e de lá se vê o sol nascendo de um lado e a lua do outro. É, digamos, uma cidade encantada, boa de chegar, difícil de sair.
As falas principais da Flipiri foram na Casa da Câmara e Cadeia que o IPHAN restaurou, assim como restaurou em toda sua magnificência a igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário, destruída por um incêndio em 2002. Esta igreja está citada no livro de Saint-Hilaire em sua viagem ao Brasil. Para mim, as falas fundamentais foram realizadas no entorno da cidade, nos chamados povoados e nas escolas, junto às crianças. Nada menos do que 23 escritores do grupo Casa de Autores, criado por Íris Borges, e muito bem organizado com portfólios e tudo, contaram histórias fizeram leituras e conversações com a meninada.
O essencial destes festivais é isso: a tentativa de estabelecer o habito da leitura, a formação do leitor que, uma vez capturado, jamais deixará de ler. A turma da Casa de Autores é toda jovem, animada, canta, dança, toca violão, todos bem humorados e felizes (ainda que cansados pela maratona). A Flipiri precisa entrar logo no calendário cultural não só da cidade, como de Goiás e do Brasil. Tem gabarito. Eram esses autores que animavam a noite na Pousada em saraus improvisados e divertidos que iam até às quatro da manhã. No dia seguinte, levantavam cedo e iam para o trabalho. O que a Flipiri apresentou de diferencial? A irmandade entre escritores, todos sempre juntos, como se fossem velhos conhecidos, cordiais e alegres. Nem sempre é assim pelas feiras por ai.
A Festa foi encerrada com a exibição do documentário sobre José Lins do Rego, de Vladimir de Carvalho, num cinema lotadíssimo. O filme é uma recuperação comovente e objetiva desse que foi um autor dos mais importantes, um dos fundadores do regionalismo, ao lado de Graciliano e Jorge Amado. Vladimir é cineasta de extrema sensibilidade e apuro, exato no timing e na dramaticidade. Zé Lins, eis um autor que teve embates com a critica e sendo ainda injustiçado, precisa ser revisto. Vladimir, na vida real tem uma vantagem. Sua companheira Lucília Garcez é doce, acolhedora, bem-humorada, hospitaleira. E uma grande escritora infantil.
Agora, se me perguntarem um dos sucessos da Flipiri vou dizer. Foi Luiza, filha de Alessandra Roscoe. Ela acompanhou os escritores por toda a parte, todas as escolas, almoços, sessões, sorridente e calma, sempre no colo de um alguém, afinal tem apenas dois meses. Começou bem a vida. Houve um episodio engraçado. Alessandra, para contar suas historias leva uma série de acessórios. Um deles é um arco-íris de madeira super colorido. Certo dia, sobrecarregada, afobada, apanhou as tralhas antes de entrar em uma escola e pediu a um senhor que, por favor, levasse para ela o arco-íris até a sala de aula. Solene, o homem respondeu: “Sou um funcionário, mas carregar arco-íris não é minha função, não é de minha alçada.” Tudo bem, um menino levou o arco-íris e jamais esquecerá aquele dia. Afinal, quem de nós na vida já carregou um arco-íris? "
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Ditadura, nunca mais!
Passei o carnaval bem longe de qualquer folia. Só ouvi o canto dos passarinhos, pois moro num lugar privilegiado rodeada de reservas com vista para o Lago Paranoá. No clima de calmaria, resolvi rever, desta vez com as crianças, a minissérie: Os Anos Rebeldes. Não vivi os anos de chumbo e não bastou apenas tentar explicá-los à Beatriz e ao Felipe. As perguntas surgiram quando começamos a falar sobre a provável candidatura da Ministra Dilma Roussef à Presidência da República. Eles quiseram saber mais sobre ela e contei, meio que narrando uma história triste vivida por personagens reais. As explicações foram insuficientes e entendo, não acho que seja poss´vel explicar todo o horror daqueles 20 anos. Passamos todo o Carnaval assistindo aos DVDs, comentando, lembrando de histórias daquela época narradas por amigos e parentes que enfrentaram a repressão. Ontem, Felipe que tem seis anos, perguntou pensativo para a avó se ela já havia nascido na época da ditadura militar, a avó meio cabreira, mas orgulhosa da sabedoria particular do neto, respondeu que se casou no ano em que tudo começou: 1964. Ele ficou pensativo, fez reflexões e comparações mentais com o que aprendeu e viu sobre os tais anos rebeldes e sem pestanejar concluiu:
"Ainda bem que eu já nasci na ditamole!"
"Ainda bem que eu já nasci na ditamole!"
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Índia
Um avião chegou. Ele veio para me levar.
Vou voar, voar, voar e lá do outro lado do mundo aterrizar.
Passarinho, passarei.
No rio e nas montanhas navegarei.
Elefantes, camelos, vacas,
Vocês já viram tamanho pé de jaca?
O tempo que não tem tempo.
O que eu sei é que lá tem muito vento.
Bindis,sáris,mamadis.
Meu lugar é aqui!
Por hora adormeço minhas palavras.
Para beber da fonte
e ampliar meu horizonte.
Tchau.
Até já.
Vou voar, voar, voar.
Vou voar, voar, voar e lá do outro lado do mundo aterrizar.
Passarinho, passarei.
No rio e nas montanhas navegarei.
Elefantes, camelos, vacas,
Vocês já viram tamanho pé de jaca?
O tempo que não tem tempo.
O que eu sei é que lá tem muito vento.
Bindis,sáris,mamadis.
Meu lugar é aqui!
Por hora adormeço minhas palavras.
Para beber da fonte
e ampliar meu horizonte.
Tchau.
Até já.
Vou voar, voar, voar.
Encontros
Jô Oliveira, escritor e ilustrador dos mais queridos, eu, Luiza e Sandra Ronca, dona de escritos e traços não menos intensos.
Jô Oliveira, Alex, Ana Gisélia, Luiza aconchegada em nosso momento "Canguru" e Sandra RoncaNo último dia 11/02 foi aberta no Museu Nacional aqui em Brasília, a Mostra Infância e Paz, sobre a qual já falei aqui no blog. Na abertura tive a chance de conhecer pessoalmente a companheira da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil - AEI_LIJ, Sandra Ronca. Já nos conhecíamos da lista da AEI-LIJ e por obras nossas que trocamos. Sei que foi uma delícia personificá-la, abraçá-la sem ser virtualmente! Sandra, autora e ilustradora de livros infanto-juvenis, mora no Rio de Janeiro e sabe muito bem o que é a violência se contrapondo à infância ( perdeu um filho há pouco mais de um ano. Hugo estava com 12 anos de idade quando foi roubado da vida, atingido por uma bala perdida). Sandra veio à Brasília como convidada da Mostra para ministrar oficinas e comoveu a todos com seu discurso forte e emocionado. Não podia deixar de ir, fomos eu e Luiza e encontramos amigos queridos como o Jô OLiveira e o casal Alex e Ana Gisélia, que desenvolve em Portugal um belo trabalho no projeto creare para formação de pequenos leitores.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Memórias poéticas de uma festa
Já se passaram alguns dias, mas devo confessar que uma espécie de entorpecimento fabuloso não me deixa esquecer os momentos incríveis que vivi no grande encontro que foi a Festa Literária de Pirenópolis. Ainda folheio e curto os tantos livros que trouxe de lá, revejo situações, diálogos, inspirações e me pego sorrindo à toa. Se a festa atingiu os objetivos, saiu como se esperava. Isso eu não sei. Na verdade pouco importa. Para mim o saldo foi mais que positivo, os lucros ainda aparecem, ouso dizer até que acho mesmo impossível contabilizar todos os ganhos afetivos e literários que trouxe na bagagem de volta. Nos tantos palcos que visitamos na cidade de Pirenópolis, a festa terminou, mas continua em muitos corações e mentes. A semente foi plantada e posso garantir que cada um de nós, autores, organizadores, convidados, leitores aprendemos, entre tantas coisas, a nos encantar de forma diferente mesmo com o óbvio. Eu posso dizer sem medo de errar que descobri a grandeza de me apequenar diante da intensidade de um Liliputz de Sorvete de Chocolate. Calma! Este é o título de um livro delicioso do Hermes Bernardi Jr. , que ganhei de presente do prórpio depois da Flipiri. A história é lindíssima e depois de ouvi-la narrada pelo Hermes, aliás, narrada não, contada magistralmente, como bem disse o Eduardo Loureiro, outro escritor que nos brinda sempre com ótimas histórias e canções: contada pelo Hermes da ponta dos pés ao último fio de cabelo; não posso deixar de ver, sempre que abro o livro agora, um Hermes saltando da minha caixa de memória e Lili, lili, lili zzzzzzzzz, liliputizando tudo em volta! Ah! Nada se compara ao prazer de descobrir o quanto o mundo dos livros nos abraça! Voltei da festa não apenas com o vestido de baile amassado de tanto dançar e com aquela saudade enorme. Voltei plena por saber que coisas antes sem nenhum sentido para mim, passaram a arrancar-me sorrisos. Pulgas e lagartixas se encheram de poesia. Uma caixa de sapatos qualquer me faz imaginar rinocerontes dobrados. Uma almofada colorida de retalhos me remete aos tantos motivos para amar livros e seus escrivinhadores. Uma roda que seja, me faz querer cirandar com a Vera Lúcia Dias. Cheiro de queijo lembra-me roedores de livros ou ratos de biblioteca. Os dicionários e enciclopédias iluminam em mim o menino vendedor de palavras do Loyola. Ah! E este, tão encantador com tudo o que nos disse e mostrou durante a Festa, fez brotar rios e mares em meus olhos que agora enxergam a missão maior que tenho que é a de carregar arco-iris.
Depois de Pirenópolis somos todos os mesmos, de volta às nossas rotinas, embora nem tão os mesmos como os de antes. Sei que poderemos guardar no baú ( pode ser um daqueles maravilhosos, cheios de histórias do querido Jonas Ribeiro) nossa roupa de festa e quando formos tirá-la de lá, certamente não sentiremos cheiro de mofo.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O peito do pé...
Quem já não ouviu falar dos trava-línguas???
Pois é. Então, aí vai um só para aquecer:
O sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento
Pegaram?
Agora falem rápido.
Eu tentei e o pobre do "meu" sapo acabou ficando sufocado...
Pois é. Então, aí vai um só para aquecer:
O sapo dentro do saco
O saco com o sapo dentro
O sapo batendo papo
E o papo soltando vento
Pegaram?
Agora falem rápido.
Eu tentei e o pobre do "meu" sapo acabou ficando sufocado...
Dica de Leitura
Quando uma editora se volta integralmente para a infância e foca todo o seu trabalho na atenção a este público o resultado aparece logo. Com livros bem cuidados e realmente destinados com carinho e atenção aos pequenos e jovens leitores, a Mundo Mirim, editora com sede em São Paulo, decidiu apostar na formação do leitor desde o berço. O catálogo é todo voltado para a literatura infantil. Com autores reconhecidos e ilustradores não menos, a nova editora chega ao mercado apostando em qualidade. A dica de leitura de hoje separou quatro títulos da Mundo Mirim: os dois primeiros, livros de imagem e os dois últimos com histórias divertidas que você começa a saborear aqui!
Brinquedos é um encantador exemplo de como uma história pode ser contada de várias maneiras e nem sempre precisa das palavras. Faz parte da coleção primeiras leituras e conquista crianças que ainda nem conhecem as leitras mas que já admiram a magia dos livros. André Neves conta só com desenhos a história de dois brinquedos presenteados a uma menino e uma menina, que muito se divertem, mas cansam e gastam a boneca e o palhaço. Com sensibilidade e beleza, o livro mostra o destino dos brinquedos depois de serem descartados pelos primeiros donos.
Também da série Primeiras Leituras este livro de Luiz Gesini conta só com imagens a história de uma disputa na cozinha para fazer uma receita. Dois cozinheiros muito experientes brigam porque querem executar o prato, cada um ao seu modo, até que Luíza resolve se meter e dar o seu toque. Quer saber o que acontece na hora de comer? Tem que experimentar pra saber!
Papo de Gato, de Zuleika de Almeida Prado com ilustrações de Isabel de Paiva é um livro cheio de cor e aventuras. Conta as peripécias de Espeto, um gato travesso que se mete em algumas encrencas. Descendente de uma nobre família de gatos de rua, Espeto, apesar de ter uma família não abandona de vez o espírito aventureiro das ruas e se vê, por conta disso, em algumas enrascadas.
Na história escrita por Regina Drummond e ilustrada por Cláudia Ramos você vai descobrir que vida de anjo da guarda não é nada fácil, principalmente se os anjos forem sonhadores e atrapalhados e tiverem que cuidar de crianças sapecas e arteiras. Neste divertido livro você vai rir muito das peripécias de Didi e Lili, dois anjinhos nem sempre bem-sucedidos que dariam tudo pra levar a vida tocando harpa e cantando nas nuvens!Com tantas dicas legais, você pode aproveitar a folguinha do Carnaval e cair na folia dos livros, que tal?
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Escovar palavras
" Eu tinha vontade de fazer como os dois homens que vi sentados na terra escovando osso. No começo achei que aqueles homens não batiam bem. Porque ficavam sentados na terra o dia inteiro escovando osso. Depois aprendi que aqueles homens eram arqueólogos. E que eles faziam o serviço de escovar osso por amor. E que eles queriam encontrar nos ossos vestígios de antigas civilizações que estariam enterrados por séculos naquele chão. Logo pensei de escovar palavras. Porque eu havia lido em algum lugar que as palavras eram conchas de clamores antigos. Eu queria ir atrás dos clamores antigos que estariam guardados dentro das palavras. Eu já sabia que as palavras possuem no corpo muitas oralidades remontadas e muitas significâncias remontadas. Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar de cada uma. Para escutar os primeiros sons, mesmo que ainda bígrafos. Comecei a fazer isso sentado em minha escrivaninha. Passava horas inteiras, dias inteiros fechado no quarto, trancado, a escovar palavras. Logo a turma perguntou: o que eu fazia o dia inteiro trancado naquele quarto? Eu respondi a eles, meio entresonhado, que eu estava escovando palavras. Eles acharam que eu não batia bem. Então eu joguei a escova fora."
O texto é de Manoel de Barros, o poeta pantaneiro que escava poesia no concreto do dia-a-dia. Abre as memórias inventadas da infância, primeiro da trilogia autobiográfica deste que é um dos maiores poetas vivos do Brasil. Manoel já passa dos noventa anos de idade e carrega a pureza de quem só teve uma idade e que a eternizará: a infância. Dividiu sua biografia e suas memórias inventadas, porque afinal diz com toda sabedoria que tudo o que ele não inventa é falso, em três infâncias: a primeira, a segunda e a terceira. Poderia eu passar a vida lendo e relendo Manoel. Decidi encerrar a semana aqui no blog com esse texto dele porque traduz bem o que sinto depois de tanta intensidade vivida nos últimos dias. Também quero escovar palavras, alimentar-me delas, presenteá-las aos amados, acariciá-las em minha solidão, escutar seus silêncios e todas as suas vozes. O tempo pode roubar-nos a agilidade, a força, a exata percepção das coisas, mas jamais conseguirá nos roubar o acalanto da palavra, das palavras todas, as ditas, as não ditas, as escritas, as pensadas e as inventadas.
O texto é de Manoel de Barros, o poeta pantaneiro que escava poesia no concreto do dia-a-dia. Abre as memórias inventadas da infância, primeiro da trilogia autobiográfica deste que é um dos maiores poetas vivos do Brasil. Manoel já passa dos noventa anos de idade e carrega a pureza de quem só teve uma idade e que a eternizará: a infância. Dividiu sua biografia e suas memórias inventadas, porque afinal diz com toda sabedoria que tudo o que ele não inventa é falso, em três infâncias: a primeira, a segunda e a terceira. Poderia eu passar a vida lendo e relendo Manoel. Decidi encerrar a semana aqui no blog com esse texto dele porque traduz bem o que sinto depois de tanta intensidade vivida nos últimos dias. Também quero escovar palavras, alimentar-me delas, presenteá-las aos amados, acariciá-las em minha solidão, escutar seus silêncios e todas as suas vozes. O tempo pode roubar-nos a agilidade, a força, a exata percepção das coisas, mas jamais conseguirá nos roubar o acalanto da palavra, das palavras todas, as ditas, as não ditas, as escritas, as pensadas e as inventadas.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
CBL já tem nova diretoria!
Acaba de ser eleita a nova diretoria da Câmara Brasileira do Livro - CBL. A Chapa Trabalho e Seriedade da atual presidente Rosely Boschini foi a vencedora com 77,73% dos votos. A reeleição de Rosely com tamanha margem de votos foi a resposta dada pelos associados da CBL aos membros da chapa concorrente Mudança e Participação, presidida por Armando Antongini, que nos dias que antecederam a votação deflagraram na internet uma campanha para difamar a atual diretoria. Depois de muita baixaria, e-mails pessoais sendo divulgados em listas de discussão e muita tensão, A chapa Trabalho e Seriedade venceu com com mais de 130 votos de vantagem sobre a concorrente. O placar foi o seguinte:
Votaram 248 associados
Houve apenas um voto nulo, nenhum em branco, 185 votos para a chapa Trabalho e Seriedade e 52 votos para a chapa Mudança e Participação.
Votaram 248 associados
Houve apenas um voto nulo, nenhum em branco, 185 votos para a chapa Trabalho e Seriedade e 52 votos para a chapa Mudança e Participação.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Paratibum no reino do seu Zé.
"Pararatibum-bum-bum...
Sanfonas, sopros, algazarra e cia preparem-se para a folia!
É um, é dois e é três ! O meu é de creme holandês!!!
Tem pipoca, paçoca e quebra-queixo.
Seu Zé, cadê meu picolé ?
Carro com cara de carroça.Carroça com cara de bicicleta e bicicleta com cara de quê ?
De meleca!!!!! "
Lá vai o seu Zé pelas ruelas dos livros, se perdendo nas letras e deixando rastro de alegria.
Sanfonas, sopros, algazarra e cia preparem-se para a folia!
É um, é dois e é três ! O meu é de creme holandês!!!
Tem pipoca, paçoca e quebra-queixo.
Seu Zé, cadê meu picolé ?
Carro com cara de carroça.Carroça com cara de bicicleta e bicicleta com cara de quê ?
De meleca!!!!! "
Lá vai o seu Zé pelas ruelas dos livros, se perdendo nas letras e deixando rastro de alegria.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Recordar é viver!
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